segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Natal Verde

Menos nove pontos que o líder na Bwin Liga, passagem para 2008 com presença nas Competições europeias via Taça UEFA, continuidade quer na Taça de Portugal quer na novel competição que é a Taça da Liga. Quanto a conquistas, nesta altura da época, o único titulo que poderíamos ter conquistado, a Supertaça, lá está exposta nas vitrinas do “Mundo Verde”. É este o balanço da presente época, chegados que estamos à época natalícia. É bom, razoável ou negativo, o balanço?
Visto de forma fria e apenas olhando para estes dados estatísticos, a verdade é que não se pode considerar mau…Ou seja o titulo principal, Liga, apesar de longínquo não está inacessível e as outras competições, com diferentes graus de dificuldade no que à sua conquista diz respeito, estão aí “à mão de semear”… Mas depois vemos o nível das exibições e o meu optimismo esmorece. Vejo jogos como o da recente 14.ª jornada em casa contra um Paços de Ferreira muito abaixo das épocas anteriores, e apesar de ganhar, permanece um travo amargo na boca. O futebol produzido esta temporada pelo meu Sporting, tem sido por norma (houve raras excepções), muito fraquinho. Sem chama, sem desenvoltura e pior sem aquela genica que caracterizava esta equipa nos primórdios deste velho ano que se acaba. As vitórias, quase sempre sofridas, são obtidas por obra e graça do desempenho individual de algum dos atletas leoninos, que em momentos de inspiração lá conseguem sozinhos produzir o que tem faltado ao colectivo. Vukcevic tem sido o nosso Pai Natal e muito dos últimos seis pontos conquistados são mérito dele.
Se no rectângulo de jogo as coisas andam pouco animadas, fora dele passa-se exactamente o contrário. Ou seja, o que deveria estar animado, anda “chocho”, onde o clube deveria transpirar “tranquilidade”, vivem-se dias de convulsão… Soares Franco, não é um prodígio a comunicar, mas os erros têm-se sucedido com frequência nesse e noutros capítulos. Há muito para melhorar e a demora nas atitudes e decisões, como neste ultimo caso com o novo cartão de sócio que tarda, adiam a consolidação e o crescimento do clube.
Há no entanto, pequenos sinais retemperadores, pelo que agradeço as mensagens de Boas Festas que o Sporting me enviou para o telemóvel. Obrigado Sr. Presidente, obrigado Mister. Afinal o Natal Verde também tem o seu travo doce…
Chegou o Natal e com ele, espero que melhores dias para todos nós, membros da “família” leonina, que também tem andado desavinda. O episódio que a Juve Leo protagonizou com a “devolução” da camisola de Moutinho, veio contribuir em muito para essa fragmentação, mas os últimos desenvolvimentos parecem querer indiciar uma nova união entre todos e que urge recuperar. Só todos unidos, equipa, sócios, adeptos, claques e, por fim, dirigentes poderemos tornar o Sporting melhor, mais forte e consequentemente mais temido.
A todos os sportinguistas deixo aqui o meu voto de umas Excelentes Festas, repletas de esperança no ano bissexto que aí vem… Diz que estes são anos especiais…Pelo menos tem mais um dia. Que esse dia e os que se lhe antecedem ou sucedem sejam de plena felicidade verde e branca!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Onde é que eu já vi isto?...



Sporting Clube de Portugal - 1
União de Leiria - 1

Antes de mais, gostava de esclarecer aos caros leitores deste blogue: “famelga”, amigos e incautos que aqui vêm parar não sabem bem como, que desde a tragédia que não tenho tido disponibilidade e, diga-se em abono da verdade, disposição, para manter actualizado aqui o estaminé. Por tragédia não estou a referir-me às exibições do Sporting, não! Estou a mencionar mesmo o drama da A23…A disposição, ou falta dela, não me surgiu na sequência dos resultados dos “leões”, não! Estou mesmo a queixar-me da saúde que não tem andado lá essas coisas… Está, digamos assim, à semelhança do futebol praticado pelo clube leonino, que anda adoentado.


A verdade é que me tinha proposto fazer, este fim-de-semana, uma espécie de resenha do que tem vindo a ser a época do Sporting desde a 9.ª jornada da Bwin Liga, mas depois do jogo de ontem já só encontro uma palavra para o descrever: Horrível. Assim sendo, fica desta forma resumido, muito sucintamente, o mês de Novembro de 2007 em termos futebolísticos.


Quanto ao jogo desta 12.ª jornada, apetece dizer que a maré verde continua. De infelicidade, o que quer que isso signifique. Para mim denota falta de classe, falta de instinto matador, falta de qualidade… e também aqui e ali uma falta, inadmissível, de atitude. Mas não podemos deixar de observar que para além disso, existe uma aura, um “mau astral” digamos assim, que também não ajuda…Continuo a observar coisas ao Sporting, que não vislumbro em mais clube nenhum: será que não há um profissional de futebol naquele plantel que saiba marcar penalties? Não quero acreditar, mas a verdade é que parece. Polga era o marcador mais improvável, por todas as razões e mais uma… Confirmou-se e falhou! Se não há, contrate-se Rochemback, nem que seja para os marcar…Sofrer golos impreterivelmente nos últimos instantes dos jogos é outro habito que já enjoa (o que eu queria escrever era mesmo que já “mete nojo”). Depois, parece que é moda ex-jogadores leoninos marcarem os golos que nos lixam e a seguir desatarem a pedir desculpas… Toda a gente pede perdão, quem marca, quem falha, mas os pontos esses vão voando… Ontem só não pediu desculpas o Sr. Rui Costa, mas esse faz parte de um Clã, que só pede desculpas a um determinado clube, mesmo quando esse clube é beneficiado despudoradamente. Mas já lá vou. Tudo isto é verdade, mas apesar de todas as contrariedades que insistem em perseguir o Sporting, este jogo, contra o último classificado, recorde-se, tinha que ser ganho. De qualquer maneira! Ao não ser, por mim e com muita pena que assim seja, o campeonato fica entregue…Já podemos passar o Natal descansados. Não, não gosto de desistir, mas há que ser realista e é muito difícil continuara a acreditar nesta equipa. Este Sporting não augura nada de bom, muito menos recuperações como a que se protagonizou na época transacta. Primeiro, porque o Sporting deste ano tem, e isso é muito claro, um plantel mais fraco e consequentemente uma equipa de inferior qualidade. Depois porque o F.C. do Porto apresenta-se mais consolidado, maturo e mandão. Para vencer não precisa cá de apitos como no antigamente. Ontem provou-o na ETAR da Luz…Mesmo o segundo lugar vejo-o como muito complicado, apesar da equipa do ‘Macho, também não jogar um caracol…Esta é a dura realidade que se me apresenta actualmente.


Bom, agora que o titulo se apresenta longínquo, pode ser que a “sorte” com as arbitragens também mude. Não quero justificar os resultados com erros alheios, mas alguém me consegue explicar a razão da anulação do golo do Purovic? Este Rui Costa, cá estamos, herdou a “aversão” do irmão…Enfim… Como este é outro assunto que já enfastia, o melhor é deixar os homens de preto na Santa Paz (agora que se aproxima a época natalícia), porque estou convicto de que quanto mais lhes batem mais eles se vingam…


Finalmente, ficam ainda algumas deixas:


Rui Patrício – “O miúdo tem potencialidades”. Esta é a frase que mais tenho lido por essa blogosfera leonina afora… Concordo, mas questiono: em dois jogos, quantos pontos já nos custou?


Stojkovic – Sem ele nunca ganhamos…Facto. O que é que se passa com o jogador? Não é convocado, porquê? Exige-se uma explicação.


Carlos Martins - Lembram-se dele? Lá está a triunfar num campeonatozeco reles como é o espanhol…Ontem foi só o melhor em campo. Decisivo ao marcar um golaço que deu o empate fora de portas à sua equipa. E já soma 3. Ai que saudades…


Soares Franco – só dá vontade de imitar o Juan Carlos e gritar um sonoro “porque no te callas?” Para além da inépcia costumeira, não tem ponta de razão na questão que manteve com Queirós… E o mercado de Inverno? Eu desde que li aquela famigerada entrevista na revista Visão, tirei a minha impressão definitiva: Não serve para presidente do Sporting e menos ainda da SAD… O SCP não é nenhum passatempo, porra!


Miguel Veloso – Está claramente afectado com todo o folclore à volta dele. Objectivo cumprido, portanto.


Roma, Braga, Leixões, Manchester United, União de Leiria… Aconteceram coisas incríveis, mas foi só azar? O que vale é que a Taça UEFA está garantida, mas será que a saga continua com o Dínamo de Kiev? Jogo sem qualquer pressão é este. Nada a perder, a não ser mais uns milhões…


Para não ser tudo negativo, fica uma nota de incentivo para o nosso pequeno grande capitão, o sempre corajoso e persistente João Moutinho e para o público e adeptos leoninos que, nomeadamente em Manchester, foram magníficos! E mais não escrevo…

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Luto na A23

A campanha da Prevenção Rodoviária Nacional utiliza uma frase lapidar: “Não julgue que os acidentes só acontecem aos outros”.

Infelizmente, hoje mais do que nunca, esta frase deixou-me arrepiado de horror.

Há hora em que escrevo, desconheço a identidade das, até agora, treze vitimas mortais do acidente que afectou o autocarro da Câmara Municipal de Castelo Branco, que transportava de volta duma visita a Fátima alunos da USALBI – Universidade Sénior Albicastrense. Mas apesar disso e após a surpresa e choque inicial desta fatídica noticia, abateu-se sobre mim uma tristeza indescritível. Aquelas pessoas podem não ser minhas amigas, podem não ser minhas vizinhas, podem não ser sequer minhas conhecidas, mas são com toda a certeza pessoas da minha cidade, do meu concelho, da minha comunidade. Ocasionalmente poderei ter-me cruzado, falado ou mesmo convivido com alguma(s) dela(s). Não sei nem isso me importa. Só sei que é incrível como a proximidade destas tragédias nos afectam de forma tão mais intensa e dolorosa.

Por isso, porque me sinto de luto escrevo como catarse desta dor e para deixar também aqui o meu mais profundo pesar por todos os afectados. No fundo, mais directa ou indirectamente, todos os albicastrenses…

As boas novas da jornada 9

Sporting Clube de Portugal - 4 ;
Naval 1.º de Maio - 1



O Sporting entrava para disputar o jogo em que era directo interveniente da 9.ª jornada da Bwin liga, já conhecedor dos resultados dos rivais conseguidos com polémica, dadas as “ajudas” externas de que usufruíram…Assim estava “obrigado” a vencer, não só porque jogava em casa e essa intenção deverá constituir sempre o seu objectivo, mas porque era crucial afim de recuperar dois pontos ao líder e manter-se colado ao segundo classificado. Só uma vitória imaculada interessava aos “leões”, para fazer ver que apesar de prejudicado indirectamente nesses dois encontros, não precisava cá de ajudas compensatórias para conquistar os pontos em disputa.


Conforme previra antes do jogo o Sporting conseguiu vencer, sem no entanto deixar de passar por algumas adversidades. A verdade é que não esteve seguro Stoy, Miguel Veloso não chegou a atingir o seu nível, (quase) sempre elevado. Também Moutinho, apesar do golo madrugador, não esteve especialmente inspirado (e não me refiro apenas ao penalty falhado). Valeram a classe de Polga e o show do nosso Levezinho, especialmente durante a segunda parte para que a vitória, justa e sem casos, chegasse.


Esta é no fundo a primeira boa nova da jornada: um dos três grandes conseguiu um resultado legítimo. A segunda boa nova tem a ver com o relvado de Alvalade que finalmente esteve irrepreensível. Esperemos que seja para durar.


Quanto ao jogo, a equipa leonina entrou muito bem e alcançou cedo o golo através do seu capitão João Moutinho, depois de 10 minutos em bom ritmo... Depois foi baixando a intensidade do jogo, talvez iludida com as facilidades que os Navalistas permitiram nos primeiros instantes. A verdade é que a equipa da Figueira da Foz, foi crescendo, foi-se impondo com boas trocas de bola dos seus médios e foi criando oportunidades. Empatou ainda antes do primeiro terço do jogo se concluir, meritoriamente. Só ao ver o jogo novamente empatado o Sporting pareceu acordar, recuperando então a iniciativa atacante e o domínio do jogo. Apesar disso o empate a 1 bola registado ao intervalo castigava justamente os jogadores leoninos.


Na segunda metade, voltaram os verde e brancos a revelar boa atitude, apesar de inconsequentes na definição das jogadas atacantes. O alarme soou com a bola no poste de Stojkovic, que pareceu sempre afectado (não só fisicamente) com o lance do golo sofrido. Mais consistência psicológica e emocional precisa-se. Foi do banco que o jogo começou a decidir-se. Paulo Bento reagiu a tempo e horas, apostou na entrada de mais um homem criativo, Simon Vukcevic e a saída de Tonel. Pouco depois num lance individual de extremo virtuosismo de Liedson surgiu o segundo e melhor golo do Sporting. A partir daqui nunca mais a equipe leonina voltou a sofrer e as diabruras do Levezinho sucediam-se. O penalty que conquistou por força da sua insistência e consequente expulsão do guardião Taborda, parecia sentenciar o encontro, não fosse João Moutinho o ter desperdiçado. Urge rever os marcadores oficiais do Sporting, que neste tipo de lances vem revelando uma ineficácia alarmante…


A jogar com mais um jogador o Sporting continuou a procurar o terceiro golo que lhe garantisse maior descanso, tendo-o conseguido com naturalidade através de uma recarga de Vukcevic a mais uma boa defesa do guardião suplente da Naval a remate de Liedson. Gladstone ainda acabaria por facturar o quarto já no fim da partida.


Apesar da tremedeira verificada na primeira parte, pode-se considerar que desta feita o Sporting conseguir aliar a exibição a um bom resultado. De qualquer forma nota-se ainda alguma falta de confiança e consistência em alguns jogadores que se reflecte depois no desempenho colectivo da equipa.


Quanto ao árbitro, Sr. Elmano Santos, proporcionou-nos mais uma rábula com o auxiliar e que teve como conclusão, para não variar, uma decisão nociva e injusta para o Sporting. No restante não há muito mais a assinalar, a não ser alguma dualidade no capítulo disciplinar…Mais uma vez com prejuízo leonino. Mais uma vez, já vamos estando habituados.





Liedson mais uma vez em destaque

domingo, 4 de novembro de 2007

Força Sporting!

Depois de na passada 4.ª feira ter conseguido, com uma dose de sorte considerável, seguir para a fase de Grupo da Taça da Liga, o Sporting regressa hoje a Alvalade para disputar a 9.ªjornada da Bwin Liga.
Este encontro encerra uma série de interesses que passa logo pela “inauguração” do 5.º relvado do Novo Estádio José de Alvalade. Apesar do Outono ter vindo quente e com pouca chuva, espero que desta feita tenham acertado com o tapete verde. Veremos também se a equipa vai finalmente ultrapassar a crise de exibições, uma vez que a vitória por 3 a 2 em Fátima constituiu um resultado consentâneo com o objectivo do apuramento mas não com uma qualidade mínima que um clube com a grandeza e responsabilidade do Sporting Clube de Portugal deve apresentar.
Assim, espero que logo, no inicio da noite deste domingo, Stojkovic consiga ter um jogo descansado e seguro, Polga volte à ter a classe que vinha demonstrando antes da famigerada lesão, Veloso confirme o bom jogo de Fátima e entre numa sequência de jogos ao seu nível elevado de (quase) sempre e ainda que regresse a inspiração a Moutinho que parece não faltar, nesta fase, a Liedson que com a garra que o caracteriza lá vai marcando com uma regularidade apreciável. Se assim for, estou certo que com mais ou menos adversidades o Sporting convencerá e aproveitará esta oportunidade para fazer as “pazes” com os adeptos.
Um resultado e exibição bons nesta partida são ainda preponderantes no incremento de motivação e confiança para a jornada da Champions League que se avizinha e que é decisiva.
Por tudo isto, aqui deixo um FORÇA SPORTING!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

MEMÓRIAS 1 - A Origem…

Afinal, de onde é que me surgiu este sportinguismo todo? Será que não vinha já no código genético? Há verdadeiramente uma escolha racional? Tentar perceber e recordar o porquê de ser um sportinguista tão ferrenho afigurava-se-me difícil, para não dizer impossível de explicar... Claro que a razão é múltipla, mas teve que principiar nalgum momento, ou ocasião…Qual é, então, a minha primeira memória significativa do Sporting?
Pois bem, ao contrário do que possa parecer, não foi assim tão complicado… É certo que a circunstancia da minha família paterna ser, toda ela sem excepção, sportinguista, num facto que constitui para mim um proeminente orgulho, deverá ter constituido um grande peso sub-consciente na decisão.
Mas o momento da decisão, permanece, felizmente na minha memória. Acho que não é surpreendente, pois já António Damásio, grande neurocirurgião e cientista luso radicado nos E.U.A., defende na sua obra “O erro de Descastes” que a memória está associada indelevelmente à emoção…
De todas as emoções “leoninas” esta é seguramente a mais antiga relacionada com o Sporting. Esta é a “tal” da DECISÃO! Tinha cerca de 6 anos e fui “dar” comigo dentro de um pavilhão gimnodesportivo para assistir a um jogo em que de um lado estavam sete atletas equipados com aquelas camisolas, de leão rompante ao peito e listadas horizontalmente de verde e branco…! Do outro, estavam outros sete gajos quaisquer…
Pouco antes já o meu tio Zé me prometera que haveria de me levar a ver o Sporting: “O melhor clube do mundo!” Afirmava ele. Sim, já ouvira falar do Sporting, familiares a discutir, com maior ou menor ênfase sobre futebol, mas eu não dava realmente qualquer importância. As minhas ocupações até aí passavam mais pelas correrias e outras “brincadeiras”…à Carlos Lopes!
Mas retomando a estória, lembro-me de se ter apoderado de mim, sem razão aparente, um desejo desmedido de alcançar aquele pavilhão que já se avistava por entre os edifícios, enorme lá ao longe, onde, dizia o meu tio, “eu ia finalmente ver jogar os Leões!”. O alvoroço surdo que rugia do pavilhão e saía a aproximar-se, parecia confirmar a presença daqueles nobres felinos… A agitação, os comentários excitados e os passos acelerados que me cercavam, todos com o mesmo “fito” e no mesmo sentido... Recordo-me que não era só a curiosidade de partilhar um acontecimento diferente, foi pelo contrário um daqueles sentimentos premonitórios que por vezes nos assalta inexplicavelmente e se precipita na sensação de que algo vai mudar para sempre a partir daquela experiência…
A verdade é que foi tudo transcendental. Desde o ambiente, magnifico, as cantorias, os protestos, o colorido esmeralda, o entusiasmo…, foi isso: o entusiasmo em vários tons de verde daquela malta toda que me fascinou! Não sei, se assisti mais ao desafio que decorria dentro do ginásio se da diversão que me fascinava vindo da bancada. Lembro-me de ter chegado já com o jogo prestes a iniciar e o anfiteatro repleto… agora também do barulho ensurdecedor que se fazia ouvir! O meu tio não conseguiu dois lugares sentados seguidos e assim fiquei umas filas mais à frente, mesmo perto do início da escadaria que subíramos à entrada. Antes de se afastar para se sentar mais atrás, ainda me perguntou, à pressa: “Sabes quais é que são os do Sporting?”. O tom da voz e a expressão do rosto revelava uma preocupação típica de alguém que se tinha esquecido de comprovar uma informação indispensável…“Claro!”, respondi um pouco incrédulo com a pergunta. A minha intuição indicava-me a certeza que só apontava para aqueles das camisolas verde e brancas, aquelas é que são bonitas, pensava. “São os das riscas!”, gritei-lhe para que me pudesse ouvir sobre o ruído de fundo. Sorriu-me afirmativamente e afastou-se por entre a multidão. Volta e meia voltava-me para trás a atestar se ainda estava sentado no mesmo lugar…Estava, e com a atenção fixa nas andanças do jogo. Passado aqueles momentos de insegurança e depois da simpatia do senhor do lado que me sossegou: “He pá! Fica descansado que estás entre leões, que é tudo malta porreira!”, já só olhava para trás para me certificar do “tal” entusiasmo a cada golo dos verde e brancos e após o intervalo já gritava pelo Sporting, em uníssono com a multidão, incentivado pelo meu Tio que, entretanto, se sentara o meu lado.
Escusado é dizer que quando o jogo terminou, e depois de ter assistido à primeira das vitórias dos Leões, - e logo ao vivo - o Sporting tinha ganho, para sempre, muito mais que um simples jogo, tinha ganho o maior adepto de Castelo Branco e arredores, jurei! Mais um entre aquelas centenas de fervorosos Leões à solta, agora a caminho de casa e com a noite a envolver a cidade…! A magia, a alegria, as conversas e uma espécie de ambiente solidário e fraterno que se sentia no ar… Esta era a minha “tribo”!
Foi assim, que num jogo de andebol, decidi que queria definitivamente entrar nesta grande família leonina. Anos mais tarde, fins da década de 80, já adolescente, eram os pontapés na bola que me entusiasmavam, mas isso não me impediu de pagar um bilhete, "comprado" com o sacrifício dumas imperiais e idas à discoteca, e assistir a mais uma conquista, naquele mesmo pavilhão na final da Taça de Andebol contra o… Futebol Clube “Os Belenenses”!
Concluindo, não posso deixar de referir que é com exemplos destes que se pode observar a importância primordial que o ecletismo tem num clube como o nosso Sporting. É por isto, para além de muitas outras razões válidas, que eu o defenderei sempre.

Siga o bailinho...

Clube Desportivo Nacional - 0
Sporting Clube de Portugal - 0
Na Madeira tivemos mais do mesmo. Uma primeira parte desgarrada, com dois remates com perigo “relativo”, um a abrir e outro a terminar, pouco antes do intervalo. Pelo meio, um Veloso desaproveitado a central, um Moutinho perdido a trinco, um meio campo desinspirado e um ataque com um Liedson a ser pau para toda a obra e a ter que construir e a finalizar simultaneamente…Com o colega do lado pode contar para atrapalhar… Enfim, o costume dos últimos tempos. De positivo as boas iniciativas de Romagnoli, que sem companhia para dar sequência as suas jogadas pouco mais poderia ter realizado…
A segunda parte melhorou, mas pouco. E o que o Sporting fez não foi suficiente para chegar à vitória. Os últimos quinze minutos ilustraram o que os leões deveriam ter feito desde o início. Curiosamente o melhor período leonino coincide com as subidas no terreno de Miguel Veloso que teve mais liberdade em aventurar-se no meio campo adversário. Apesar de 75 minutos de futebol nas pernas, a acutilância e agressividade ofensiva dos leões transfigurou-se logo… Que o Polga volte depressa, porque não é só a defesa que fica órfã, o meio campo também sente e muito a falta do jovem que meia Europa traz debaixo de olho!
Para trás tinha ficado uma extraordinária defesa de Stoy que evitou um golo certo e que manteve a esperança nos adeptos sportinguistas em conquistar mais que um mísero ponto. Os últimos minutos foram pródigos em boas intervenções de Benaglio e no desperdício de Liedson contra as malhas laterais naquela que foi a melhor oportunidade de que dispôs.
Empate justo face ao domínio do Nacional na 1.ª parte que rematou muito (nem sempre bem) e mostrou sempre ambição.
Quanto ao Lucílio, não vale a pena perder tempo. Que chegue depressa o tempo de reforma é só o que lhe desejo…

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Oferendas…

Afinal os presentes ficaram em Roma. Oferecer dois golos num jogo da Champions League só pode dar mau resultado…Aquele 2.º golo então, nem sei como caracterizar. Não sei se foi ingenuidade, se pixotice, se os dois juntos com uma dose bem mais elevada deste ultimo ingrediente, tendo em vista a idade dos jogadores envolvidos. Abel esteve no melhor (a atacar) e no pior (a defender). Excelente a desmarcação e centro perfeito que origina o golo do Sporting, a valer o empate na altura, e a borrar a pintura aquando da monumental fífia no 2.º golo da Roma, calinada que deverá partilhar com Tonel que permite a Vucinic recuperar ângulo para o remate e, mais uma vez (depois da saída disparatada aos 14 minutos) de Tiago que poderia ter feito mais qualquer coisinha. Aliás foi definitivamente pela defesa, que se sentiu órfã sem o seu líder em campo (Polga), que o Sporting perdeu uma excelente oportunidade de quebrar a “mala pata” dos jogos em Itália. Depois do penalty (patético) desperdiçado pela A.S. Roma o Sporting parecia embalado para uma exibição segura e até atrevida. Estava a ser a melhor equipa e fazia-me sonhar com a vitória. Infelizmente, num ápice o sonho transformou-se numa realidade bem mais dura com a concretização de uma derrota amarga…
Não quero ser mauzinho, mas mais uma vez o SCP jogou com 10 (Yannick não nos desabitua daquele nível), e depois de sofrer o segundo golo com 9, após a entrada de Paredes. Realmente assim, era muito difícil ter uma reacção à imagem daquela que pudemos observar quando os leões sofreram o primeiro golo.
Resta esperar que na recepção ao Roma, a concentração e felicidade sejam outras afim de manter acesa a possibilidade de prosseguir na competição.
Nota: Na imagem (getymage) fica o momento (de consolo) dos festejos da estreia de Liedson a marcar na Champions League.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Uma prenda atrasada…




Paulo Bento fez dois anos de treinador do Sporting. No sábado não teve certamente a prenda que desejava. Quer-me parecer que os únicos que tiveram intenção de lhe proporcionar uns festejos mais simpáticos no seu 2.º aniversario foram Liedson e Veloso, este depois de entrar na 2.ª parte…Dos outros, todos uns ingratos, muito se tem falado, especialmente de Farnerud, Gladestone, Tiago e Purovic…Claro que um deles escapa das criticas mais ferozes uma vez que é tão discreto, tão discreto, que nem sequer se dá por ele em campo: Carlos Paredes! Prestem atenção: este senhor é o maior flop da história do Sporting Clube de Portugal. O homem anda nitidamente a fazer frete… Façam-lhe o imenso favor (e a nós) de o mandar lá para as pampas paraguaias. Parece que o Natal lá, tem muita tradição…
Amanhã, segue-se novo jogo, este com outra importância…Por isso, malta, vejam lá se resolvem presentear o “Mister” como ele merece! Já dizia o meu avô quando alguém finalmente lhe correspondia: “vale mais tarde que nunca!”. Apesar que para Roma com o Tiago do “Restelo” na baliza…Só me ocorrer uma outra exclamação que, por sua vez, a minha avó retribuía: “valha-nos N. Sr.ª de Fátima…”
Pena, tenho eu de não haver nenhum italiano a trabalhar lá na empresa…É que ia já a correr fazer uma aposta!

sábado, 20 de outubro de 2007

Romancear o Sportinguismo!

Está para breve o início de uma nova rubrica no “Capicua101”. Este é um bloque de cariz Sportinguista, mas também marcadamente pessoal. Ora para fazer jus a estas duas premissas faz todo o sentido, que por aqui vá registando algumas das minhas memórias “leoninas” mais marcantes. Não considero que esta acção configure uma forma de exposição, é mais um exemplo de uma, entre muitas outras, vivências sportinguistas. A minha não será certamente mais rica e interessante que a de outros bons adeptos leoninos ao ponto de merecer ser partilhada com outrem…Apenas é diferente e é …a minha! Ora que porra! Bem, a dizer a verdadinha este é mesmo um gesto egoísta na medida em que esta actuação permite-me evocar episódios que recordo com especial prazer!
Para além da minha opinião sobre o quotidiano do Sporting este era também, e sem qualquer dúvida, um dos objectivos que tinha em mente…e que por manifesta falta de tempo não vinha concretizando. Ao fim de quase três meses de “post’s” e aproveitando a pausa da Bwin Liga para os jogos (bem sucedidos) da selecção, cá vai…
É pois, caros amigos, para meu deleite e interesse que aqui irão ficar algumas passagens de como o sportinguismo me assomou e se foi agigantando. Por isso desde já aconselho que estão à vontade para visitar o Centúria Leonina (ou outros blogues de referência leonina), e evitar passar por aqui com elevados riscos de apanhar aquilo que vulgarmente se denomina por “uma valente seca”… Quem avisa, amigo é!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Será desta?

E vamos para o quinto relvado em quatro anos e meio de Estádio…Uma boa média, portanto.
Espero que desta vez e uma vez que já chegou o Outono, a relva enraíze melhor, que o substrato seja o ideal, não faça muito calor nem geada, e que as amplitudes térmicas não sejam muito elevadas. A ver se desta se acerta e se consiga evitar isto
Vamos ter esperança, que afinal o verde é a sua cor e também é a da…relva!

domingo, 7 de outubro de 2007

Vencer...sem convencer.


Sporting Clube Portugal - 3 ; Vitória Guimarães - 0
Não, ainda não foi desta que o Sporting me encheu as medidas…Resultado melhor que a exibição, parece ser o pragmático lema deste Sporting de início de época! O que o Sporting nos tem mostrado está longe da qualidade exibida no último terço do campeonato passado. Mas é a ganhar, jogando mal, bem ou assim-assim, que se fazem os campeões, certo?
Esta conversa, pode parecer excesso de exigência minha, mas a primeira parte foi, mais uma vez, lastimosa. Gosto muito do Paulo Bento, gosto essencialmente da forma como conduz e lidera a equipa do Sporting, mas há teimosias nele que são difíceis de aceitar. O caso de Yannick é por demais evidente. Não quero bater muito mais no ceguinho, mas um jogador que não consegue reproduzir convenientemente os movimentos técnicos mais básicos do futebol, desde uma simples recepção a um passe ou centro realizados de forma minimamente aceitável, não pode ser titular num clube como o Sporting. Não basta ter rapidez, saber desmarcar-se e criar espaços se depois não se consegue, oportunamente concluir a jogada de uma forma remotamente produtiva. Ontem nem garra ou combatividade pude observar neste jogador e esta é já uma situação recorrente. Bom, para encerrar este assunto de forma simpática vou admitir que Yannick se encontra apenas num péssimo momento de forma e confiança…
Primeira parte muito pobre, como dizia, sem uma jogada que verdadeiramente se pudesse considerar como oportunidade de golo. Neste período o Vitória manietou completamente o meio campo do Sporting e dominou a seu belo prazer o jogo. Felizmente que os vimaranenses se contentaram com isso, faltando também mais profundidade ofensiva de molde a criar mais danos ao ultimo reduto leonino.
Na segunda metade do encontro e após as alterações verificadas na equipa do Sporting, o sentido do jogo alterou-se significativamente e tudo porque a equipa verde e branca retornou muito diferente. O Vitória mantinha a mesma estratégia mas, os “leões” vinham com outra vontade…Purovic e principalmente Izmailov, mexeram com o jogo e foi de uma jogada entre ambos que nasceu o primeiro golo leonino. Desde já gostava de abrir aqui uns parênteses para afirmar que a jogada teve origem numa conquista de bola precedia de falta de Vukcevic. Foi uma falta no meio campo que ficou por assinalar, tal como aconteceu com muitas outras neste e noutros jogos de futebol. Transformar um lance corriqueiro, ocorrido ainda no meio campo defensivo do Sporting num caso de favorecimento despudorado de arbitragem é, não só de uma desonestidade intelectual e factual acima de qualquer dúvida, como de desvalorização total de todo o esforço e talento demonstrados posteriormente. Até parece que o Izmailov jogou sozinho a seguir e não teve que conduzir a bola, passar por diversos jogadores adversários tabelar e desmarcar-se exemplarmente numa assistência, também ela magnifica, de Purovic que o deixou isolado na “cara” de Nilson. É incrível o aproveitamento que os comentadores e alguns jornalistas quiseram fazer deste lance. Comparar uma falta por marcar no meio campo, que por acaso resulta mais tarde em golo, com lances de penalty claríssimos por exemplo perdoados a recentes adversários do Sporting, é inadmissível. Bastante revelador da isenção, ou falta dela, dos senhores que trabalham naquele canal desportivo de televisão. Enfim, nada a que não estejamos já habituados…A repetição até à náusea da falta chegou a ser ridícula.
Depois deste lance, o Guimarães ressentiu-se bastante e o Sporting foi aproveitando para aumentar com alguma naturalidade o marcador até aos três a zero. O segundo golo através de nova obra de Izmailov, e o terceiro através de Tonel, o central leonino que parece estar a atravessar nova veia goleadora. Vitória justa por números exagerados do clube da casa.
O árbitro do Porto, Jorge Sousa, errou ao não assinalar uma falta evidente de Vukcevic no lance já anteriormente referido, tal como noutras faltas a meio campo que igualmente ficaram por marcar ou foram mal marcadas. Apenas sem as consequências daquela. Tomara a arbitragem portuguesa dar-se ao luxo de recriminar arbitragens com erros menores como estes.
Izmailov, apesar de só ter jogado na 2.ª parte, foi sem sombra de dúvidas o melhor jogador do encontro e foi decisivo na vitória do Sporting.

sábado, 6 de outubro de 2007

Venha a próxima etapa


Depois da sucessão de quatro jogos que o Sporting efectuou no espaço de pouco mais de uma semana, não se pode dizer que o saldo final tenha sido globalmente positivo. Três empates e apenas uma vitória, esta alcançada com uma dose de sorte nada negligenciável, não constituem, seguramente, uma marca que se possa classificar como sendo um êxito.
Mas, após uma leitura mais atenta às circunstâncias dos jogos, percebe-se que os resultados também não se podem considerar como totalmente negativos. O jogo em casa para a Liga contra o Vitória de Setúbal correu mal. Teve uma primeira parte péssima, mas apesar disso apenas uma falha flagrante de Stoy não permitiu acabar melhor do que no início e o empate prevaleceu. Na quarta-feira seguinte, novo jogo para a Taça da Liga com o outro Vitória: o de Guimarães. E aqui o empate verificado no final dos 90 minutos foi o corolário lógico de um jogo equilibrado com o domínio repartido pelos contundentes em cada uma das metades da partida, a primeira do Sporting e a segunda dos vimaranenses. A segunda parte menos conseguida do Sporting, pode também ter explicação à luz do maior cansaço revelado pelos jogadores leoninos face aos vitorianos que tinham, como se sabe, mais de 48 horas de repouso. De qualquer forma o Sporting acabou em beleza ao seguir na prova através do desempate por penaltys. Facto que há muito não se podia gabar ... No jogo da Luz, ainda é recorrente e comentadas as incidências do jogo (mais uma vez, no mínimo, estranhas) e os critérios e decisões arbitrais que invariavelmente beneficiam e prejudicam os mesmos de sempre. Assim sendo, o empate registado soube a pouco, é certo, mas jogando fora contra um adversário directo (apesar de fragilizado) não se pode deixar de aceitar. Na Ucrânia, finalmente surgiu o único triunfo e se no primeiro jogo da esta série Stoy foi carrasco, neste foi um dos heróis, juntamente com Polga, que se tem revelado como o jogador em melhor forma neste inicio de época. Agora, também decisivo por via da obtenção de um golo histórico por diversas e óbvias razões!
Hoje retoma-se a Bwin Liga com a recepção a um dos recentes adversários. O Vitória de Guimarães. E este jogo é, para mim, mais importante do que à primeira vista poderia indicar. E Porquê? Porque será este o jogo que irá definir se o Sporting entra definitivamente num bom momento, um momento que se quer de recuperação face ao atraso que actualmente se verifica para o F.C. do Porto, ou pelo contrário entramos numa espécie de crise ao não conseguir-se a vitória. Por isso, é essencial que no final do jogo eu possa vir aqui afirmar categoricamente: vencemos e convencemos!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Beijinhos na bola...

F.C. Dynamo Kiyv - 1
Sporting C.Portugal - 2

O jogo em que o Polga marcou. Este é sem dúvida o primeiro facto de grande relevância. Valeu a pena tanta espera? A resposta é relativa, mas as circunstancias em que acabaram por acontecer são, seguramente, muito vantajosas. Foi um golo decisivo, valeu uma vitória na Champions, os correspondentes três pontos e muito “carcanhol”. A tudo isto alie-se o facto do Polga atravessar o seu melhor momento neste início da 4.ª época que faz no Sporting. Realmente era difícil surgir em altura mais apropriada…Portanto por mim afirmo persuadido: foi em boa hora, Polga! Obrigado e Parabéns!
A outra ocorrência de realce, é sem dúvida o facto de o dia 2 de Outubro de 2007 constituir uma data histórica. Foi alcançada a primeira vitória fora de Alvalade nesta competição pelo meu querido Sporting Clube de Portugal. Que seja a primeira de muitas! Mas nem tudo o que reluz é ouro, diz o povo e com razão. A verdade é que foi preciso sofrer muito, e contar com os beijinhos na bola de Stojkovic, que assim a foi acarinhando e domando …e a realidade é que a bola correspondeu ao afecto e fazia questão de ir ter sempre com aquelas mãos e boca tão sensíveis…
Espero que o pessoal que foi tão lesto a crucificar o Stoi depois da frangalhada contra o V. Setúbal, tenha agora o brio de reconhecer as suas boas defesas e a bela exibição de Kiev.
Resumindo as incidências deste encontro, observou-se uma primeira parte frenética em que o Sporting entrou melhor até ter alcançado o primeiro tento por Tonel (com alguma felicidade). Depois o Dínamo reagiu e alcançou o empate merecidamente, depois de várias ameaças à permissiva e confusa defensiva leonina. Surge então o chamado momento Polga, concretizando em golo mais um lance de perigo que, diga-se em abono da verdade, o Sporting nunca deixou de construir. Atingíamos o intervalo em vantagem. O segundo tempo começou novamente com Sporting por cima e Yannick desperdiçou uma oferta de bandeja de Liedson (jogada recorrente na jovem promessa? Leonina) que podia antecipar o “fim” de tanta inquietação. O Dínamo aproveitou o falhanço e atacou insistentemente, mas agora de de forma menos incisiva e mais desorganizada e só em ressaltos levava perigo à baliza de Stojkovic. O tempo foi passando, o Sporting defendendo-se, por vezes atabalhoadamente. Foi a vez de Vladimyr brilhar até a crença dos ucranianos começar a desvanecer.
Polga, man of the match segundo a UEFA, e Stojkovic, por razões mais que óbvias destacaram-se de todos os outros jogadores leoninos.
Nada de significativo a relatar sobre o árbitro francês, o que é abonatório do trabalho que efectuou.
Fotos: Getty images

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A aposta


Na empresa em que trabalho, existem alguns trabalhadores ucranianos. O Ihor (lê-se Igor) é um daqueles com que contacto mais frequentemente. A nossa relação começou a estreitar-se pouco depois de ter chegado e a partir d'um determinado momento em que ele entra pelo meu gabinete adentro a pedir-me se o ajudava a “arranjar” um cartão fast da Galp… uma vez que os litros e litros que gastava de gasóleo eram um desperdício sem aquele cartãozinho que, através da adição sistemática de pontos permitia, segundo ele “obter uns prémios muita bons ”! Eu logo acedi, sob condição do cartão ser um fast foot fan do..Sporting, claro! Foi o pretexto ideal para começar a minha evangelização, julgando eu que ao fim deste tempo todo o tinha convertido…

Até hoje… Quando vejo o “sacana” do Ihor entrar esbaforido pelo gabinete a apostar comigo um jantar em como o Dínamo de Kiev ía conquistar quatro pontos ao ganhar hoje e empatar em Alvalade. Eu aceitei o desafio e, para não dar parte de fraco (ah Leão!), aumentei logo a parada para seis pontos conquistados pelo Sporting!

Mas não julguem que falhei completamente a doutrinação, quando se afastava sai-se ainda com mais esta: “E o Shaktar vai ganhar os seis pontos aos Lampiões”, afirmou apressadamente enquanto me dirigia um sorriso largo e cúmplice…

Caraças, estou convicto que hoje não perco a aposta…

domingo, 30 de setembro de 2007

Repugnante...



Sport Lisboa e Benfica - 0

Sporting Clube de Portugal - 0

Pedro Henriques. Este foi o principal protagonista do derby! Costuma-se dizer que coisa gabada é coisa estragada, e depois do bom acolhimento à nomeação do árbitro de Lisboa, com muito elogio à mistura, nunca esta frase fez tanto sentido.


É triste quando se começa uma crónica a um jogo de futebol referindo-se ao (mau) trabalho do juiz da partida…E quando esse trabalho mancha de forma indelével e falseia de forma determinante o resultado final, a análise ao jogo propriamente dita passa a fazer pouco sentido.

Ficaram mais dois penaltys por marcar a favor do Sporting, aliás para se ser rigoroso um deles até foi marcado e de seguida desmarcado numa atitude incompreensível. Se Pedro Henriques interrompe o jogo para consultar o “liner” foi porque não tinha ele próprio observado o lance do 2.º penalty que Katsuranis cometeu no jogo de ontem. No mínimo tinha dúvidas, porque se tivesse a certeza seguia com o jogo. Ora se o seu auxiliar o informou de que o jogador do Benfica jogou com a mão dentro da área, são aliás perfeitamente perceptíveis as suas palavras nas imagens da TV e a convicção com que as profere, não se entende o porquê do volte-face e da sua decisão final. A não ser que naqueles casos só se aponte para a marca de grande penalidade se a bola embater na testa do defesa depois de um remate forte. Reparem que Katsuranis ajeita a bola com o braço depois de um lançamento de linha lateral com a bola a ir na sua direcção devagar, devagarinho…até bate no chão antes de a dominar…Enfim, a este ritmo de dois penaltys surripiados nos jogos efectuados fora de portas não há candidato ao titulo que se aguente…Por mais forte que seja. Este campeonato está inquinado, não tenho dúvidas disso, mas apesar de termos que lutar com uma frequência inusitada contra 14 adversários, ainda não atirei a toalha ao chão!

Quanto ao jogo, a supremacia do Sporting foi evidente em grande parte do jogo. Construiu oportunidades suficientes para justificar a vitória, mas mais uma vez ou por inépcia arbitral ou própria (Yannick no seu melhor…) ou ainda por mérito de Quim não se conseguiu. O Benfica ia contrariando essa tendência a espaços e apenas Rui Costa, num lance cortado por Abel e num remate de longe que Nuno Gomes desperdiçou no ressalto, provocou calafrios à defensiva leonina. E pronto, foi assim, mais uma vez envolto em polémica que o Sporting deixou de alcançar a vitória na Luz…No futebol, deve ser proibido fazerem-se estas desfeitas ao agrupamento de Carnide…

Para concluir gostava de fazer um pedido a Paulo Bento: devolve o Yannick p’rá Estação… Está mais que visto que para o Sporting, não serve.

Polga e Romagnoli, um a defender o outro a atacar foram excepcionais e mais uma vez confirmaram o grande momento que atravessam.

Quanto à arbitragem está tudo dito, anda errou disciplinarmente (novamente com prejuízo leonino) e nos descontos ao não assinalar mais um penalty sobre Adu, mas o jogo, esse, já estava estragado há muito tempo…

sábado, 29 de setembro de 2007

Derby II

Já se sabe que semana que anteceda um derby é sempre semana com muitas bocas e provocações de parte a parte, mas muito mais por parte dos adeptos lampiónicos, os tais 15 milhões que andam a semana toda com os nervos em franja... por isso é que se saem com aquelas alarvidades…Não, não é só megalomania é também, e muito, nervosismo! Aquele show off todo é para ver se se convencem a eles próprios, ‘taditos! Por isso temos que lhes dar o desconto. Então desde que ao levezinho lhe deu para fazer gato-sapato daquela defesa de gigantones, pior! Mas pronto eu não me importo que façam a festa antes do jogo, desde que sejamos nós a fazê-la depois…
Mas, a verdade, é que ao contrário do que é costume, não senti nesta semana grande confronto, sem dúvida que a 4.ª feira Carlsberg veio arrefecer um bocado os ânimos! É por isso que defendo que em jornada com derby estavam proibidos jogos na semana que o antecede…é que desta vez parece que o jogo só começou na quinta, quando habitualmente começa na segunda…Afinal, foram 4 dias que os lamps andaram mais descansaditos…

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O Derby!

Aproxima-se a passos largos o grande derby de Portugal. Como não podia deixar de ser na minha mente não cabe outro resultado que não uma vitória. E não é uma vitória qualquer…como aquela nos penaltys de 4.ª feira à noite, não, é uma vitória categórica e que não dê qualquer margem prós vermelhuscos piarem queixumes…
Enfim, deixei-me tomar pela emoção, c’um catano! Claro que o que interessa é ganhar, mesmo que seja com um penalty marcado nos descontos pelo Pedro Henriques, após a bola embater na careca do Luisão a remate do “depenator” feito a …vamos lá ver…uns bons metro e meio, pronto! É que também não convém exagerar...Isso é que era bonito, para ver se o Camadas aprendia, que ele há gajos cá com uma lata

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Números...

1000 Visitas em cerca de um mês. São estes os números atingidos desde que coloquei o “counter”… Não sei se os números são bons ou maus, nem isso me interessa… Quando criei este blogue não foi com o intuito de competir com quem ou com o que quer que fosse.

Este blogue foi a forma que eu encontrei de dar um pouco mais de mim ao clube que me dá alegrias desde que me conheço. Enfim, é uma maneira de retribuir todos os momentos de emoção que me tem proporcionado. Os bons e também os menos bons, até porque quanto mais se sofre mais se é de um clube…e só quem gosta verdadeiramente é que é capaz de sofrer por uma causa. O Sporting é, definitivamente, uma das minhas causas.

Claro que toda a gente gosta de ser reconhecido e também de um pouco de audiência e eu não fujo à regra! É sempre bom sentir algum feedback.

Por isso, este é, mais do que um breve balanço, um bom pretexto para agradecer a todos os que de alguma forma visitam e comentam neste estaminé. Obrigado e Saudações Leoninas!

Desta vez saiu a lotaria!

Vitória Sport Clube - 0 ; Sporting Clube Portugal - 0
(6-7 após g.p.)
Prometedor começo do Sporting que logo aos 4 minutos criou a melhor oportunidade de golo nos 90 minutos de um jogo razoável, com ascendente leonino na primeira parte e vimaranense na segunda metade do encontro.
Valeu ao Vitória de Guimarães o seu guarda-redes brasileiro, Nilson, que em noite de inspiração conseguiu manter as redes invioladas até ao intervalo. È que para além da inaptidão (mais uma vez) de Yannick, no tal lance inicial em que perfeitamente enquadrado com a baliza consegue acertar na barra, as grandes defesas que efectuou a remates de Izmailov, o primeiro de cabeça e o segundo num bonito remate de calcanhar foram decisivas na manutenção do nulo. Nesta fase Romangoli, sempre muito activo e inspirado, era o verdadeiro dínamo de toda a manobra ofensiva da equipa sportinguista.
Não marcou o Sporting na sua melhor fase, não marcaria o Vitória no segundo tempo. Na realidade, apesar do controlo da equipa da cidade berço, oportunidades flagrantes construiu muito poucas e só João Alves fez brilhar Tiago num remate de longe, muito colocado, que o guardião desviou para canto. O Sporting não conseguia contrariar o sinal mais da equipa adversária, nem quando Paulo Bento promoveu substituições, colocando dentro de campo laterais mais ofensivos (Abel e Ronny) e mais um ponta de lança (Purovic). Assim, o jogo foi decorrendo sem grandes sobressaltos para as defesas. Ghilas ainda deu azo a algum burburinho, quando no último minuto se estatelou dentro da área com Tiago por perto, mas Bruno Paixão decidiu bem ao mandar seguir. Os adeptos vitorianos têm que se conformar que não usufruem das ofertas que outros (vestidos de vermelho ou rosa) parecem obter nesta prova…
Mandam as regras desta Taça da Liga que em caso de empate após o final do tempo regulamentar, o vencedor deverá ser encontrado através da transformação de pontapés da marca de grande penalidade. E aí o Sporting foi mais feliz quando ao vigésimo pontapé, João Alves, falha a baliza… Há quanto tempo não ganhávamos assim?
No Sporting destaco Romagnoli com uma primeira parte fantástica e claro Tiago que acabou por ser decisivo ao defender dois penaltys.
Nunca pensei vir a afirmar isto, mas tenho que convir que Bruno Paixão ontem foi capaz de efectuar uma boa actuação, julgando em conformidade com as leis do jogo. Até os envergonhados pseudo - protestos de Cajuda relativos ao tal lance do fim do encontro: “disseram-me que é penalty mas eu não vi a repetição na tv”, indiciam que no lance mais polémico decidiu bem.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Venha uma taça Carlsberg se faz favor...


A partir das 20:45 horas de hoje, o Sporting inicia a sua participação na Taça da Liga. Em Guimarães, no estádio Municipal D. Afonso Henriques, contra o Vitória local. Ora parece que este é o desafio “estrela” desta jornada e aquele que atrai maior mediatismo, já que opõe dois clubes históricos do futebol português e porque o fim do jogo acarretará o afastamento de um deles da fase de…grupos! Inevitavelmente.
Por razões sentimentais espero que seja o Vitória vimaranense a ficar pelo caminho…Mas, para além de obviamente desejar sempre o triunfo do Sporting, seja em que competição for, era muito importante que hoje, o êxito não nos fugisse. Primeiro, porque esta nóvel competição, apesar do pouco prestigio que ainda merece (nada de estranho dado que afinal esta é a sua época de arranque), sempre é um titulo em disputa. Também convém começar sempre com o pé direito! Depois porque, sem desprimor pelo V. de Guimarães, julgo que era importante para a própria Taça Carlsberg e, claro, para o nosso clube a sua continuidade. Para o nosso clube, que é o que mais me interessa, porque permitiria continuar com um dos objectivos de conquista pendentes e ainda a utilização de alguns jogadores com menor oportunidade de competir na Bwin Liga e com isso ganharem ritmo, experiência e traquejo para outras andanças, quando eventualmente requisitados… A própria gestão do grupo também ganharia com esta competição...
E, last but not least, porque uma vitória categórica hoje, permitiria apagar a má imagem em termos de resultados e, porque não dizê-lo, de exibições da equipa nos últimos dois jogos. Isto, antes da deslocação aquele “sitio” que o sorteio da Bwin liga ditou à 6.ª jornada. Desta forma a deslocação dos leões seria com toda a certeza imbuída num clima de maior confiança e motivação!
NOTA: Parece-me que me enganei nas intenções que sugeri no post anterior. Afinal, Paulo Bento vai mesmo promover a rotatividade neste jogo…A aposta total vai para o jogo do próximo fim de semana! Convém não esquecer a ida à Ucrânia, pelo que o saldo desta sucessão de jogos será feito só lá para a 4.ª feira da próxima semana…

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Peseirices...

Sporting Clube Portugal - 2
Vitória de Setúbal - 2
Dois pontos desperdiçados em casa de forma néscia! Se é certo que na primeira parte o Sporting jogou miseravelmente para o que se exige a um candidato ao título e, pior, deixou jogar demais o Vitória de Setúbal, na segunda parte pelo domínio por vezes avassalador exercido, deveria ter chegado para dar a volta ao resultado…
Mas vamos por partes. João Moutinho a fazer de Romagnoli, até escapa, mas a questão que se impõe é: quem faz de João Moutinho na marcação e na luta pelo controlo do meio campo? Foi por aqui que os leões perderam capacidade de reter os rápidos e venenosos contra-ataques que o Vitória sempre gizou durante a primeira parte. A equipa sadina conseguiu sempre sair para o ataque com um à vontade impressionante. Tantas facilidades são aparentemente estranhas numa equipa que normalmente prima pela segurança defensiva, mas o Sporting da primeira parte de ontem esteve a milhas da consistência que vinha demonstrado neste aspecto! Apesar de ter mais posse de bola, a verdade é que quem criava perigo era o Vitória. Não estranhava portanto a desvantagem leonina registada ao intervalo.
Em consequência das alterações verificadas no descanso, saíram Gladstone e Farnerud para entrada de Izmailov e Romagnoli, Paulo Bento emendou as Peseirices com que iniciou o encontro e a atitude da equipa mudou radicalmente. Recuaram Moutinho, para o lugar anteriormente ocupado por Veloso, tendo este colocado-se ao lado de Polga, recuperando o meio campo a bitola habitual quer a defender quer a atacar. Foi merecidamente, e já depois de várias oportunidades desaproveitadas, que surgiu o golo do empate através de um penalty convertido por João Moutinho. Um lance conquistado por Abel e que curiosamente foi assinalado pelo árbitro auxiliar…
O Sporting continuou à procura do segundo tento que proporcionasse a reviravolta no marcador e não permitia ao adversário as veleidades que desfrutou no primeiro tempo. Até que, num lance aparentemente inofensivo, Stoykovic compromete ao não segurar um remate de Matheus que lhe bate à frente e entra ao meio da baliza! Uma frangalhada a fazer lembrar outros protagonistas…
Face a este golpe do destino, nada mais havia a fazer se não arriscar tudo no sentido de recuperar o empate e os últimos dez minutos foram jogados de forma muito intensa. As oportunidades continuaram a surgir antes e depois do golo do empate que Purovic repôs a cinco minutos do tempo regulamentar, respondendo afirmativamente a um centro de Abel efectuado com mestria. Quando se falham oportunidades flagrantes, vide o lance em que Purovic se isola rematando ao lado pouco depois de ter empatado e se oferecem golos a 11 minutos do fim, já para não falar dos 35-45 minutos em que se concedem tantas facilidades ao adversário, é impossível vencerem-se jogos. Foram demais os disparates para que o Sporting merecesse vencer. Nos jogadores do Sporting, não podia deixar de realçar o bom jogo de Abel, e a espaços João Moutinho.
A arbitragem esteve regular, mas não deixa de ser estranho que Paulo Baptista apenas marque o penalty depois de “avisado” pelo fiscal de linha.
Finalmente uma palavra para Paulo Bento que preferiu arriscar neste jogo e apostar em alinhar com a equipa habitualmente titular no jogo para a Taça da Liga. Aparentemente, com alguma lógica, pois à priori o jogo de 4.ª feira era de maior dificuldade face ao de ontem (para além de ser decisivo para a continuidade do nosso clube naquela competição), mas a verdade é que, para já, a aposta está sair furada…

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

E a história não quis nada connosco.



Sporting Clube Portugal -0
Manchester United - 1

Van der Sar, foi a figura do jogo e trocou-nos os ditos populares: em vez do “não há duas sem três” tão esperançoso para as nossas cores, surgiu o “à terceira foi de vez”, bem mais simpático para os ingleses.
Depois de uma primeira parte de grande nível onde o Sporting dispôs da iniciativa e controlo do jogo, seguiu-se uma segunda parte carregada de ironia, pois o único golo do desafio foi marcado por um dos nossos “putos”.

Ao fim da primeira parte, a equipa leonina, pelo volume ofensivo demonstrado e pelas ocasiões criadas, negadas por defesas do “outro mundo” de Van der Sar, merecia mais do que o nulo com que o jogo foi para o descanso. A verdade é que a equipa leonina já não reentrou com a mesma velocidade, aproveitando-se disso os red devils que iam espraiando-se pela defensiva sportinguista. Até que num contra ataque venenoso conduzido pela direita, Brown tira um centro teleguiado para a cabeça de Cristiano Ronaldo que, isolado, entrou de rompante na grande área e facturou. Os momentos que se seguiram foram, mais uma vez, demonstrativos da cepa de que os Leões são feitos: classe e nobreza. Ao pedido de desculpas de Cristiano Ronaldo, num gesto de grande dignidade, respondeu o publico presente em Alvalade com um aplauso de reconhecimento. Não é para todos e devemos orgulharmo-nos por isso. Ao cinismo inglês o Sporting não reagiu com muita crença, as forças pareceram faltar e foi a vez do Man. Uted. passar a controlar o jogo à vontade, aproveitando algum desnorte que se apoderou do Sporting. Após a entrada de Purovic, os jogadores do Sporting resolveram pressionar mais um pouco e ainda conseguiram criar problemas no último quarto de hora, mas Tonel fez recordar as defesas “impossíveis” do guardião holandês e Yannick a sua proverbial falta de clarividência na hora de finalizar as jogadas. Foi o canto do cisne para o Sporting e a derrota consumou-se pouco depois.

O árbitro alemão cometeu erros, para ambos os lados, não foi perfeito nem nunca se exige que os árbitros o sejam. Foi isento e teve um bom trabalho. Para que os “paspalhos” do costume não digam que nos queixamos sempre que perdemos…

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Nas calmas.


Estrela da Amadora - 0
Sporting Clube Portugal - 2
Jogo calmo na Reboleira que culminou com uma vitória justa do Sporting numa exibição personalizada q.b. .
Uma 1.ª parte com um excelente início por parte dos Leões a fazer recordar aqueles arranques fulgurantes da fase final da pretérita temporada. O primeiro golo surgiu cedo, logo aos 8 minutos, com Purovic a aproveitar bem a oferta de Fernando e assistir Liedson, que isolado não teve dificuldade em bater Nelson. O Sporting continuou a jogar um futebol num ritmo bastante aceitável procurando a obtenção de novo golo que acabaria por surgir numa jogada envolvente pelo lado direito entre Abel e Purovic, com centro tenso do lateral e que Vukcevic aproveitou ao reagir mais rápido que o defensor do Estrela ao desvio de Nelson. A partir do segundo golo o Sporting abrandou o ritmo, não deixando contudo de manter a iniciativa, agora mais contrariada pelos homens da Amadora. Estes, apenas conseguiram um remate mais perigoso através de um livre directo que saiu ao lado do poste esquerdo de Stoykovic que controlava, bem, a trajectória da bola.
Na segunda parte não houve grandes alterações ao cariz do encontro e apesar do Estrela equilibrar a posse de bola, a verdade é que foi sempre o Sporting a equipa mais perigosa. Moses, com o seu estilo possante e impetuoso veio dar mais trabalho aos centrais leoninos, mas nunca conseguiu criar verdadeiro perigo. Com o fim a aproximar-se restou ao Sporting controlar e manter a partida em banho-maria e sem sustos até ao apito final de Paulo Pereira. Destaque para a bela exibição de João Moutinho, o M.V.P. do encontro, que a jogar no vértice direito do losango rende o seu habitual. È nítido que nesta altura, o Sporting beneficia muito da entrada de Vukcevic de início, pois para além de permitir a deslocação do capitão para o flanco oposto, dinamiza muito mais o lado esquerdo do ataque da equipe. Para primeiro jogo, Purovic esteve bem. Participou decisivamente nos lances de golo, e de forma geral esteve activo na manobra ofensiva da equipa. O Liedson certeiro do costume, as boas subidas de Abel e a comando defensivo de Polga também merecem realce.
Já começa a ser um hábito ter que aguentar algumas decisões ridículas da arbitragem. Ontem, mais uma vez, em todos os lances duvidosos o apito soou sempre contra o mesmo: o Sporting. Se os dois golos anulados por foras de jogo, um dos quais a Purovic muito ambíguo, se aceitam, já não se percebe o penalty claríssimo sonegado a Abel na primeira parte ou a Vukcevic na segunda. No primeiro, Abel ainda teve direito a um amarelo por simulação?! Incrível e revoltante… No segundo, mais difícil de analisar, a falta já dentro da área foi transformada em livre directo.
Rui Santos tem razão: é bom que Paulo Bento vá preparando a equipa para jogar num esquema alternativo. De preferência um esquema eficiente contra 12, 13 ou mesmo 14 adversários…E vamos lá ver se este não será mesmo o esquema habitual! Até porque à 4.ª jornada são já, muitos os lances com razão de queixa e pelo andar da carruagem…é bom que se previna.
4.ª feira há Champions...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Bom, o Mau e o Vilão.

O bom: Dragutinovic — Jogador de Cristo. O homem é a candura em pessoa. Integro, respeitador e leal. Melhor intimo que ele, só… Jesus de Nazaré e, talvez, o Fernando Santinho. Integro porque não tem um defeito que se lhe possa apontar, respeitador porque só para citar um exemplo: quando se dirigiu a em treinador adversário que é um autêntico Vilão para o cumprimentar e perguntar educadamente pela respectiva família e até, quem sabe, beijar a mão, este impediu-o violentamente de tal desiderato e levou um intrépido “tapa” que vou txi contá... Até andou de lado! Leal porque, hummm…porque sim e pronto! Que tenho mais que fazer…O que é que querem, não gosto de personagens unânimes e, assim tão inocentezinhas.

O mau: Merck. Árbitro de futebol, mas mau. Tem a tendência para lixar os lusos, e bem. Ainda por cima em jogos que são a tudo menos a feijões, se é que me faço entender. Apesar das trapalhadas, deve ser um gajo muito discreto, porque embora em constante desacerto ninguém dá por nada, ninguém comenta, ninguém critica, enfim depois de uma arbitragem má do Merck, fica tudo na santa paz do senhor. Se calhar não é bem mau, é só mauzinho…E todos nós sabemos que os nossos árbitros estão bem abaixo do nível mauzinho, não é verdade?

O vilão: Scolari. Capanga brasileiro armado em treinador. Mal chegou a Portugal (reconhecidamente considerado por tuti quanti como um paraíso futebolístico) tratou logo de por em causa a ordem estabelecida durante décadas a fio pelo Xerife, também conhecido pelo Papa, derivado do seu carácter extremamente justo, altruísta e caridoso. A partir dai o Xerife, demonstrando o outro lado do seu carácter férreo e determinado contra os meliantes desta e doutras vidas, perseguiu-o juntamente com os seus inúmeros acólitos, de forma inclemente e impiedosa e jurou por Nossa Senhora de Fátima, de quem é extremamente devoto, que só descansava quando acabasse com a sua raça! Parece que finalmente, depois de anos sucessivos de ambiente infernal e de vil tristeza vividos pela sua querida “seleçom”, e respectivos adeptos do Clube Portugal, o Xerife apanhou o Vilão a dar um passo em falso. Parece que foi lá para os lados de Alvalade na passada quarta-feira…Segue-se a expulsão do Paraíso tal e qual Eva no primórdio dos tempos…”Para a rua com esse cão danado e imundo, penso eu de que” terá dito o Xerife, para o Juiz Madail quando lhe telefonou a dar as boas novas…

Nota: Scolari errou. Castigue-se adequadamente. Daí a promover o auto de fé a que venho assistindo em plena praça pública vai uma grande diferença. Por favor, não sejamos mais papistas que o “Papa”!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Minuto 87...

E o culpado foi...o Ricardo, claro! Porque se lá estivesse o Quim defendia aquele remate feito lá do meio da rua e frouxo, estando o avançado sérvio completamente marcado pelo Paulo Ferreira, esse lateral esquerdo nato que foi só o melhor jogador em campo.
Destaco, ainda a Amelinha a.k.a. Maria Albertina, que conseguiu a proeza de acertar num poste quando qualquer nabo, como por exemplo um Hugo Almeida qualquer, mandava a redondinha lá para dentro e resolvia o jogo logo ali, ainda na primeira parte. Assim, conseguiu manter a incerteza no resultado contribuindo em muito para a emotividade do espectáculo, que culminou com o golo do empate aos... 87 minutos! Êxtase total...
Realço a conduta valente do Sargentão das nossas tropas, que terminou o jogo em beleza ao propiciar um momento de verdadeiro e digno fair-play e mais uma vez deu um grande exemplo de liderança...Belíssima atitude, sim senhoras!
Agora, para desanuviar um bocadinho o ambiente vou falar de brincadeirinha: foi só sensação minha ou estava-se mesmo a adivinhar a repetição da história do sábado passado? É que eu a partir do meio da segunda parte comecei a recear pelo minuto 87... e à medida que o cronometro se aproximava do minuto fatídico, mais esse receio se adensava, até porque os nossos clarividentes comentadores televisivos faziam questão de o recordar permanentemente. Quando vi aquela falta, palavra que tive cá um mau pressentimento...
Desta vez nem o Talismã nos valeu.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A nossa alcateia!

Eu sei que este blogue é fundamentalmente relativo ao Sporting. Eu sei que o “prato principal” será sempre o futebol jogado… Mas desculpem-me se não resisti à tentação de deixar aqui um momento arrepiante de patriotismo no desporto português.
E, meus amigos, a verdade é que mais do que o jogo da selecção de futebol de amanhã, estou ansioso que chegue sábado, para viver em directo mais uma experiência destas!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Estádio José "Talismã" Alvalade!

Portugal empatou no sábado contra a Polónia, depois de excelentes exibições dos homens que jogam isolados, tendo em vista o desenho táctico normalmente apresentado pela equipa de “todos nós”…
Não há problema, quarta-feira o jogo decorre MESMO em casa: no estádio Talismã e, apesar de “Labrecas”, "Anões" e “Amélias" provavelmente jogarem de início, a vitória, minhas senhoras e meus senhores, mais uma vez não fugirá!

sábado, 8 de setembro de 2007

Complexos...

Filipe Soares Franco, transpareceu para a Comunicação Social o desejo de que o Sporting atinja proximamente os cem mil associados. Discurso revelador de ambição e inconformismo face à perda que, ultimamente, o clube vem registando nesse aspecto. Estando completamente de acordo com esse intuito, julgo merecer de cada um de nós (consócios) mais um esforço no sentido de alcançar esse desígnio.
Acto contínuo, Luís Filipe Vieira, demonstrando os tiques que o caracteriza, contrapõe com os números habitualmente ridículos no quaisi oficial diário dos “burmelhos” como tão justamente se lhe refere PSN neste post do “Centúria Leonina” e que merece uma leitura atenta.
É caso para questionar: afinal quem é que anda a reboque de quem? Claro que a pergunta é meramente retórica, pois a resposta é conhecida desde sempre…
Entretanto, hoje a selecção nacional de futebol, cujos quatro extremos saíram todos da melhor escola de futebolistas do País e uma das melhores do mundo, inicia a fase do “mata, mata”, como menciona frequentemente o Sargentão. Mister, de uma vez por todas, deixe-se cá de complexos e assuma o claro favoritismo nestes decisivos jogos de qualificação para o Euro2008. Apesar de Polónia e Sérvia, serem adversários com valor, jogamos em casa (quarta-feira duplamente) e com o estatuto que a selecção conseguiu alcançar graças à qualidade dos jogadores que a integram, estes são jogos para vencer. Estou confiante.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

As “amadoras”!

Foto: site "mais futebol.pt"

E porque nem só de futebol vive o homem, é justo enaltecer a nossa selecção de basquetebol que para além do feito, já de si histórico, de ter conseguido o apuramento para a fase final do Campeonato da Europa da modalidade, avançou ontem para a 2.ª fase após uma brilhante vitória sobre a Letónia por 77-67! Com alguma sorte, é certo, pois ninguém contava com a vitória da Croácia sobre a super favorita Espanha (que não perdia à mais de dois anos), mas também com um enorme mérito! Por tudo o que já fizeram devemos, todos nós portugueses, estar orgulhosos desta selecção!
A verdade é que o desporto português, apesar de todas as carências e dificuldades que ainda prevalecem, vai dando mostras de evolução. Acho que está mais do que na altura de apostar na construção de infra-estruturas e dotar de condições mínimas as outras modalidades para além do futebol. Por uma questão de justiça, até porque os atletas dessas modalidades vêm provando o que valem e já fizeram mais do que o suficiente para merecer trabalhar com outras condições. À atenção do Sr. Laurentino Dias
Para além das vitórias individuais no atletismo, que vão surgindo com alguma frequência, é bom recordar os feitos que o voleibol tem vindo a protagonizar. Sem esquecer os novos valores do Judo e Triatlo ou, como exemplo acabado de grande superação, o feito incrível alcançado pela selecção nacional de râguebi: única selecção amadora a conseguir apurar-se para um Campeonato do Mundo! Domingo lá vou estar a torcer em frente ao televisor no jogo de estreia absoluta contra a Escócia, uma das mais tradicionais selecções do râguebi.
Finalmente, não posso deixar de mais uma vez exaltar os nossos basquetebolistas: parabéns rapazes e força Portugal!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Depois da casa arrombada...

…Trancas à porta! Saiu na passada 6.ª feira em D.R., dia 31 de Agosto de 2007, a Lei n.º 50/2007 que estabelece um novo regime de responsabilidade penal por comportamentos susceptíveis de afectar a verdade, a lealdade e a correcção da competição e do seu resultado na actividade desportiva.

Ena, que bom!

Agora pergunto eu: é impressão minha ou esta
Lei chega “ligeiramente” atrasada? Desculpem lá o eufemismo…

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Lances polémicos.


Bom, depois de mais uma jornada decorrida, apenas a terceira da Bwin Liga, é por demais evidente que mais que o nível futebolístico apresentado pelas equipes nela participantes, o que mais se tem evidenciado é o nível das arbitragens a que vimos assistindo: Péssimo.
Ironicamente surge agora um lance que na minha opinião é claro como a água (quando não está poluída como a arbitragem nacional), e que por isso mesmo deveria ser unânime, mas que afinal resulta em mais uma divisão gritante de opiniões. O lance a que me refiro surgiu aos 53 minutos do jogo de Alvalade, entre Sporting e Belenenses. Um penalty foi assinalado a um guarda-redes que por ter feito “barulho” aquando da saída de campo após justa expulsão, deu logo azo ao aproveitamento de gente que a mim não me parece honesta. E porquê? Porque querem alimentar polémica excusada de forma a beneficiar terceiros e fundamentalmente porque a parcialidade que apresentam nas apreciações que fazem é flagrante. A título de exemplo serve o que se passou no decorrer de apenas uma semana: a que findou ontem, domingo, dia 2 de Setembro de 2007.
É ridículo como lances semelhantes, são avaliados de forma totalmente distinta pela mesma pessoa. E o que é que levou tal figura a trocar uma opinião de forma tão radical num tão curto espaço de tempo? O cor do equipamento do clube potencialmente beneficiado…Porque os argumentos apresentados para os casos em concreto são tão risíveis que, se não fosse por isso, até roçavam o insulto a qualquer espectador com dois dedos de testa. E o que não há meio de mudar? A falta de vergonha e o descaramento desse senhor paineleiro. Se isto não é manha, então não sei o que lhe chamar…ao atraso de hoje que se transforma no corte de amanhã, segundo as conveniências desta “raposa velha” que já nos idos da década de 90, Carlos Queirós conhecia de ginjeira.
Outro comentarista há, que preza por cultivar ódios de estimação a alguns dos melhores treinadores cá da praça, sendo também conhecido por mestre relojoeiro, tal os “countdowns” que promove. Mas penso “eu de que” também deve ter outras aversões mais dissimuladas… Este, ao responder sobre a justeza de um resultado final de determinado jogo, numa semana afirma que a vitória da equipa da casa é justa porque APESAR do lance de que resulta o único golo ser IRREGULAR, a supremacia revelada durante a primeira parte da partida e o equilíbrio na segunda justifica a vitória. Já na semana imediatamente a seguir, considera que noutro determinado jogo, o clube da casa apesar de dominar o adversário na totalidade do encontro, não justifica a vitória porque beneficiou “indirectamente” de um suposto erro de arbitragem. Calhou que o clube justamente derrotado, (apesar de prejudicado) na 1.ª semana, ser exactamente o mesmo que ganhou segundo ele injustamente porque beneficiou de uma decisão arbitral errada, mesmo que tenha dominado o jogo inteiro, na semana seguinte. Dá para perceber a coerência destas posições? Pois…
São inconcebíveis estas atitudes e a manutenção do espaço de antena que, semana após semana, lhes permitem também não são facilmente compreensíveis.
Não seria muito mais pacífico e credível, que TVI e SIC convidassem alguém que, para além de não possuírem este tipo de pecadilhos, fosse invariavelmente mais íntegro e correcto nas apreciações que aventasse? Sinceramente, proveniente de Portugal acho difícil, porque a desconfiança de uns ou de outros iria prevalecer. A solução passaria, portanto, por “contratar” alguém fora de qualquer suspeita, isto é, que viesse do estrangeiro. Assim de repente lembro-me, por exemplo, de um ex-árbitro italiano prestigiadíssimo e que dá pelo nome de Collina. Esse de certeza que não é verde, azul ou encarnado desde pequenino! E tem a vantagem de perceber muito mais que os experts em arbitragem cá do sitio…

Adivinhem quem resolveu…


Sporting – 1
Belenenses – 0
À semelhança da última vez que se encontraram para decidir o vencedor da Taça de Portugal, na “festa” final da época passada, Sporting e Belenenses repetiram o resultado e, mais do que isso, protagonizaram um jogo em tudo parecido. Houve algumas novidades, claro, até porque como se afirma em futebolês, não existem dois jogos iguais…Mas as características mantiveram-se: jogo sempre com sinal mais por parte do Sporting, que atacava de forma contínua perante um Belenenses muito bem organizado defensivamente e à espreita de um ou outro contra-ataque perigoso.
De referir que a vitória foi inteiramente justa e apesar de não ter sido um jogo de “encher o olho” a verdade é que foi bastante intenso e disputado. O Sporting viu-se e desejou-se para conseguir levar de vencida o Belém que vendeu caro a derrota. Na 1.ª parte ainda chegou a assustar e respondeu com uma bola ao poste de Stojkovic, enviada por Rubem Amorim, aos lances de perigo que o Sporting ia criando.
A 2.ª parte fica marcada pelo lance capital do encontro que surgiu logo aos 53 minutos: Costinha comete um penalti do tamanho do planeta Júpiter sobre Liedson ao impedir que o avançado do Sporting concretizasse, já depois deste o ter ultrapassado com uma chapelada de grande valia técnica. Esteve bem Xistra ao assinalar a correspondente grande penalidade e a expulsar Costinha, pois o Levezinho encontrava-se isolado e perfeitamente enquadrado com a baliza. Paradoxalmente, o lance marca o jogo não pela consequência que teve no resultado final (Moutinho falha), mas porque veio acentuar definitivamente a pressão e o pendor ofensivo que o Sporting já exercia. Com mais um elemento, o Sporting apostou tudo no assalto à baliza do oponente e observou-se uma autêntica avalanche ofensiva que fazia adivinhar o golo, mas que, devido às suas fases de atabalhoamento, pareciam também justificar o seu adiamento. Perante a persistência do nulo, Paulo Bento fez entrar mais dois avançados, deixando a equipa a jogar com mais atacantes que defesas (4 contra 3). Tanta insistência acabou por ter o correspondente prémio com um golo de Liedson a responder com uma cabeçada para o fundo das redes a uma excelente iniciativa pela esquerda, seguida de um cruzamento perfeito de Vukcevic. É curioso que o golo surja poucos momentos após o início de um forcing de apoio vindo das bancadas, que com o final do jogo a aproximar-se pressentia o perigo eminente da perda de mais dois pontos… Nos últimos 10 minutos o Belenenses foi incapaz de responder e a equipe leonina ainda teve tempo de desperdiçar mais umas quantas oportunidades de descansar por completo a plateia! Não foi, Yannick?!
Quanto ao desempenho do árbitro e apesar de ter acertado nos lances de eventual polémica, foi ainda assim, pouco clarividente. Na 1.ª parte ainda se safou. Apenas errou nalguns lances sem importância, ao marcar faltas duvidosas em disputas no meio campo. Já na segunda, assim que o “Calor da noite” que caía em Alvalade se fez sentir e a tensão aumentou, desatou a fazer uns disparates incompreensíveis. O lance em que Vukcevic viu cartão amarelo é paradigmático, tendo beneficiado o infractor duplamente: assinalou a falta, cortando um contra-ataque perigoso, e perante a incompreensão do jogador mostrou-lhe amarelo sem qualquer tipo de contemplação. Interessante a interpretação que fez de um lance ocorrido ainda na 1.ª parte, que Costinha segura COM AS MÃOS, depois de um jogador azul ter, nitidamente, jogado a bola. Qual a diferença para o lance da semana passada ocorrido em “pleno” Estádio do Dragão e que acabou por definir o resultado? Eu digo: é que nenhum jogador do Sporting tocou ou dominou antes a bola, ao contrário de Postiga no domingo passado… De qualquer forma, mantendo a coerência com a Lei e com aquilo que escrevi na semana passada, penso que o árbitro ajuizou bem, pois não houve um passe deliberado para o guardião. O jogador da “Cruz de Cristo” apenas e só limitou-se a disputar um lance com um adversário. Não tem culpa de ter chegado primeiro! Estou agora curioso para ver e/ou ouvir as desculpas de alguns adeptos sobre este lance, mas mais ainda para auscultar as respectivas explicações de alguns "opinion makers" e "experts" em arbitragem…