segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Peseirices...

Sporting Clube Portugal - 2
Vitória de Setúbal - 2
Dois pontos desperdiçados em casa de forma néscia! Se é certo que na primeira parte o Sporting jogou miseravelmente para o que se exige a um candidato ao título e, pior, deixou jogar demais o Vitória de Setúbal, na segunda parte pelo domínio por vezes avassalador exercido, deveria ter chegado para dar a volta ao resultado…
Mas vamos por partes. João Moutinho a fazer de Romagnoli, até escapa, mas a questão que se impõe é: quem faz de João Moutinho na marcação e na luta pelo controlo do meio campo? Foi por aqui que os leões perderam capacidade de reter os rápidos e venenosos contra-ataques que o Vitória sempre gizou durante a primeira parte. A equipa sadina conseguiu sempre sair para o ataque com um à vontade impressionante. Tantas facilidades são aparentemente estranhas numa equipa que normalmente prima pela segurança defensiva, mas o Sporting da primeira parte de ontem esteve a milhas da consistência que vinha demonstrado neste aspecto! Apesar de ter mais posse de bola, a verdade é que quem criava perigo era o Vitória. Não estranhava portanto a desvantagem leonina registada ao intervalo.
Em consequência das alterações verificadas no descanso, saíram Gladstone e Farnerud para entrada de Izmailov e Romagnoli, Paulo Bento emendou as Peseirices com que iniciou o encontro e a atitude da equipa mudou radicalmente. Recuaram Moutinho, para o lugar anteriormente ocupado por Veloso, tendo este colocado-se ao lado de Polga, recuperando o meio campo a bitola habitual quer a defender quer a atacar. Foi merecidamente, e já depois de várias oportunidades desaproveitadas, que surgiu o golo do empate através de um penalty convertido por João Moutinho. Um lance conquistado por Abel e que curiosamente foi assinalado pelo árbitro auxiliar…
O Sporting continuou à procura do segundo tento que proporcionasse a reviravolta no marcador e não permitia ao adversário as veleidades que desfrutou no primeiro tempo. Até que, num lance aparentemente inofensivo, Stoykovic compromete ao não segurar um remate de Matheus que lhe bate à frente e entra ao meio da baliza! Uma frangalhada a fazer lembrar outros protagonistas…
Face a este golpe do destino, nada mais havia a fazer se não arriscar tudo no sentido de recuperar o empate e os últimos dez minutos foram jogados de forma muito intensa. As oportunidades continuaram a surgir antes e depois do golo do empate que Purovic repôs a cinco minutos do tempo regulamentar, respondendo afirmativamente a um centro de Abel efectuado com mestria. Quando se falham oportunidades flagrantes, vide o lance em que Purovic se isola rematando ao lado pouco depois de ter empatado e se oferecem golos a 11 minutos do fim, já para não falar dos 35-45 minutos em que se concedem tantas facilidades ao adversário, é impossível vencerem-se jogos. Foram demais os disparates para que o Sporting merecesse vencer. Nos jogadores do Sporting, não podia deixar de realçar o bom jogo de Abel, e a espaços João Moutinho.
A arbitragem esteve regular, mas não deixa de ser estranho que Paulo Baptista apenas marque o penalty depois de “avisado” pelo fiscal de linha.
Finalmente uma palavra para Paulo Bento que preferiu arriscar neste jogo e apostar em alinhar com a equipa habitualmente titular no jogo para a Taça da Liga. Aparentemente, com alguma lógica, pois à priori o jogo de 4.ª feira era de maior dificuldade face ao de ontem (para além de ser decisivo para a continuidade do nosso clube naquela competição), mas a verdade é que, para já, a aposta está sair furada…

1 comentário:

8 disse...

Não pode haver "lógica" em escolher jogos faceis para descansar.
Com que cabeça entram em campo jogadores que olham para o lado e constatam que peças importantes da equipa estão no banco porque é um "jogo fácil"?

Esta equipa, e este treinador, não me dão confiança.
Quem discute tanto o arranjo tactico da equipa, ainda não descobriu que esta equipa do Sporting joga na "tactica dos meiinhos"?
Muito "tricô" nas zonas laterais de meio campo, mas muito pouca agressividade ofensiva. Contra equipas muito fechadas é quase impossivel meterem-se golos.
Esperemos por melhores dias.
Saudações leoninas