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domingo, 23 de agosto de 2009

Never ending story...

PB: Até quando em Alvalade? (foto: record)


Descrença.

Foi esse o meu sentimento dominante neste domingo.

Nunca antes me senti tão pessimista relativamente ao SCP. Ao ponto de resistir, durante todo o dia, em postar ou dar as minhas voltas costumeiras pela blogosfera leonina. Até agora.

Confesso que senti e ainda sinto necessidade de me afastar e recuperar força anímica.

Até quarta-feira, conhecendo-me como conheço, estarei pronto para o que a sorte de Florença ditar. Mas, na verdade, começo a notar que já não sinto a mesma excitação e esperança com a proximidade do 'seguinte' jogo do Sporting... O tal que servirá definitiva e irremediável como ponto de viragem.

Foi até aqui que este Sporting 'foreveriano' de Bento me trouxe. À descrença num futuro próximo melhor.
NOTA: Para acentuar o negrume do fim-de-semana, a Naide voltou a falhar as medalhas por uma unha... negra!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Para além da imaginação...

Sobre a surreal actualidade do nosso clube:

Há toda uma outra dimensão além daquelas conhecidas pelo sportinguismo corrente. Uma dimensão tão vasta quanto a altura duma ameba e tão desprovida de tempo quanto aquele que o girafa dispensa ao Sporting. É o espaço intermediário entre o nada verosímil e a mais pura intrujice, entre a pouca ciência do ‘riscómeio’ e a visão absurda do gigantone; e se encontra entre o abismo dos temores do Sportinguista comum e o cume do seu desconhecimento sobre a realidade do clube. É a dimensão do terror e do devaneio. Uma região para além da imaginação
O local é Alvalade, o tempo é agora, e a caminhada para as trevas que estamos prestes a contemplar poderá bem ser o nosso trajecto…

quinta-feira, 12 de março de 2009

Será sina?

Este texto que o Gonçalo Sampaio da 'Centúria Leonina' descobriu, vem recuperar à minha memória algo que eu já tinha reflectido anteriormente. É o seguinte:

O SCP anda, realmente, desfasado no tempo...

Primeiro com os cinco violinos, cuja(s) equipa(s) dominava(m) a seu belo prazer em Portugal. Foram os anos dourados do SCP, mas só internamente porque aquelas grandes equipas antecederam a génese das Competições Europeias. Provavelmente, aquela geração de jogadores teria a capacidade de em épocas sucessivas lutar por conquistas internacionais. Seriam, sem dúvida, grandes candidatos a vencer competições internacionais... Se as houvesse. Isto porque creio o Sporting era, seguramente, uma das maiores potencias europeias à altura.

Décadas depois, quando a formação de talentos no Sporting estava a entrar na velocidade de cruzeiro, deu-se aquela bosta da 'lei Bosman' com as consequências por todos nós conhecidas: a globalização veio favorecer os clubes dos países mais ricos, que em vez de terem 3 ou 4 jogadores estrangeiros, têm 2 ou 3 planteis carregados deles. O SCP, que entretanto também se deixou enveredar por caminhos dúbios, também se deixou cair em tentações perigosas e viu-se inserido num contexto interno futebolístico cheio de alçapões, truques e armadilhas (leia-se fruta, chocolate, cafés, viagens, jogo de bastidores, tráfico de influências, etc, etc, etc…), foi perdendo capacidade desportiva por culpa própria e alheia e, consequentemente, foi-se arrastando para um estado financeiro lastimoso. Criava os talentos mas via-se obrigado a vender as pérolas ano, após ano, após ano…

Sem esta conjugação de factores, teríamos hoje em dia e sem sombra para qualquer dúvida, uma equipa fantástica, cheia de grandes valores que voltaria a dominar a seu belo prazer internamente e que, quiçá, daria cartas na Europa... Mas a verdade é que nunca o saberemos. O Destino, a História, a Modernidade, a evolução da Sociedade e do Desporto, enfim, o que lhe quiserem chamar, decorreu de forma completamente avessa e o nosso SCP vê-se, hoje em dia, sem os talentos que foi produzindo, sem títulos que nos encheriam a alma, empenhado até ao tutano e sem recursos financeiros para fazer face ao gigante passivo que possui...

Resumindo, esgadanha-se todo e vê-se em palpos de aranha para sobreviver... Ironias da vida de um clube… Será sina?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sinais dos tempos...

Ontem levantei-me às 6 da matina para ir trabalhar. Às 06:30 horas, estava a bater com a porta da saída de casa. Devagarinho…para não acordar ninguém… Cheguei às 21:00 horas para jantar, ainda a tempo do meu filho se atirar ao meu pescoço e brincar um pouco com o pai. Coisa que não fazia há dois dias, porque, precisamente, não me viu durante todo esse período. E eu só o via a ele a dormir… Depois de assistirmos em conjunto ao Euromilhões, deitei-o e, finalmente, adormeceu (tomara eu que ele gostasse tanto de ver as bolas dos números e das estrela a rodar dentro da tômbola como de ver outro esférico a rolar sobre o relvado… Mas o malandreco não quer as couves…). Fiquei por uns momentos, embevecido, a observá-lo. Depois, foi tempo de colocar a conversa em dia com a restante família.

Sinais dos tempos, concordarão alguns de vocês. Ou, outros poucos, questionarão o que é que isto tem a ver com o Sporting…

Poderia começar para aqui a justificar-me com metáforas e afirmar que, à semelhança de alguns dias com o meu petiz, eu observo atentamente e só vejo o Sporting adormecido… E que, apesar de tudo, continuo a amar o Sporting e continuo a olhá-lo embevecido enquanto dorme… Mas não, não é isso! Ou melhor, não é essencialmente isso, o que me ‘traz aqui’. O que pretendo transmitir é coisa mais do foro prático, mais ‘terreno’ e muito menos, vá lá, poético. É que, como será de fácil compreensão, depois do trabalho e da família, ontem não pude acompanhar a outra parte que preenche a minha vida: o quotidiano do Sporting.

Foi pois, confesso, com alguma surpresa que ao consultar a blogosfera durante esta manhã, descobri isto na Centúria Leonina. E após ter lido esse excelente artigo do NMB, constatar tristemente, o quanto me enganei (mais uma vez) com Filipe Soares Franco, quando a 8 de Janeiro deste ano escrevi, entre outras coisas, o seguinte:
“Sinceramente, de FSF devo enaltecer a forma como ele enunciou o seu afastamento. Por uma questão de justiça afirmar que FSF agiu com sentido de responsabilidade numa hora particularmente difícil e em conformidade com o estatuto de Presidente de um clube centenário que ‘mexe’ com alguns milhões de portugueses e, definitivamente com uma larga franja da sociedade portuguesa. Pelo menos na saída esteve bem”...
Está aqui, neste malfadado 'Ou vai ou racha'. Precipitei-me… Fui ingénuo, crédulo ou parvo, decidam vocês… Aliás, depois disto, só tenho que dar a mão à palmatória e têm V/s Excelências, caros amigos, toda a razão para me insultarem como entenderem. O mais justo seria chamarem-me estes três adjectivos em simultâneo com outros qualificativos ainda mais vernáculos.

Enquanto o Sporting ‘dorme’ é tempo de eu desabafar com o resto da minha família leonina. Permitam-me pois, após esta lenga-lenga toda, perder o caraças das estribeiras, apelar ao meu lado lunar e gritar a plenos pulmões:

Óh Pimpinho, vai-te embora, caralho!!! Desaparece de vez! Dass! Deixa-nos em Paz. Deixa o Sporting acordar desta modorra e desta indefinição!

Ufa, que alivio! Desculpem a infantilidade, mas às vezes sabe bem ceder aos nossos impulsos mais selvagens.

Agora, que já me sinto melhor, vou almoçar, adiantar umas coisas no trabalho, brincar com o meu filhote. Depois da janta vou ao núcleo assistir ao Sporting contra o Belém… Pode ser que no Restelo o Sporting me proporcione momentos de alegria e brincadeiras em família. Ou isso, ou no final do jogo, dou comigo a espetar uns murros numas mesas e uns pontapés numas cadeiras! Depois, vou eu dormir… Ou melhor, ter uns pesadelos… Devagarinho, para não acordar ninguém…

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ou vai, ou racha…

Nesta que é a noite mais fria da estação Outono/Inverno, - estava para escrever do ano, mas, uma vez que 2009 apenas leva 8 dias cumpridos, perderia todo o impacto - estoirou a 'Bomba' no universo leonino. As consequências imediatas desta explosão, provocada pela decisão de Filipe Soares Franco (FSF) não se recandidatar à presidência do Sporting, são relativamente previsíveis: aqueceu de esperança a alma dos seus mais arrenhidos oposicionistas e gelou ainda mais a noite e o coração aos fervorosos e incondicionais apoiantes do (ainda) presidente leonino. Noite de grandes amplitudes térmicas, portanto…

Quanto às consequências que irão reflectir-se a médio / longo prazo, essas são mais difíceis de analisar, e com a onda de choque que ainda paira no ar é, convenhamos, extemporâneo aprofundá-las. De qualquer forma, gostaria de arriscar e escrever, para já, o que me trespassa pela mente após a entrevista que FSF deu à RTP1. FSF faz bem, em não se recandidatar. Por várias razões, sendo que estas são, na minha opinião, as mais relevantes:

Primeira - O discurso que deixou transparecer à jornalista Judite de Sousa, vem, no fundo, comprovar aquilo que eu sentia na acção de FSF enquanto presidente do SCP: não tinha a energia, a disponibilidade ou a motivação suficientes para cumprir cabalmente com tão grande e importante cargo. Há, finalmente a assumpção de FSF da falta de carisma e também da falta de vontade que, frequentes vezes, foram claramente manifestas. Mais três anos a fazer o ‘frete’ apenas por causa de uma espécie de auto convencimento de que o poder cairia na rua ou na falta de projectos alternativos credíveis, não era situação sustentável. Continuar a avançar, apenas com base nesse receio típico do ‘ou eu ou o caos’, não era solução. É preciso Projecto credível, é certo, (com tanta dança de números, o dele ainda o era?) mas também é necessário crença, garra, alma, DISPONIBILIDADE física e mental. O Sporting requer, nestes tempos de cada vez maior exigência, um presidente a tempo inteiro. Acredito que as razões pessoais e profissionais apresentadas por FSF poderão ter contribuído, mas que se saiba não se alteraram, por aí além, desde que se assumiu como candidato à três anos atrás... Talvez as férias do Natal, em que teve tempo para reflectir, lhe tenha possibilitado fazer o balanço destes últimos anos e, finalmente, ver a luz… Numa época do ano particularmente iluminada…

Segunda – Ao anunciar, nesta fase, a sua não recandidatura, FSF permitirá que em tempo útil todos os sportinguistas, verdadeiramente interessados, possam organizar-se, debater o futuro do clube, no fundo fazerem uma ampla reflexão sobre o que querem e o que pretendem que o SCP venha a ser. Com esta decisão, deixou ainda espaço, para todos aqueles que sentem condições de representar o SCP apresentem as suas ideias, sem qualquer tipo de reservas. Esta decisão veio, consequentemente, aumentar exponencialmente o interesse e importância do Congresso Leonino, que se aproxima a todo o vapor (recebi hoje 4 sms! a anunciar os dias 28 e 29 de Março para a sua realização) e de todo o período prévio e após aquele evento até às eleições. Resta-nos a nós todos, aproveitar esta janela de oportunidade, colocar de lado ódios de estimação por uns ou por outros ‘nomes’, lutarmos pela solução que julgamos ser a melhor para o nosso clube. Respeitando as visões antagónicas, ouvindo-as, estudando-as pacientemente, retirando o que de útil poderão encerrar. Tempos de riqueza na apresentação de novas ideias e consequente debate, presumo que não irão faltar. E com isso o Sporting só terá a beneficiar. Não nos podemos esquecer que ao nosso lado poderá estar alguém que apesar de ter opinião distinta, ama igualmente o Sporting! Sinceramente, de FSF devo enaltecer a forma como ele enunciou o seu afastamento. Por uma questão de justiça afirmar que FSF agiu com sentido de responsabilidade numa hora particularmente difícil e em conformidade com o estatuto de Presidente de um clube centenário que ‘mexe’ com alguns milhões de portugueses e, definitivamente com uma larga franja da sociedade portuguesa. Pelo menos na saída esteve bem...

Julgo que este é um ano decisivo. O Sportinguismo está perante uma situação que, como se costuma caracterizar cá pela Beira Baixa, ‘ou vai, ou racha’…