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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pessimismo

Ao colocar-me nesta posição: um optimista inveterado a pronunciar-se sobre o pessimismo entranhado no universo leonino, o mais certo é dar barraca. Admito que me falta experiência e saber para desempenhar tal papel, mas, se outros desempenham funções bem mais importantes com resultados sofríveis e vêem o respectivo comando hierárquico aclamarem-nos com termos elogiosos e promissores “forever’s”, resolvi arriscar.

O Empenho

Uma das críticas actualmente mais proferidas e/ou lidas pelos sportinguistas diz respeito à falta de empenho patenteada pelos jogadores do Sporting Clube de Portugal (SCP). Sinceramente, não considero que haja falta de empenho nem na esmagadora maioria dos jogadores do SCP, nem, já agora, na sua equipe técnica. Os jogadores correm, esforçam-se, quando não estão na posse da bola procuram-na, não se limitam a ver os adversários trocá-la pacificamente. O problema é a permanente e deficiente colocação da equipa, correm muito, mas correm mal e quando recuperam a bola, por mérito da pressão realizada ou após conclusão da jogada atacante da equipa adversária, o SCP não sabe o que fazer à bola…


A táctica

Os jogadores e a disposição que assumem no rectângulo de jogo, enquanto na posse da bola, parece transformá-los em autênticos bonecos de matraquilhos. Curiosamente até os dois auto-golos que se conseguiram nos três jogos oficiais realizados reflectem bem essa imagem do jogo do pingolim! Chamem-lhe desadaptação táctica, dinâmica, estratégica, o que quiserem, mas a realidade do futebol ofensivo leonino é a de que ninguém se desmarca, raramente aparece alguém a dar apoio ao colega, é raro o movimento de combinação colectiva. O futebol é feito aos repelões e por iniciativas individuais. Oportunidades de golo, essas, são mais raras de aparecer que o lince ibérico na serra da Malcata. Porquê? Estou convicto de que nem Paulo Bento (PB) o consegue, verdadeiramente, compreender, muto menos explicar…

Resumindo, noto muita gente a afirmar que o futebol do SCP é mais do mesmo… Mas não é. Hoje em dia, com a perda da solidez defensiva e as cada vez maiores dificuldades em criar lances de perigo, o SCP é o pior da era ‘Foreveriana’. Repare-se que um dos méritos que se atribuía a PB era a superior organização defensiva da equipa que orienta(va), mas, de há uns tempos para cá, é raro o SCP passar noventa minutos sem sofrer golos, muitas deles com repetição de erros que já têm barbas da cor do cabelo do nosso presidente. Já lá vão quatro anos e meio de PB e o futebol do SCP está, indubitavelmente, doente. E com tendência para piorar. Nisto concordo com o meu amigo LT, que defende que a cura deste mal terá mesmo que ser radical. Talvez seja mesmo, que me lembre e no que à qualidade de jogo diz respeito, o pior SCP de sempre.


O Contágio

Para piorar, os nossos dirigentes (JEB, Pedro Barbosa) diagnosticaram mal o sentimento que perpassa na nação leonina. Dizem que a depressão resulta das (inúmeras) contratações adversárias ou, precisamente, da sua ausência no sentido de enriquecimento do nosso plantel. Erro crasso que nos irrita e diminui… A depressão redunda em ver aquela-espécie-de-futebol praticado pela equipa do nosso coração. Somem-lhe as lições de sportinguismo na Comunicação Social de alguns sportinguistas e outros comentaristas, paineleiros e quejandos (forever alinhados com o poder), a falta de ambição de alguns, o manifesto conformismo de outros, os erros de discurso e atitude, e temos o caldinho entornado.

Desta forma, estranho seria, que o divisionismo e o pessimismo não dominasse as hostes no reino do Leão… Esse sentimento resulta do que nos entra violentamente e sem pedir licença, pelos olhos adentro. Uma situação que nos impele a desviar o olhar… Só um grande amor ao Sporting vence tamanha repulsa e não permite que o abandonemos, jamais!


O futuro

O futuro? Nestas circunstâncias resume-se ao próximo jogo… Cliché típico do futebol, mas que não deixa de ter a sua ponta de verdade. Com um cenário destes, com o péssimo futebol revelado, a inconsistência defensiva, a ausência de golos, a notória falta de confiança de jogadores, treinadores e adeptos, as estatísticas que apontam para seis jogos seguidos sem vitórias e, nos três oficiais, sem ninguém do nosso lado a marcar golos, o historial negativo das eliminatórias anteriores contra equipas transalpinas, digam-me, por favor, porque é que raio eu, ainda assim, estou convencido de que hoje o SCP vai dar uma cabazada numa Fiorentina, equipa italiana, representativa do futebol mais cínico e capaz de explorar as fraquezas alheias com uma efectividade mortífera?

Já afirmava Pascal que o “Amor tem razões que a própria razão desconhece”!

Eu não avisei que a minha prelecção de pessimismo ia dar barraca?…

domingo, 29 de março de 2009

Congresso Leonino – Considerações


Painel 'Eu Participei!'

Depois das primeiras impressões que transmiti, já nesta madrugada, sobre os trabalhos de sábado, venho complementar a minha opinião sobre o VIII Congresso Leonino.

O balanço que faço do evento é positivo, mas longe de ter sido perfeito. Claro que foram umas jornadas de afirmação e forte convívio leonino e posso afirmar que sinto um orgulho imenso em ter participado neste momento de grande demonstração de vitalidade leonina. Novas amizades se forjaram e tudo graças ao sentimento comum que uniu quem esteve presente no Congresso. Disso não restam dúvidas. Um evento a repetir.

Mas, desenganem-se aqueles que julgam que este Congresso só nos deu boas notícias…

Sinceramente, depois de ter tido conhecimento das recomendações aprovadas nas restantes secções apresentadas em plenário, estou em crer que estive presente na secção mais ‘contestatária’ ao actual Conselho Directivo, cujo presidente, imaginem, nos honrou com a sua presença na sala desta secção, não mais do que 30 segundos, um minuto no máximo! Esta atitude, por si só, é significativa… Não me espanta, por isso, o ar de desdém que demonstrou, durante a apresentação das recomendações em plenário relativas aos ‘Desafios do Ecletismo’, tal como é confirmado pelo JG neste artigo.

Se eventuais dúvidas persistissem sobre a importância que Filipe Soares Franco revela sobre este assunto, elas ficaram completamente dissipadas neste fim-de-semana. O Ecletismo é o ‘patinho feio’ de FSF, que não me deixará saudades quando partir.

O Dr. Mário Patrício, um do vice-presidentes presentes na III.ª Secção, foi confrontado várias vezes pelos restantes consócios participantes e teve que justificar muitas das opções (incompreensíveis) da actual direcção. Deixou implícita a falta de apoio financeiro às modalidades, cuja fracção das receitas de quotização (25%) ainda tem que partilhar com os custos correntes do clube, nomeadamente da Secretaria, jornal do clube, e manutenção do Museu ‘Mundo Sporting’. Os restantes 75%, esses são intocáveis e vão direitinhos para a SAD que gere o futebol. Vamos ver se a recomendação de repartir equitativamente as receitas de quotização entre modalidades e SAD, será implementada pelo próximo CD eleito…


O CNEMA devidamente enfeitado


Por fim deixo aqui mais alguns focos de interesse:

Positivas:

- A adopção de imagem com traços comuns (escudo e cor verde de fundo) identificativa de cada uma das modalidades existentes no clube. Já era tempo de modernizar a imagem das modalidades no clube.
- A construção de um pavilhão polidesportivo. Depois da unanimidade na secção, segue-se como única recomendação igualmente aprovada por unanimedade no plenário! Não é preciso mais palavras.

- A presença de alguns ‘notáveis’ sportinguistas na sala do ecletismo que, ao contrário do presidente, marcaram forte presença: Rogério Alves deslocou-se várias vezes à sala e apesar de presenças curtas, foram marcantes pela simpatia. O facto de ter que se deslocar pelas quatro secção enquanto presidente da mesa da AG, justifica-o. José Eduardo Bettencourt que esteve bastante tempo a assistir ao debate e que revelou ser uma pessoa simples e carismática. A forte personalidade de Dias Ferreira que apresentou uma recomendação de muita qualidade e a justificou e defendeu com a garra habitual. Ainda a presença da nossa querida consócia Dona Maria de Lurdes Borges de Castro, que amplificou a importância desta secção!

- A presença de delegados que foram antigas glórias do ecletismo, no caso do basquetebol como do Luís Baganha e do Edgar que defenderam a sua dama de forma meritória. Tenho pena que, muito dificilmente, se retome com esta modalidade nos tempos mais próximos.


Negativos:

- Quanto ao actual presidente já tudo foi dito.

- Como tão bem se refere o meu amigo JG do 'Rugido Leonino', a fraca qualidade de algumas recomendações. Completamente inexequíveis umas, ou por se contradizerem em si mesmas, ou mesmo por se referir a coisas completamente díspares de tal forma que torna impossível nova redacção. Deixei de votar algumas recomendações por estar de acordo com uma parte e em desacordo com outra e a sua reformulação ser impossível. Como exemplo, numa mesma recomendação previa-se a reactivação de modalidades tão diferentes como o Rugby e o… golfe, sem qualquer ulterior justificação. A similaridade existente entre duas ou mesmo várias recomendações também deveria ter sido evitada. Na minha opinião as recomendações poderiam ser apresentadas pelos delegados durante os trabalhos do Congresso ao invés de o serem previamente. Haveria que definir regras, mas teriamos mais debate e as recomendões seriam de maior qualidade, mais claras e objectivas. Um aspecto a rever.

- A ausência de candidatos perante a proximidade das eleições. As negas explícitas de Rogério Alves e José Eduardo Bettencourt também não ajudaram. Existiram criticas e ideias avulsas de delegados contestatários mas ninguém que corporize os seus / nossos ideais… As alternativas ao satus quo ou são mais ténues do que eu próprio julgava ou marcaram fraca presença no Congresso. Urge que apareçam.

- A falta que se notou de presença de mais juventude a participar e que trouxesse mais paixão a tanta racionalidade. Aproveito para deixar uma palavra de incentico ao Hanques, da TORCIDA VERDE! Força miúdo, não percas essa genica!
Não termino sem citar António Damásio, famoso neuro-cirurgião luso, que afirma na sua obra ‘O Erro de Descartes', o seguinte: ‘Para a tomada de decisões correctas a razão tem que se auxiliar da emoção’ .

O Auditório durante a sessão de trabalhos da Secção 'Sócios e Adeptos'


Relativamente à análise das recomendações das outras Secções deixo-a para elementos de outros blogues que as viveram de forma muito mais próxima e directa. Ficam aqui algumas sugestões:
PELO SPORTING, SEMPRE!


domingo, 22 de março de 2009

Aldrabão!

Está mais do que visto que Lucílio Baptista não viu o lance polémico da farsa de ontem. Apenas imaginou aquilo que a sua visão de águia queria vislumbrar... Confundiu realidade com o seu desejo! Marcou um PENALTY numa final duma competição oficial a pedido dos jogadores do seu clube do coração. Mas isso não pode afirmar à jornalista da SIC, Maria João Ruela, que, diga-se em abono da verdade, conseguiu questionar com pertinência o seu entrevistado e colocar a nu as fragilidades e o comprometimento deste individuo que se diz árbitro de futebol. Foi fácil demais 'desmontar' a sua argumentação falacciosa.

Então se tinha tanta certeza do que viu, a ponto de marcar uma grande penalidade tão peremptoriamente, porque é que consulta os auxiliares? Porque é que não assumiu a sua ‘certeza’?

Consulta aquele que melhor ângulo e mais próximo da jogada estava que lhe diz que não viu nada e dá crédito ao outro auxiliar (?) que está do lado oposto d0 relvado, a mais de 50 metros e igualmente com um ângulo pouco favorável? É com base 'nisto' que confirma a sua (in)decisão? Pronto OK, o gajo não é corrupto, concedo... Se não é corrupto é BURRO que nem uma porta!... Que, como se sabe, é bem pior que aqueles simpáticos bichos quadrúpedes...

Assumido ainda, que a bola até tocava no braço de Pedro Silva e que o toque se dava dentro da área, teria que se analisar a INTENÇÃO do defesa leonino em cortar a bola. Tendo em conta a jogada em causa, a rapidez e distância do passe, toque, finta (nem sei bem o que foi aquilo) daquela besta do Ti Maria, dificilmente Pedro Silva teria tempo para cortar a bola com a mão propositadamente. A velha questão é que já se sabe que bola na mão dentro da área dos adversários do benfique, transformam-se, automaticamente, em mão na bola....

Curiosamente, ainda no fim-de-semana passado, houve dois lances (DOIS) em que aí sim houve dois jogadores que jogaram a bola com o braço e nada aconteceu. Foi no Nosso Estádio José de Alvalade e os jogadores eram do Rio Ave, adversário do SCP nesse jogo... Se no primeiro me parece casual, o segundo lance é clarinha a intenção. Mas o resultado prático foi idêntico: o larápio de ocasião mandou seguir a banda…

Coincidências, azares? Acredite quem quiser...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Será sina?

Este texto que o Gonçalo Sampaio da 'Centúria Leonina' descobriu, vem recuperar à minha memória algo que eu já tinha reflectido anteriormente. É o seguinte:

O SCP anda, realmente, desfasado no tempo...

Primeiro com os cinco violinos, cuja(s) equipa(s) dominava(m) a seu belo prazer em Portugal. Foram os anos dourados do SCP, mas só internamente porque aquelas grandes equipas antecederam a génese das Competições Europeias. Provavelmente, aquela geração de jogadores teria a capacidade de em épocas sucessivas lutar por conquistas internacionais. Seriam, sem dúvida, grandes candidatos a vencer competições internacionais... Se as houvesse. Isto porque creio o Sporting era, seguramente, uma das maiores potencias europeias à altura.

Décadas depois, quando a formação de talentos no Sporting estava a entrar na velocidade de cruzeiro, deu-se aquela bosta da 'lei Bosman' com as consequências por todos nós conhecidas: a globalização veio favorecer os clubes dos países mais ricos, que em vez de terem 3 ou 4 jogadores estrangeiros, têm 2 ou 3 planteis carregados deles. O SCP, que entretanto também se deixou enveredar por caminhos dúbios, também se deixou cair em tentações perigosas e viu-se inserido num contexto interno futebolístico cheio de alçapões, truques e armadilhas (leia-se fruta, chocolate, cafés, viagens, jogo de bastidores, tráfico de influências, etc, etc, etc…), foi perdendo capacidade desportiva por culpa própria e alheia e, consequentemente, foi-se arrastando para um estado financeiro lastimoso. Criava os talentos mas via-se obrigado a vender as pérolas ano, após ano, após ano…

Sem esta conjugação de factores, teríamos hoje em dia e sem sombra para qualquer dúvida, uma equipa fantástica, cheia de grandes valores que voltaria a dominar a seu belo prazer internamente e que, quiçá, daria cartas na Europa... Mas a verdade é que nunca o saberemos. O Destino, a História, a Modernidade, a evolução da Sociedade e do Desporto, enfim, o que lhe quiserem chamar, decorreu de forma completamente avessa e o nosso SCP vê-se, hoje em dia, sem os talentos que foi produzindo, sem títulos que nos encheriam a alma, empenhado até ao tutano e sem recursos financeiros para fazer face ao gigante passivo que possui...

Resumindo, esgadanha-se todo e vê-se em palpos de aranha para sobreviver... Ironias da vida de um clube… Será sina?

O Day After

1. O pesadelo contínua...

No ‘day after’ até parece acentuar-se!... Passadas 24 horas do maior descalabro da história do Sporting, que declarações ouvimos dos nossos dirigentes? E que decisões (que urgiam) foram tomadas?


2. Novos candidatos a candidatos?

O que dizer da candidatura do vice-presidente Menezes Rodrigues??? Meu Deus... Que o Omnipotente nos livre e guarde... Nem sequer consigo imaginar pior presidente. O pessoal dos núcleos conhece bem esta criatura. Sem pingo de carisma, sem génio, sem garra, sem nada... Era (ainda é) este o responsável pela ligação aos núcleos e vejam o sentimento de abandono que perpassa por este País afora. Esta é uma boa imagem do que poderíamos esperar desta triste figura... Só de considerar a mera hipótese de ter esta personagem como presidente do SCP me deixa estarrecido! E mais não digo, por pudor…


3. Reacções.

Mas, se as reacções de quem de direito tardam, nós, os sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal continuamos a sofrer por este clube e a carpir mágoas. Ficam dois exemplos que, infelizmente não andam muito longe de fazer o diagnóstico correcto do ‘cancro’ que o SCP vem padecendo. Há que acordar e enfrentar o pesadelo. Deixo-vos dois exemplos. Não são agradáveis de ler. Mas temos que começar a encarar esta difícil e complicada realidade.

A alegoria do Amigo

Excelente comentário do Chirola na ‘Centúria Leonina’. Sei que outros sportinguistas já o publicaram noutros blogues, mas nunca é demais aproveitar para dar a conhecer textos com esta qualidade e sentimento:
"Hoje estou de luto. E estou de luto porque me faleceu um amigo. Um amigo de muitas jornadas, muitos, dias muitas tardes e noites. De muitas gargalhadas e lágrimas, quer de alegria quer de tristeza. Sofri muitas vezes com as suas desventuras. Este meu amigo passou por períodos em que não teve água para beber nem comida para se alimentar. Mas conseguiu sempre dar a volta. E porque, apesar de muitos fracassos, sempre foi respeitado! Foi respeitado porque existia! Porque tinha nome! Porque era apoiado e tinha milhões de amigos que nunca lhe deixavam a casa vazia... Morreu ontem, embora o seu estado de saúde se viesse a degradar há já vários anos. Tiraram-lhe o nome, mudaram-lhe a identidade e os princípios, a forma de estar e agir, trocaram-no de casa e venderam-lhe os bens. Morreu de abandono. Levou sete tiros, mas nem isso o matou. Morreu de esquecimento. Poucos sabem quem é… Os amigos verdadeiros, tem saudades dele... da força e esplendor que tinha, da sua beleza e do seu carisma. Viram-no definhar, sempre com esperanças de melhores dias, que não chegaram. O seu estado sempre se foi agravando, como que de forma pouco visível e mascarada. Hoje, está morto! Parasitas necrófagos comem-lhe a pele e as entranhas, agarrados que nem lapas aos resquícios do que ele foi. Talvez haja um milagre: o da ressurreição! Mas para isso, todos os que hoje dele se alimentam tem de o libertar. E se o amam, é exactamente isso que devem fazer. Morreu o meu amigo. O grande Sporting Clube de Portugal!"

A alegoria do bombeiro

Texto muito critico dos actuais e passados dirigentes desta ‘Gestão’. Critico, mas justo. Do Anjo que apesar de tudo espero não se revele (verdadeiramente) exterminador. Aqui no blogue ‘A Última Roulote’.


4. Mensagem final.

Por fim, deixo uma singela mensagem: não podemos dar-nos ao luxo de esquecer a passada terça-feira negra. Temos que nos unir (a base do Sportinguismo) e fazer notar de forma cabal que não mais será permitido aos coveiros do SCP continuarem a prejudicar este centenário clube impunemente. Urgem medidas concretas de demonstração da nossa indignação perante o grave estado de saúde deste SCP. Há várias sugestões a correr pela blogosfera. Adopte-se uma e cumpra-se a sua determinação já no decorrer do próximo jogo de sábado contra o Rio Ave. Será essa a primeira medida da (desejável) convalescença leonina.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sinais dos tempos...

Ontem levantei-me às 6 da matina para ir trabalhar. Às 06:30 horas, estava a bater com a porta da saída de casa. Devagarinho…para não acordar ninguém… Cheguei às 21:00 horas para jantar, ainda a tempo do meu filho se atirar ao meu pescoço e brincar um pouco com o pai. Coisa que não fazia há dois dias, porque, precisamente, não me viu durante todo esse período. E eu só o via a ele a dormir… Depois de assistirmos em conjunto ao Euromilhões, deitei-o e, finalmente, adormeceu (tomara eu que ele gostasse tanto de ver as bolas dos números e das estrela a rodar dentro da tômbola como de ver outro esférico a rolar sobre o relvado… Mas o malandreco não quer as couves…). Fiquei por uns momentos, embevecido, a observá-lo. Depois, foi tempo de colocar a conversa em dia com a restante família.

Sinais dos tempos, concordarão alguns de vocês. Ou, outros poucos, questionarão o que é que isto tem a ver com o Sporting…

Poderia começar para aqui a justificar-me com metáforas e afirmar que, à semelhança de alguns dias com o meu petiz, eu observo atentamente e só vejo o Sporting adormecido… E que, apesar de tudo, continuo a amar o Sporting e continuo a olhá-lo embevecido enquanto dorme… Mas não, não é isso! Ou melhor, não é essencialmente isso, o que me ‘traz aqui’. O que pretendo transmitir é coisa mais do foro prático, mais ‘terreno’ e muito menos, vá lá, poético. É que, como será de fácil compreensão, depois do trabalho e da família, ontem não pude acompanhar a outra parte que preenche a minha vida: o quotidiano do Sporting.

Foi pois, confesso, com alguma surpresa que ao consultar a blogosfera durante esta manhã, descobri isto na Centúria Leonina. E após ter lido esse excelente artigo do NMB, constatar tristemente, o quanto me enganei (mais uma vez) com Filipe Soares Franco, quando a 8 de Janeiro deste ano escrevi, entre outras coisas, o seguinte:
“Sinceramente, de FSF devo enaltecer a forma como ele enunciou o seu afastamento. Por uma questão de justiça afirmar que FSF agiu com sentido de responsabilidade numa hora particularmente difícil e em conformidade com o estatuto de Presidente de um clube centenário que ‘mexe’ com alguns milhões de portugueses e, definitivamente com uma larga franja da sociedade portuguesa. Pelo menos na saída esteve bem”...
Está aqui, neste malfadado 'Ou vai ou racha'. Precipitei-me… Fui ingénuo, crédulo ou parvo, decidam vocês… Aliás, depois disto, só tenho que dar a mão à palmatória e têm V/s Excelências, caros amigos, toda a razão para me insultarem como entenderem. O mais justo seria chamarem-me estes três adjectivos em simultâneo com outros qualificativos ainda mais vernáculos.

Enquanto o Sporting ‘dorme’ é tempo de eu desabafar com o resto da minha família leonina. Permitam-me pois, após esta lenga-lenga toda, perder o caraças das estribeiras, apelar ao meu lado lunar e gritar a plenos pulmões:

Óh Pimpinho, vai-te embora, caralho!!! Desaparece de vez! Dass! Deixa-nos em Paz. Deixa o Sporting acordar desta modorra e desta indefinição!

Ufa, que alivio! Desculpem a infantilidade, mas às vezes sabe bem ceder aos nossos impulsos mais selvagens.

Agora, que já me sinto melhor, vou almoçar, adiantar umas coisas no trabalho, brincar com o meu filhote. Depois da janta vou ao núcleo assistir ao Sporting contra o Belém… Pode ser que no Restelo o Sporting me proporcione momentos de alegria e brincadeiras em família. Ou isso, ou no final do jogo, dou comigo a espetar uns murros numas mesas e uns pontapés numas cadeiras! Depois, vou eu dormir… Ou melhor, ter uns pesadelos… Devagarinho, para não acordar ninguém…

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ou vai, ou racha…

Nesta que é a noite mais fria da estação Outono/Inverno, - estava para escrever do ano, mas, uma vez que 2009 apenas leva 8 dias cumpridos, perderia todo o impacto - estoirou a 'Bomba' no universo leonino. As consequências imediatas desta explosão, provocada pela decisão de Filipe Soares Franco (FSF) não se recandidatar à presidência do Sporting, são relativamente previsíveis: aqueceu de esperança a alma dos seus mais arrenhidos oposicionistas e gelou ainda mais a noite e o coração aos fervorosos e incondicionais apoiantes do (ainda) presidente leonino. Noite de grandes amplitudes térmicas, portanto…

Quanto às consequências que irão reflectir-se a médio / longo prazo, essas são mais difíceis de analisar, e com a onda de choque que ainda paira no ar é, convenhamos, extemporâneo aprofundá-las. De qualquer forma, gostaria de arriscar e escrever, para já, o que me trespassa pela mente após a entrevista que FSF deu à RTP1. FSF faz bem, em não se recandidatar. Por várias razões, sendo que estas são, na minha opinião, as mais relevantes:

Primeira - O discurso que deixou transparecer à jornalista Judite de Sousa, vem, no fundo, comprovar aquilo que eu sentia na acção de FSF enquanto presidente do SCP: não tinha a energia, a disponibilidade ou a motivação suficientes para cumprir cabalmente com tão grande e importante cargo. Há, finalmente a assumpção de FSF da falta de carisma e também da falta de vontade que, frequentes vezes, foram claramente manifestas. Mais três anos a fazer o ‘frete’ apenas por causa de uma espécie de auto convencimento de que o poder cairia na rua ou na falta de projectos alternativos credíveis, não era situação sustentável. Continuar a avançar, apenas com base nesse receio típico do ‘ou eu ou o caos’, não era solução. É preciso Projecto credível, é certo, (com tanta dança de números, o dele ainda o era?) mas também é necessário crença, garra, alma, DISPONIBILIDADE física e mental. O Sporting requer, nestes tempos de cada vez maior exigência, um presidente a tempo inteiro. Acredito que as razões pessoais e profissionais apresentadas por FSF poderão ter contribuído, mas que se saiba não se alteraram, por aí além, desde que se assumiu como candidato à três anos atrás... Talvez as férias do Natal, em que teve tempo para reflectir, lhe tenha possibilitado fazer o balanço destes últimos anos e, finalmente, ver a luz… Numa época do ano particularmente iluminada…

Segunda – Ao anunciar, nesta fase, a sua não recandidatura, FSF permitirá que em tempo útil todos os sportinguistas, verdadeiramente interessados, possam organizar-se, debater o futuro do clube, no fundo fazerem uma ampla reflexão sobre o que querem e o que pretendem que o SCP venha a ser. Com esta decisão, deixou ainda espaço, para todos aqueles que sentem condições de representar o SCP apresentem as suas ideias, sem qualquer tipo de reservas. Esta decisão veio, consequentemente, aumentar exponencialmente o interesse e importância do Congresso Leonino, que se aproxima a todo o vapor (recebi hoje 4 sms! a anunciar os dias 28 e 29 de Março para a sua realização) e de todo o período prévio e após aquele evento até às eleições. Resta-nos a nós todos, aproveitar esta janela de oportunidade, colocar de lado ódios de estimação por uns ou por outros ‘nomes’, lutarmos pela solução que julgamos ser a melhor para o nosso clube. Respeitando as visões antagónicas, ouvindo-as, estudando-as pacientemente, retirando o que de útil poderão encerrar. Tempos de riqueza na apresentação de novas ideias e consequente debate, presumo que não irão faltar. E com isso o Sporting só terá a beneficiar. Não nos podemos esquecer que ao nosso lado poderá estar alguém que apesar de ter opinião distinta, ama igualmente o Sporting! Sinceramente, de FSF devo enaltecer a forma como ele enunciou o seu afastamento. Por uma questão de justiça afirmar que FSF agiu com sentido de responsabilidade numa hora particularmente difícil e em conformidade com o estatuto de Presidente de um clube centenário que ‘mexe’ com alguns milhões de portugueses e, definitivamente com uma larga franja da sociedade portuguesa. Pelo menos na saída esteve bem...

Julgo que este é um ano decisivo. O Sportinguismo está perante uma situação que, como se costuma caracterizar cá pela Beira Baixa, ‘ou vai, ou racha’…

sábado, 13 de dezembro de 2008

Axiomas francos

Relativamente às últimas afirmações do auto denominado salvador, chamemos-lhe o ‘Sassá Mutema’ do Sporting, apetece questionar o seguinte:

- Com os exemplos de militância que Filipe Soares Franco (não) dá, como pode cobrar alguma coisa aos sócios do Sporting Clube de Portugal?

- Com os exemplos de (falta de) dignidade que dá, como espera convencer alguém da seriedade das suas afirmações?

- Com os exemplos das (más) companhias que privilegia no futebol, que imagem transparece para os sportinguistas?


É imperdoável que um presidente do SCP (clube e SAD) dedique uma mísera hora diária ao clube. Mesmo delegando assuntos que, em principio, deveriam ser da sua competência resolver e não ter apenas (des)conhecimento…

"Esforço, dedicação, devoção..."


É imperdoável dar prioridade ao golfe, ou a caçadas pelas savanas africanas sobre momentos e/ou jogos importantíssimos da vida do clube e/ou da sua equipa profissional. E pior, justificar essas ausências com alegados problemas de saúde...

"Bem prega Frei Tomás..."


É imperdoável que receba com pompa e circunstância e conviva 'alegremente', com alguém que durante décadas prejudicou, de forma ostensiva e grave, em muitos momentos e de diversificadas formas o SPORTING! Que se reflectiram em significativas perdas desportivas e financeiras de uma forma totalmente injusta e batoteira...

"Diz-me com quem andas..." ou ainda, “Junta aos bons e serás como eles, junta-te aos maus…”


É imperdoável ignorar, para não dizer desprezar, os núcleos e sócios/adeptos leoninos que moram longe de Lisboa e que se encontram espalhados por este País fora.

"Longe da vista, longe …"


Foi imperdoável, todo o silêncio cúmplice no(s) caso(s) de corrupção relacionados com a arbitragem... Podem ter a certeza de que aqui reside, neste famigerado facto, grande responsabilidade na desmobilização de sócios e adeptos do nosso clube. Então, andamos nós durante épocas a fio a sofrer injustiças que nos 'entravam pelos olhos adentro' para quando, finalmente, se confirma a razão do que tanto apregoávamos, os nossos dirigentes se calarem cobardemente????? Porra pá!

"Quem não sente,..."


Resumindo, é imperdoável, continuar a apoiar FSF, depois de tantas e tão graves asneiras cometidas.

Fez coisas positivas? Talvez, acredito que sim! Mal seria se após dois mandatos como presidente não tivesse conseguido fazer algo de útil ou positivo. De qualquer forma o saldo, caros amigos, é, para mim, muito deficitário. FSF fez bem às finanças? É discutível! Fez mal ao ideal de sportinguismo? É indiscutível que... sim, fez! Não chega reduzir o passivo. Mesmo a forma como o conseguiu (venda de património) não foi pacífica e causou divisões ainda hoje visíveis na família sportinguista...

Não chega pedir adesão, deve-se agir em conformidade com os pedidos que se fazem. E isso raramente FSF conseguiu fazer. Coerência e clareza de processos urgem.

Novo ciclo, é o diagnóstico correcto. É o que o Sporting precisa. Será capaz disso? Só se quisermos. E muito. Nós, os sportinguistas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Natural born loser?

"CQ - Perdedor nato?"


Aguardei que assentasse a poeira em torno da selecção, para me pronunciar sobre o seu novo treinador. Acerca do jogo de quarta-feira não há muito mais a acrescentar. Resumindo, faltou eficácia e sorte e sobrou estética. Julgo ser esta uma análise mais ou menos unanime.

Nada, mas mesmo nada consensual, parece ser a figura deste seleccionador nacional. Nomeadamente entre sportinguistas! Se é certo que não era tarefa fácil, para quem quer que fosse, substituir Scolari, dados os resultados e empatia que este conseguiu estabelecer com o ‘povão’, não deixa de constituir para mim surpresa o nível de contestação atingido à primeira escorregadela da selecção Nacional… Ainda mais considerando as circunstancias (atenuantes) desta derrota.

Quando do anuncio de Madail do novo seleccionador do ‘Clube Portugal’ pós Felipão, acreditei que a transição se processasse mais ou menos pacificamente, uma vez que Queiróz era um dos nomes preferidos…

Que fique claro, não nutro especial simpatia pelo seleccionador nacional, não lhe reconheço carisma comparável ao seu antecessor, mas também não partilho da antipatia exacerbada que se manifesta por estes dias! Sei que a polémica com Filipe Soares Franco é recente e que impôs uma carga alérgica elevada entre adeptos leoninos, mas se analisarmos friamente o episódio, depressa se conclui que quem iniciou escusadamente essa frente de batalha não foi Queiróz. Respondeu de forma deselegante, é certo, mas a ofensiva que sofreu foi completamente despropositada. Um episódio em que rigorosamente ninguém saiu a ganhar…

Outro argumento apresentado diz respeito à sua falta de capacidade técnica, coisa em que eu não acredito. Ninguém com falta de conhecimentos ou empenho representava um clube de topo como o Manchester United, mesmo enquanto adjunto. E muito menos durante o período em que ele exerceu tal cargo. Não creio, também, que esteja a agir de má fé perante o SCP, até porque em ultima instância, o principal lesado em não recorrer às melhores soluções disponíveis será sempre ele enquanto responsável máximo pelos resultados que a equipe nacional venha a atingir.

O que falta então a Carlos Queiróz? Primeiro humildade, defeito que aquele ar e discurso intelectual acentua. Depois algum jogo de cintura e leitura de jogo. Finalmente, de resultados enquanto treinador principal nas camadas seniores. E isto é incontornável. Queirós já desperdiçou várias oportunidades e é aqui que reside o cerne da questão: o actual desafio que Queirós tem entre mãos não lhe deixa margem para falhar. Ou abandona a aura de pé frio que não o larga e arrepia caminho ou estará definitivamente condenado à etiqueta de natural born loser!

NOTA: Independentemente do que acontecer, não esqueço o papel que teve enquanto organizador e dinamizador do futebol jovem, facto que proporcionou outra dimensão ao nosso futebol. Nesse aspecto deveríamos estar todos gratos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Tal penalty...

“Tinha dito a mim mesmo que não voltaria ao caso do tal penálti de Alvalade…”

Acontece, que Rui Cartaxana vem admitir que errou, apesar de o fazer não de forma veemente, como se impunha e à semelhança de como antes defendera o indefensável, mas implicitamente através de uma carta que recebeu de um “jovem advogado, adepto confesso do Sporting”.

Risíveis continuam a ser os argumentos esfarrapados que apresenta como desculpa para a sua, vá lá, “interpretação” do lance… Código civil, Sr. Cartaxana?
Com grandiloquência ou sem ela, quer-me parecer que o alvo de galhofa nas redacções dos jornais nos últimos tempos foi outro que não este

Para concluir, gostaria de ser abelhinha para descobrir se este gesto foi por iniciativa própria ou se imposta pelo superior interesse das vendas do jornal onde garatuja, agora que o Jornal caíra, definitiva mas não exclusivamente, nas más graças dos sportinguistas…

Como vêem, o nosso poder enquanto adeptos leoninos e/ou leitores esclarecidos afinal não é assim tão despiciendo e estou convencido que sai deste episódio mais fortalecido.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O zénite de Danny!

"Danny, aqui ainda com a camisola do Dinamo de Moscovo"


Vocês viram bem aquilo?

Danny, Most Valious Player (MVP) do jogo da Supertaça Europeia. Autor de um golo fabuloso e decisivo na conquista deste prestigiante título na estreia pelo seu novo clube. E logo contra o Manchester United, um colosso europeu e mundial. Relegou Arshavin (uma das maiores figuras do recente Euro2008) para o banco de suplentes. Alvo da maior transferência de todo o sempre do campeonato russo e uma das mais avultadas da presente e das épocas anteriores a nível internacional… Uff, coisa pouca… E esteve à beira de bisar ao minuto 87. Foi pena!

Danny, um verdadeiro número 10 que a selecção portuguesa ganha e um substituto à altura de Deco…

Danny, mais um jogador subavaliado no nosso Sporting e vendido à pressa por bagatela e meia…

Irritações

As ‘modas’ são uma coisa que me irrita solenemente. Uma que está agora em voga nos comentários e opiniões da enorme maioria de adeptos e sócios do Sporting é bater sempre nos mesmos ceguinhos, independentemente do que esses ‘desgraçados’ produzam em determinado jogo. E se esse jogo corre mal, é um ver se te avias… São os chamados ‘bodes expiatórios’. E se no ano passado um dos mais mal amados era o menino Pontus (já despachado para o País do sol da meia-noite), que jogando mal, assim-assim ou bem, levava sempre nas orelhas, este ano temos três ‘cabeçudos’ à escolha. A saber: Ronny (um antigo habitue nestas andanças, por acaso até tem uma cabeça bem grossa…), Rodrigo Tiui e Pedro Silva…

Naquele famigerado jogo da passada 4.ª feira, nenhum dos três esteve sequer razoável, mas pergunto eu, com excepção do Pedro Silva, que esteve particularmente desastroso, não houve durante essa primeira parte outros jogadores leoninos que estiveram bem piores que Ronny ou Tiui? Não foi, meninos Fábio, Miguel e Bruno? A faixa direita leonina, responsável pelos 5 (cinco!) golos sofridos em 37 minutos, foi um autentico passador e aqui o único responsável não pode ser apenas o Pedrocas…

E o que dizer dos meninos Marco e Anderson?

E do menino Paulo, que é mais velhinho e já devia ter idade para ter juízo?

Com excepção do Rui, que não teve culpa nenhuma das maldades que os colegas lhe andaram a fazer durante 45 minutos e do menino russo (nem sequer foi por ter marcado um excelente golo), a atitude dos restantes foi uma verdadeira miséria…

E olhem que devíamos pedir maior responsabilidade e demonstrar legitima preocupação com aqueles que tem estatuto de titulares… Porque são esses que irão travar, com muito maior frequência, as batalhas que se perspectivam…

Nota de rodapé: falta o Hélder… Desse não digo nada porque não o vi em campo…

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Guadiana

" A primeira conquista"

Para além de relativizar a (merecida) terceira vitória do Sporting e independentemente do resultado final deste torneio, o que o Guadiana veio mostrar-nos à evidência foram alguns aspectos reveladores e reincidentes no futebol português:

O nível dos comentadores dos jogos de futebol transmitidos pelas Tv. Neste caso, a SIC apenas confirmou aquilo a que há muito nos habituou: considerações rascas, hilariantes (no mau sentido, evidentemente) e desavergonhadamente parciais…

Mas, talvez devido a questões de solidariedade com os seus comentadores, a realização da SIC manteve o nível: falta de ética e uma exploração quase ‘pornográfica’ dos sentimentos dos jogadores que se evidenciaram pela negativa A juntar a isto, que já não é pouco, revelaram uma falta de respeito inacreditável pelos próprios telespectadores, nomeadamente quando da transmissão da entrega do troféu ao terceiro (e ultimo) classificado e na ausência da mesma aos vencedores deste Torneio. Quer-me parecer que afinal a solidariedade era (é) afinal mais… do tipo, clubistica…

Finalmente, veio comprovar, uma vez mais, o nível das arbitragens deste País corrupto à beira mar plantado: o de 6.ª feira, não vi pelo que não me posso pronunciar. Já o de sábado um ‘apitador’ maníaco-compulsivo e de sorriso fácil e, já agora, parvo por desproporcionado e injustificável. Conseguiu proporcionar-nos uma daquelas arbitragens tipicamente enervantes para publico e jogadores, com decisões disciplinares e técnicas incompreensíveis… Aquele amarelo a Carriço, meu Deus! Pelo menos errou nas 'duas direcções'... No domingo, o ‘artista’ era mais manhoso, com tendências disciplinares igualmente ‘sui generis’ ( não é Luisão?) e com fiscais de linha com decisões nos fora de jogos a condizer. O prejuízo, esse, foi sempre para o mesmo lado… Mesmo assim o frete não chegou para a encomenda!

O que me deixa preocupado é que se isto foi tão nítido num torneio de pré-temporada com a reduzida importância que tem… Como será quando o esférico começar a rolar à séria!? O costume, já vislumbro a resposta de muitos!

Finalmente, gostaria de acrescentar uma nota de merecido destaque para 'Roca' que conquistou, muito justamente, o troféu de melhor jogador do torneio. Está a confirmar os bons augúrios que eu vaticinava. Que continue no bom caminho. E o Caneira?! Até a trinco se desenrasca... Já só falta vê-lo na pele de guarda-redes ou goleador... Toma atenção, Patrício!

Notou-se uma evolução nas movimentações colectivas face ao jogo do fim de semana passado, e isso é importante. De qualquer forma há, ainda muito, a melhorar e isso é, também, muito natural.

sábado, 21 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

Estado de Alma 3 - Bonança e Tempestade!


Agora que passou uma semana sobre a AG de dia 28 pp e para quem pretende saber um pouco mais sobre a minha opinião, pode ir espreitar a crónica desta semana aqui. Obrigado!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Animal Farm



Há quem necessite de, urgentemente, ler ou reler algumas obras de referência. Fica a sugestão de um bom livro para quem pretenda recuperar conceitos ou adicionar conhecimentos acerca de idealismo. Mas também das diversas interpretações / alterações às leis vigentes segundo a conveniência de quem exerce o poder e o pretende perpetuar e das respectivas práticas, como os logros e omissões, que se cometem na persecução desse desiderato…

"Somos todos iguais, só que uns são mais iguais que outros”…

terça-feira, 27 de maio de 2008

Dia D no Sporting

Amanhã vai realizar-se a Assembleia-geral extraordinária do Sporting. Os pontos de ordem são os que todos já sabemos. Posto isto, devo confessar peremptoriamente que sou um leigo na matéria a debate e como tal, pensei numa primeira fase, em abster-me de emitir opinião! Não é que a minha opinião conte grande coisa, estou certo de que não conseguirei convencer ninguém que eventualmente opte por uma opinião contrária à minha. Apenas porque não gosto de emitir opinião sobre aquilo que não conheço em profundidade. Ainda mais, com a importância e seriedade que agora se enfrenta. Mas o meu Sportinguismo, as alegrias que já tive, as tristezas e desilusões que experienciei, enfim toda a vivência que o Sporting me proporcionou e espero que me continue a proporcionar por longos e bons anos, “obrigou-me” a alterar essa posição inicial…

Iniciei este blogue de maneira despretensiosa e penso em mantê-lo com esse cariz. O Capicua 101 nasceu como forma de expressar a minha forte ligação, o meu sentimento mais profundo por um CLUBE. Um clube, a que tenho um orgulho desmedido em pertencer como ASSOCIADO à 14 anos! Um clube, que não é apenas um clube de futebol. É um clube ecléctico, rico em historial nas diversas modalidades que vem praticando ao longo de mais de um século! A minha posição quanto a este facto é indesmentível e esclarecedora. Quem tem seguido o que por aqui vou escrevinhando é testemunha disso. Estaria a trair-me a mim próprio se negasse a importância que dou a este facto. Agora, que é chegado um momento decisivo do Sporting, não posso permitir-me a uma espécie de “lavar de mãos” e não tomar uma posição clara. Considero-o, como um direito que tenho, mas ainda mais como um dever! Ambos deverão ser tomados e emitidos com sentido de responsabilidade e consciência.

Assim, depois de procurar informar-me o máximo que pude, de ler e ouvir as mais diversas opiniões na internet, rádio ou TV, de pesar prós e contras ao longo destes últimos dias, de ponderar toda essa informação e após reflectir e, porque não, também “ouvir” o meu coração, a minha posição pendeu para um concludente e definitivo … NÃO! Não a este novo "Project Finance", que tem aspectos que julgo altamente extemporâneos.

Sinceramente, julgo ser, neste momento, a melhor atitude a tomar em prol do clube que eu aspiro e que quero que o meu filho herde!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Em busca do bilhete perdido!

A saga para obter o ingresso mágico que permite assistir ao vivo e a cores à final da Taça de Portugal teve, este ano, a sua sequela. “À procura do bilhete perdido” poderia ser o seu subtítulo. Como já deu para reparar o desfecho desta desventura não é nada surpreendente, sendo mesmo totalmente repetitivo, o que, obviamente, torna este segundo “filme” ainda mais chato que o primeiro, estreado no ano transacto…

Mas pronto, não há nada a fazer, o Estádio do Jamor tem a lotação que tem, a Federação direito a uma percentagem de bilhetes à semelhança do nome do festival de cinema de animação que decorre presentemente em várias salas da sétima arte da capital, isto é: “Monstra”! Finalmente, os critérios de venda de bilhetes adoptados pelo Sporting são os que todos nós tão sobejamente conhecemos. Justos ou injustos, depende um pouco da perspectiva de quem analisa… Pretende-se premiar a fidelidade e já agora os sócios que, dada a sua situação geográfica, podem ser mais fiéis. A malta cá da Província só vai assistir a meia dúzia de jogos por época do SCP, mas se calhar, para assistir a esses seis, tem que prescindir de muito mais… A começar pelo “vil metal” que tem de despender, dos quilómetros que tem de percorrer, do hiato de tempo nas deslocações e, o mais difícil, da família que tem que ficar, na maior parte das vezes, para trás. E isto, quer-me parecer a mim, que tem uma denominação: Paixão!... E tal como a fidelidade também merece ser premiada… Mas tudo bem, domingo lá estarei, em ânsias, à frente de um dos televisores da minha humilde casinha, longínqua de Oeiras e do seu Estádio Nacional… A vibrar de cachecol verde e branco em punho!

Aproveito, no entanto, para referir que estranho a postura que os actuais dirigentes leoninos adoptam face aos sócios e adeptos que residem longe de Lisboa. Se, face aos condicionalismos da actual situação, se compreendem os critérios definidos, já não sei como classificar as decisões que definiram como jogo dos núcleos para a época 2006/07 a jornada na véspera de Natal!!! e na corrente, o jogo frente ao Leixões, “enfiado” no meio duma sequência de 4 jogos caseiros, sendo que os outros adversários/jogos eram muito mais interessantes… Um pouco de respeito e atenção pelos”Leões” espalhados pelo resto do País urge! Depois, meus senhores, não se admirem das reacções negativas e boicotes, como, de resto, já se presenciaram neste ano os primeiros indícios… É de evitar a sua progressão, sob pena de acentuar alguns descontentamentos. Será bom não esquecer que a campanha de angariação de novos sócios, para ser bem sucedida, precisa de captar muitos leões que andam à solta... Lá Longe!

sábado, 3 de maio de 2008

A Entrevista.

Em entrevista à prestigiada revista semanal “Visão”, Pinto da Costa (PdC) discorre, numa dezena de páginas, sobre assuntos relacionados com o seu sempre polémico passado e actualidade no futebol português e ainda, sobre os seus planos pós dirigismo desportivo.

Não me desperta especial interesse saber “a verdade segundo Pinto da Costa” como o jornalista justifica esta entrevista e a apresenta no início da sua peça. Muito menos os seus planos futuristas. Mais que a verdade sectária de um dos maiores “protagonistas” das últimas décadas do futebol português, o que realmente importa, passa por descobrir toda a verdade, nua e crua. Incondicional. Mas essa, talvez nunca se venha a “apresentar”.

De qualquer forma, confesso que fiquei curioso em saber o que tinha a dizer de sua justiça, uma das personalidades mais célebres das últimas três décadas do futebol cá do burgo, pelo que li com redobrada atenção. E do que li retenho algumas passagens. Antes de mais, referir que, ao contrário do que prometeu o autor da entrevista, quando refere que PdC “não se escondeu das perguntas que todos fazem…”, a realidade é que apesar de extensa, muitas perguntas – eventualmente as mais difíceis de PdC poder responder sem se refugiar ou “esconder”- ficaram por efectuar… Adiante.

Depois, já no epilogo da entrevista, PdC surpreende ao responder a uma questão meio provocatória do jornalista – jogadores do Benfica que eventualmente poderiam interessar ao FCPorto - revelando que “…Do Sporting, gostava que viesse o João Moutinho. É um jogador à Porto”.

Negativo, Sr. PdC, João Moutinho é um jogador à Sporting! Formado na nossa Academia e com qualidade, garra e carisma tipicamente leoninos. Temos tido, felizmente, jogadores à SCP nos últimos anos. Apesar das limitações e lacunas que todos reconhecemos no actual plantel, continua a haver jogadores à SCP! Aliás, sempre houve, há e, com certeza, haverá no futuro futebolistas com qualidades excepcionais e merecedores de representar o SCP. Para ser franco, não trocava nenhum jogador do F.C.Porto pelo nosso pequeno grande capitão. Nenhum me provoca a cobiça que Moutinho provoca a PdC. Bom, aqui na questão da cobiça e para continuara a ser sincero, abro uma excepção muito especial - a tal que confirma a regra - e que dá pelo nome de Ricardo Quaresma. Pelas razões evidentes. Revolta-me ver o nosso “mustang” a brilhar e a fazer magia com a camisola de um rival. De cada vez que Quaresma faz aquelas “trivelas”, de cada vez que mete aqueles golos cheios de efeito e protagoniza aqueles lances fulminantes, todo o meu interior se remói por terem permitido que nos roubassem um dos nossos diamantes…

O que não temos tido, desgraçadamente, é dirigentes com a disponibilidade e nível de comprometimento que PdC revelou ter, mais uma vez… E que fique claro que não me revejo nos métodos que ele tem utilizado no alcance dos êxitos, mas das suas características de liderança, determinação, ambição e amor à causa do clube que adora. Isso, caros amigos sportinguistas, não deixa de ser invejável…

Basta, aliás, atentar na comparação desta entrevista e do seu conteúdo, com outra que a mesma revista realizou há uns meses atrás a Filipe Soares Franco. A diferença é abissal e acreditem que não me refiro ao número de páginas disponibilizado com foto na capa incluída…

Enquanto numa entrevista, a desta semana, ressalta a afectividade e a dedicação a 100% pelo clube que dirige, na outra reflecte-se o calculismo dos números, a indisponibilidade e os desafios pessoais por realizar e que passam por efectuar safaris na savana africana.

Espero que não seja para caçar leões…