quinta-feira, 20 de setembro de 2007

E a história não quis nada connosco.



Sporting Clube Portugal -0
Manchester United - 1

Van der Sar, foi a figura do jogo e trocou-nos os ditos populares: em vez do “não há duas sem três” tão esperançoso para as nossas cores, surgiu o “à terceira foi de vez”, bem mais simpático para os ingleses.
Depois de uma primeira parte de grande nível onde o Sporting dispôs da iniciativa e controlo do jogo, seguiu-se uma segunda parte carregada de ironia, pois o único golo do desafio foi marcado por um dos nossos “putos”.

Ao fim da primeira parte, a equipa leonina, pelo volume ofensivo demonstrado e pelas ocasiões criadas, negadas por defesas do “outro mundo” de Van der Sar, merecia mais do que o nulo com que o jogo foi para o descanso. A verdade é que a equipa leonina já não reentrou com a mesma velocidade, aproveitando-se disso os red devils que iam espraiando-se pela defensiva sportinguista. Até que num contra ataque venenoso conduzido pela direita, Brown tira um centro teleguiado para a cabeça de Cristiano Ronaldo que, isolado, entrou de rompante na grande área e facturou. Os momentos que se seguiram foram, mais uma vez, demonstrativos da cepa de que os Leões são feitos: classe e nobreza. Ao pedido de desculpas de Cristiano Ronaldo, num gesto de grande dignidade, respondeu o publico presente em Alvalade com um aplauso de reconhecimento. Não é para todos e devemos orgulharmo-nos por isso. Ao cinismo inglês o Sporting não reagiu com muita crença, as forças pareceram faltar e foi a vez do Man. Uted. passar a controlar o jogo à vontade, aproveitando algum desnorte que se apoderou do Sporting. Após a entrada de Purovic, os jogadores do Sporting resolveram pressionar mais um pouco e ainda conseguiram criar problemas no último quarto de hora, mas Tonel fez recordar as defesas “impossíveis” do guardião holandês e Yannick a sua proverbial falta de clarividência na hora de finalizar as jogadas. Foi o canto do cisne para o Sporting e a derrota consumou-se pouco depois.

O árbitro alemão cometeu erros, para ambos os lados, não foi perfeito nem nunca se exige que os árbitros o sejam. Foi isento e teve um bom trabalho. Para que os “paspalhos” do costume não digam que nos queixamos sempre que perdemos…

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Nas calmas.


Estrela da Amadora - 0
Sporting Clube Portugal - 2
Jogo calmo na Reboleira que culminou com uma vitória justa do Sporting numa exibição personalizada q.b. .
Uma 1.ª parte com um excelente início por parte dos Leões a fazer recordar aqueles arranques fulgurantes da fase final da pretérita temporada. O primeiro golo surgiu cedo, logo aos 8 minutos, com Purovic a aproveitar bem a oferta de Fernando e assistir Liedson, que isolado não teve dificuldade em bater Nelson. O Sporting continuou a jogar um futebol num ritmo bastante aceitável procurando a obtenção de novo golo que acabaria por surgir numa jogada envolvente pelo lado direito entre Abel e Purovic, com centro tenso do lateral e que Vukcevic aproveitou ao reagir mais rápido que o defensor do Estrela ao desvio de Nelson. A partir do segundo golo o Sporting abrandou o ritmo, não deixando contudo de manter a iniciativa, agora mais contrariada pelos homens da Amadora. Estes, apenas conseguiram um remate mais perigoso através de um livre directo que saiu ao lado do poste esquerdo de Stoykovic que controlava, bem, a trajectória da bola.
Na segunda parte não houve grandes alterações ao cariz do encontro e apesar do Estrela equilibrar a posse de bola, a verdade é que foi sempre o Sporting a equipa mais perigosa. Moses, com o seu estilo possante e impetuoso veio dar mais trabalho aos centrais leoninos, mas nunca conseguiu criar verdadeiro perigo. Com o fim a aproximar-se restou ao Sporting controlar e manter a partida em banho-maria e sem sustos até ao apito final de Paulo Pereira. Destaque para a bela exibição de João Moutinho, o M.V.P. do encontro, que a jogar no vértice direito do losango rende o seu habitual. È nítido que nesta altura, o Sporting beneficia muito da entrada de Vukcevic de início, pois para além de permitir a deslocação do capitão para o flanco oposto, dinamiza muito mais o lado esquerdo do ataque da equipe. Para primeiro jogo, Purovic esteve bem. Participou decisivamente nos lances de golo, e de forma geral esteve activo na manobra ofensiva da equipa. O Liedson certeiro do costume, as boas subidas de Abel e a comando defensivo de Polga também merecem realce.
Já começa a ser um hábito ter que aguentar algumas decisões ridículas da arbitragem. Ontem, mais uma vez, em todos os lances duvidosos o apito soou sempre contra o mesmo: o Sporting. Se os dois golos anulados por foras de jogo, um dos quais a Purovic muito ambíguo, se aceitam, já não se percebe o penalty claríssimo sonegado a Abel na primeira parte ou a Vukcevic na segunda. No primeiro, Abel ainda teve direito a um amarelo por simulação?! Incrível e revoltante… No segundo, mais difícil de analisar, a falta já dentro da área foi transformada em livre directo.
Rui Santos tem razão: é bom que Paulo Bento vá preparando a equipa para jogar num esquema alternativo. De preferência um esquema eficiente contra 12, 13 ou mesmo 14 adversários…E vamos lá ver se este não será mesmo o esquema habitual! Até porque à 4.ª jornada são já, muitos os lances com razão de queixa e pelo andar da carruagem…é bom que se previna.
4.ª feira há Champions...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Bom, o Mau e o Vilão.

O bom: Dragutinovic — Jogador de Cristo. O homem é a candura em pessoa. Integro, respeitador e leal. Melhor intimo que ele, só… Jesus de Nazaré e, talvez, o Fernando Santinho. Integro porque não tem um defeito que se lhe possa apontar, respeitador porque só para citar um exemplo: quando se dirigiu a em treinador adversário que é um autêntico Vilão para o cumprimentar e perguntar educadamente pela respectiva família e até, quem sabe, beijar a mão, este impediu-o violentamente de tal desiderato e levou um intrépido “tapa” que vou txi contá... Até andou de lado! Leal porque, hummm…porque sim e pronto! Que tenho mais que fazer…O que é que querem, não gosto de personagens unânimes e, assim tão inocentezinhas.

O mau: Merck. Árbitro de futebol, mas mau. Tem a tendência para lixar os lusos, e bem. Ainda por cima em jogos que são a tudo menos a feijões, se é que me faço entender. Apesar das trapalhadas, deve ser um gajo muito discreto, porque embora em constante desacerto ninguém dá por nada, ninguém comenta, ninguém critica, enfim depois de uma arbitragem má do Merck, fica tudo na santa paz do senhor. Se calhar não é bem mau, é só mauzinho…E todos nós sabemos que os nossos árbitros estão bem abaixo do nível mauzinho, não é verdade?

O vilão: Scolari. Capanga brasileiro armado em treinador. Mal chegou a Portugal (reconhecidamente considerado por tuti quanti como um paraíso futebolístico) tratou logo de por em causa a ordem estabelecida durante décadas a fio pelo Xerife, também conhecido pelo Papa, derivado do seu carácter extremamente justo, altruísta e caridoso. A partir dai o Xerife, demonstrando o outro lado do seu carácter férreo e determinado contra os meliantes desta e doutras vidas, perseguiu-o juntamente com os seus inúmeros acólitos, de forma inclemente e impiedosa e jurou por Nossa Senhora de Fátima, de quem é extremamente devoto, que só descansava quando acabasse com a sua raça! Parece que finalmente, depois de anos sucessivos de ambiente infernal e de vil tristeza vividos pela sua querida “seleçom”, e respectivos adeptos do Clube Portugal, o Xerife apanhou o Vilão a dar um passo em falso. Parece que foi lá para os lados de Alvalade na passada quarta-feira…Segue-se a expulsão do Paraíso tal e qual Eva no primórdio dos tempos…”Para a rua com esse cão danado e imundo, penso eu de que” terá dito o Xerife, para o Juiz Madail quando lhe telefonou a dar as boas novas…

Nota: Scolari errou. Castigue-se adequadamente. Daí a promover o auto de fé a que venho assistindo em plena praça pública vai uma grande diferença. Por favor, não sejamos mais papistas que o “Papa”!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Minuto 87...

E o culpado foi...o Ricardo, claro! Porque se lá estivesse o Quim defendia aquele remate feito lá do meio da rua e frouxo, estando o avançado sérvio completamente marcado pelo Paulo Ferreira, esse lateral esquerdo nato que foi só o melhor jogador em campo.
Destaco, ainda a Amelinha a.k.a. Maria Albertina, que conseguiu a proeza de acertar num poste quando qualquer nabo, como por exemplo um Hugo Almeida qualquer, mandava a redondinha lá para dentro e resolvia o jogo logo ali, ainda na primeira parte. Assim, conseguiu manter a incerteza no resultado contribuindo em muito para a emotividade do espectáculo, que culminou com o golo do empate aos... 87 minutos! Êxtase total...
Realço a conduta valente do Sargentão das nossas tropas, que terminou o jogo em beleza ao propiciar um momento de verdadeiro e digno fair-play e mais uma vez deu um grande exemplo de liderança...Belíssima atitude, sim senhoras!
Agora, para desanuviar um bocadinho o ambiente vou falar de brincadeirinha: foi só sensação minha ou estava-se mesmo a adivinhar a repetição da história do sábado passado? É que eu a partir do meio da segunda parte comecei a recear pelo minuto 87... e à medida que o cronometro se aproximava do minuto fatídico, mais esse receio se adensava, até porque os nossos clarividentes comentadores televisivos faziam questão de o recordar permanentemente. Quando vi aquela falta, palavra que tive cá um mau pressentimento...
Desta vez nem o Talismã nos valeu.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A nossa alcateia!

Eu sei que este blogue é fundamentalmente relativo ao Sporting. Eu sei que o “prato principal” será sempre o futebol jogado… Mas desculpem-me se não resisti à tentação de deixar aqui um momento arrepiante de patriotismo no desporto português.
E, meus amigos, a verdade é que mais do que o jogo da selecção de futebol de amanhã, estou ansioso que chegue sábado, para viver em directo mais uma experiência destas!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Estádio José "Talismã" Alvalade!

Portugal empatou no sábado contra a Polónia, depois de excelentes exibições dos homens que jogam isolados, tendo em vista o desenho táctico normalmente apresentado pela equipa de “todos nós”…
Não há problema, quarta-feira o jogo decorre MESMO em casa: no estádio Talismã e, apesar de “Labrecas”, "Anões" e “Amélias" provavelmente jogarem de início, a vitória, minhas senhoras e meus senhores, mais uma vez não fugirá!

sábado, 8 de setembro de 2007

Complexos...

Filipe Soares Franco, transpareceu para a Comunicação Social o desejo de que o Sporting atinja proximamente os cem mil associados. Discurso revelador de ambição e inconformismo face à perda que, ultimamente, o clube vem registando nesse aspecto. Estando completamente de acordo com esse intuito, julgo merecer de cada um de nós (consócios) mais um esforço no sentido de alcançar esse desígnio.
Acto contínuo, Luís Filipe Vieira, demonstrando os tiques que o caracteriza, contrapõe com os números habitualmente ridículos no quaisi oficial diário dos “burmelhos” como tão justamente se lhe refere PSN neste post do “Centúria Leonina” e que merece uma leitura atenta.
É caso para questionar: afinal quem é que anda a reboque de quem? Claro que a pergunta é meramente retórica, pois a resposta é conhecida desde sempre…
Entretanto, hoje a selecção nacional de futebol, cujos quatro extremos saíram todos da melhor escola de futebolistas do País e uma das melhores do mundo, inicia a fase do “mata, mata”, como menciona frequentemente o Sargentão. Mister, de uma vez por todas, deixe-se cá de complexos e assuma o claro favoritismo nestes decisivos jogos de qualificação para o Euro2008. Apesar de Polónia e Sérvia, serem adversários com valor, jogamos em casa (quarta-feira duplamente) e com o estatuto que a selecção conseguiu alcançar graças à qualidade dos jogadores que a integram, estes são jogos para vencer. Estou confiante.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

As “amadoras”!

Foto: site "mais futebol.pt"

E porque nem só de futebol vive o homem, é justo enaltecer a nossa selecção de basquetebol que para além do feito, já de si histórico, de ter conseguido o apuramento para a fase final do Campeonato da Europa da modalidade, avançou ontem para a 2.ª fase após uma brilhante vitória sobre a Letónia por 77-67! Com alguma sorte, é certo, pois ninguém contava com a vitória da Croácia sobre a super favorita Espanha (que não perdia à mais de dois anos), mas também com um enorme mérito! Por tudo o que já fizeram devemos, todos nós portugueses, estar orgulhosos desta selecção!
A verdade é que o desporto português, apesar de todas as carências e dificuldades que ainda prevalecem, vai dando mostras de evolução. Acho que está mais do que na altura de apostar na construção de infra-estruturas e dotar de condições mínimas as outras modalidades para além do futebol. Por uma questão de justiça, até porque os atletas dessas modalidades vêm provando o que valem e já fizeram mais do que o suficiente para merecer trabalhar com outras condições. À atenção do Sr. Laurentino Dias
Para além das vitórias individuais no atletismo, que vão surgindo com alguma frequência, é bom recordar os feitos que o voleibol tem vindo a protagonizar. Sem esquecer os novos valores do Judo e Triatlo ou, como exemplo acabado de grande superação, o feito incrível alcançado pela selecção nacional de râguebi: única selecção amadora a conseguir apurar-se para um Campeonato do Mundo! Domingo lá vou estar a torcer em frente ao televisor no jogo de estreia absoluta contra a Escócia, uma das mais tradicionais selecções do râguebi.
Finalmente, não posso deixar de mais uma vez exaltar os nossos basquetebolistas: parabéns rapazes e força Portugal!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Depois da casa arrombada...

…Trancas à porta! Saiu na passada 6.ª feira em D.R., dia 31 de Agosto de 2007, a Lei n.º 50/2007 que estabelece um novo regime de responsabilidade penal por comportamentos susceptíveis de afectar a verdade, a lealdade e a correcção da competição e do seu resultado na actividade desportiva.

Ena, que bom!

Agora pergunto eu: é impressão minha ou esta
Lei chega “ligeiramente” atrasada? Desculpem lá o eufemismo…

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Lances polémicos.


Bom, depois de mais uma jornada decorrida, apenas a terceira da Bwin Liga, é por demais evidente que mais que o nível futebolístico apresentado pelas equipes nela participantes, o que mais se tem evidenciado é o nível das arbitragens a que vimos assistindo: Péssimo.
Ironicamente surge agora um lance que na minha opinião é claro como a água (quando não está poluída como a arbitragem nacional), e que por isso mesmo deveria ser unânime, mas que afinal resulta em mais uma divisão gritante de opiniões. O lance a que me refiro surgiu aos 53 minutos do jogo de Alvalade, entre Sporting e Belenenses. Um penalty foi assinalado a um guarda-redes que por ter feito “barulho” aquando da saída de campo após justa expulsão, deu logo azo ao aproveitamento de gente que a mim não me parece honesta. E porquê? Porque querem alimentar polémica excusada de forma a beneficiar terceiros e fundamentalmente porque a parcialidade que apresentam nas apreciações que fazem é flagrante. A título de exemplo serve o que se passou no decorrer de apenas uma semana: a que findou ontem, domingo, dia 2 de Setembro de 2007.
É ridículo como lances semelhantes, são avaliados de forma totalmente distinta pela mesma pessoa. E o que é que levou tal figura a trocar uma opinião de forma tão radical num tão curto espaço de tempo? O cor do equipamento do clube potencialmente beneficiado…Porque os argumentos apresentados para os casos em concreto são tão risíveis que, se não fosse por isso, até roçavam o insulto a qualquer espectador com dois dedos de testa. E o que não há meio de mudar? A falta de vergonha e o descaramento desse senhor paineleiro. Se isto não é manha, então não sei o que lhe chamar…ao atraso de hoje que se transforma no corte de amanhã, segundo as conveniências desta “raposa velha” que já nos idos da década de 90, Carlos Queirós conhecia de ginjeira.
Outro comentarista há, que preza por cultivar ódios de estimação a alguns dos melhores treinadores cá da praça, sendo também conhecido por mestre relojoeiro, tal os “countdowns” que promove. Mas penso “eu de que” também deve ter outras aversões mais dissimuladas… Este, ao responder sobre a justeza de um resultado final de determinado jogo, numa semana afirma que a vitória da equipa da casa é justa porque APESAR do lance de que resulta o único golo ser IRREGULAR, a supremacia revelada durante a primeira parte da partida e o equilíbrio na segunda justifica a vitória. Já na semana imediatamente a seguir, considera que noutro determinado jogo, o clube da casa apesar de dominar o adversário na totalidade do encontro, não justifica a vitória porque beneficiou “indirectamente” de um suposto erro de arbitragem. Calhou que o clube justamente derrotado, (apesar de prejudicado) na 1.ª semana, ser exactamente o mesmo que ganhou segundo ele injustamente porque beneficiou de uma decisão arbitral errada, mesmo que tenha dominado o jogo inteiro, na semana seguinte. Dá para perceber a coerência destas posições? Pois…
São inconcebíveis estas atitudes e a manutenção do espaço de antena que, semana após semana, lhes permitem também não são facilmente compreensíveis.
Não seria muito mais pacífico e credível, que TVI e SIC convidassem alguém que, para além de não possuírem este tipo de pecadilhos, fosse invariavelmente mais íntegro e correcto nas apreciações que aventasse? Sinceramente, proveniente de Portugal acho difícil, porque a desconfiança de uns ou de outros iria prevalecer. A solução passaria, portanto, por “contratar” alguém fora de qualquer suspeita, isto é, que viesse do estrangeiro. Assim de repente lembro-me, por exemplo, de um ex-árbitro italiano prestigiadíssimo e que dá pelo nome de Collina. Esse de certeza que não é verde, azul ou encarnado desde pequenino! E tem a vantagem de perceber muito mais que os experts em arbitragem cá do sitio…

Adivinhem quem resolveu…


Sporting – 1
Belenenses – 0
À semelhança da última vez que se encontraram para decidir o vencedor da Taça de Portugal, na “festa” final da época passada, Sporting e Belenenses repetiram o resultado e, mais do que isso, protagonizaram um jogo em tudo parecido. Houve algumas novidades, claro, até porque como se afirma em futebolês, não existem dois jogos iguais…Mas as características mantiveram-se: jogo sempre com sinal mais por parte do Sporting, que atacava de forma contínua perante um Belenenses muito bem organizado defensivamente e à espreita de um ou outro contra-ataque perigoso.
De referir que a vitória foi inteiramente justa e apesar de não ter sido um jogo de “encher o olho” a verdade é que foi bastante intenso e disputado. O Sporting viu-se e desejou-se para conseguir levar de vencida o Belém que vendeu caro a derrota. Na 1.ª parte ainda chegou a assustar e respondeu com uma bola ao poste de Stojkovic, enviada por Rubem Amorim, aos lances de perigo que o Sporting ia criando.
A 2.ª parte fica marcada pelo lance capital do encontro que surgiu logo aos 53 minutos: Costinha comete um penalti do tamanho do planeta Júpiter sobre Liedson ao impedir que o avançado do Sporting concretizasse, já depois deste o ter ultrapassado com uma chapelada de grande valia técnica. Esteve bem Xistra ao assinalar a correspondente grande penalidade e a expulsar Costinha, pois o Levezinho encontrava-se isolado e perfeitamente enquadrado com a baliza. Paradoxalmente, o lance marca o jogo não pela consequência que teve no resultado final (Moutinho falha), mas porque veio acentuar definitivamente a pressão e o pendor ofensivo que o Sporting já exercia. Com mais um elemento, o Sporting apostou tudo no assalto à baliza do oponente e observou-se uma autêntica avalanche ofensiva que fazia adivinhar o golo, mas que, devido às suas fases de atabalhoamento, pareciam também justificar o seu adiamento. Perante a persistência do nulo, Paulo Bento fez entrar mais dois avançados, deixando a equipa a jogar com mais atacantes que defesas (4 contra 3). Tanta insistência acabou por ter o correspondente prémio com um golo de Liedson a responder com uma cabeçada para o fundo das redes a uma excelente iniciativa pela esquerda, seguida de um cruzamento perfeito de Vukcevic. É curioso que o golo surja poucos momentos após o início de um forcing de apoio vindo das bancadas, que com o final do jogo a aproximar-se pressentia o perigo eminente da perda de mais dois pontos… Nos últimos 10 minutos o Belenenses foi incapaz de responder e a equipe leonina ainda teve tempo de desperdiçar mais umas quantas oportunidades de descansar por completo a plateia! Não foi, Yannick?!
Quanto ao desempenho do árbitro e apesar de ter acertado nos lances de eventual polémica, foi ainda assim, pouco clarividente. Na 1.ª parte ainda se safou. Apenas errou nalguns lances sem importância, ao marcar faltas duvidosas em disputas no meio campo. Já na segunda, assim que o “Calor da noite” que caía em Alvalade se fez sentir e a tensão aumentou, desatou a fazer uns disparates incompreensíveis. O lance em que Vukcevic viu cartão amarelo é paradigmático, tendo beneficiado o infractor duplamente: assinalou a falta, cortando um contra-ataque perigoso, e perante a incompreensão do jogador mostrou-lhe amarelo sem qualquer tipo de contemplação. Interessante a interpretação que fez de um lance ocorrido ainda na 1.ª parte, que Costinha segura COM AS MÃOS, depois de um jogador azul ter, nitidamente, jogado a bola. Qual a diferença para o lance da semana passada ocorrido em “pleno” Estádio do Dragão e que acabou por definir o resultado? Eu digo: é que nenhum jogador do Sporting tocou ou dominou antes a bola, ao contrário de Postiga no domingo passado… De qualquer forma, mantendo a coerência com a Lei e com aquilo que escrevi na semana passada, penso que o árbitro ajuizou bem, pois não houve um passe deliberado para o guardião. O jogador da “Cruz de Cristo” apenas e só limitou-se a disputar um lance com um adversário. Não tem culpa de ter chegado primeiro! Estou agora curioso para ver e/ou ouvir as desculpas de alguns adeptos sobre este lance, mas mais ainda para auscultar as respectivas explicações de alguns "opinion makers" e "experts" em arbitragem…

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sorteio da Champions League


Está concluído o sorteio para a fase de grupos da edição 2007/08 da Champions League.
O Sporting Clube de Portugal calhou no Grupo F junto com Manchester United, AS Roma e Dínamo de Kiev. Este Grupo pode ser tudo menos F de fácil... Também quem é que nesta competição pode contar com facilidades?
De positivo devo desde já realçar a oportunidade de voltamos a ver, em pleno Estádio José de Alvalade, os meninos made in Academia: Nani e Cristiano Ronaldo, que representam o colosso inglês. Os outros dois adversários, apesar de menos cotados, apresentam-se também como complicados e o grau de dificuldade vai ser elevado. Prevejo bastante equilíbrio nos jogos a disputar.
De qualquer forma há que encarar esta "sorte" com coragem e convicção num desempenho melhor do que o conseguido no ano transacto. A experiência alcançada com os jogos da passada edição e a solidez defensiva que o Sporting apresenta, são para já, os argumentos mais fortes que apresenta e fazem-me acreditar numa participação positiva.
FORÇA SPORTING!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Os suspeitos do costume…

F. C. P. - 1 ; S.C.P. - 0
E pronto, a “nuance” acabou por surgir num lance mal analisado por Pedro Proença. Nesse lance, Polga corta a bola, tendo esta seguido na direcção de Stojkovic e este interpretado bem ao decidir agarrar o esférico com as mãos. A Lei proíbe atrasos intencionais ao guarda-redes, ora quem seguia com a bola era Postiga tendo Polga desarmado o avançado do F. C. Porto. Se nem sequer houve atraso, e sim um corte, reitero, não concebo a decisão arbitral. Ou melhor até percebo, faltou a tal “coragem” que ambos os técnicos pediram ao Sr. Pedro Proença, que perante o burburinho de publico e pressão de jogadores (do F. C. do Porto) resolveu, mal, aceder ao “pedido”.
De qualquer forma, notou-se na decisão que tomou, que Stojkovic, ainda não sabe em que Liga veio parar. É verdade que estes lances podem gerar sempre reacções da equipa que ataca com a intenção de ganhar um livre indirecto dentro da área. Lances que acarretam sempre muito perigo e uma excelente oportunidade de marcar. Por isso mesmo, o guarda-redes do Sporting foi ingénuo, poderia e deveria (como de resto admitiu Paulo Bento no final do encontro) ter despachado a bola com os pés, até porque teve muito tempo para isso. Estes são lances que se devem evitar, e não deixar ao critério da subjectividade de outrem, no caso, de um árbitro que ainda por cima já tinha dado mostras de protecção ao adversário, nomeadamente através do perdão de expulsões a entradas violentas de Quaresma sobre Miguel Veloso e de Pedro Emanuel sobre Derlei. Mais ainda, quando o adversário se chama F.C. do Porto e o jogo a decorrer no Dragão se apresentava cada vez mais complicado para a equipa da casa, dado o bom início de 2.ª parte do Sporting. A lição, cruel, terá sido aprendida com toda a certeza.
Quanto ao jogo em si, esperava mais do Sporting na primeira parte. Lá está, defensivamente a cumprir, raramente consegui sair com a bola jogável para o ataque, onde produziu muito pouco. A primeira meia hora foi nesse ponto de vista muito pobre e acabamos por ter sorte no lance de maior perigo: livre directo de Quaresma à Barra. Stojkovic pareceu-me mal colocado, um pouco adiantado viu a bola ir na sua direcção, mas mesmo assim deixou-a passar por cima. Depois disso, e apesar do domínio, a verdade é que também o Porto não criou muitos lances de arrepiar e foi um remate de longe de João Moutinho, já perto do intervalo, que criou maior “frissom”. Resta relembrar as punições disciplinares que Proença ou ajuizou mal (vermelho em vez do amarelo mostrado a Quaresma) ou que pura e simplesmente ignorou (entradas de Bosingwa a João Moutinho e de Pedro Emanuel a Derlei)…
A segunda parte, começou com uma atitude renovada, mais “mandona” e muito promissora do Sporting, a rematar com mais frequência e criando algumas oportunidades eminentes de golo. Até que, surge a jogada que fez o resultado…Depois do único golo da partida, só deu Sporting. O F. C. do Porto resguardou-se e o Sporting, numas fases melhor noutras nem tanto, nunca deixou de lutar e tentar alcançar pelo menos o empate, que seria, em meu entender e face ao produzido por F. C. Porto na 1.ª parte e Sporting na 2.ª, o resultado mais justo. O rasgo mais flagrante foi protagonizado por Derlei que isolado permitiu a defesa de Helton, desviando este suficientemente a bola a não permitir uma recarga efectiva de Yannick.
Quanto ao árbitro, Pedro Proença esteve infeliz. Teve um desempenho muito negativo, cuja acção teve influência directa na construção do resultado final. Só isso já seria grave, mas em caso de dúvida decidiu sempre a favor dos azuis, nomeadamente no capítulo disciplinar durante a primeira parte do encontro, onde a condescendência às entradas violentas dos jogadores da casa foi por demais evidente.
E foi assim, de forma enviesada e falsa, que terminou a sequência de 26 jogos oficiais consecutivos do Sporting sem perder e de 23 jogos invicto fora de portas…
Individualmente no Sporting não sobressaiu de forma evidente qualquer jogador, mas mesmo assim gostei essencialmente da garra que Moutinho sempre demonstrou e da entrada de Simon Vukcevic, que veio trazer outra dinâmica na frente de ataque do Sporting.
Stojkovic – Pareceu acusar alguma inquietação durante todo o jogo. Na primeira parte, deu nas vistas ao imitar Ricardo numa saída em falso a um cruzamento ao segundo poste e estava mal colocado no livre que embateu na barra. No segundo tempo teve pouco trabalho e poderia ter resolvido a contento - e evitado o livre indirecto dentro da área que resultou no golo -, afastando a bola para longe com os pés.
Abel – Perdeu e ganhou lances a Quaresma. Tendo mesmo anulado o virtuoso extremo na 2.ª parte. Curiosamente sentiu mais dificuldade com Tarik na primeira. Cumpriu. Saiu para a entrada de Pereirinha no “tudo ou nada” do Sporting.
Tonel – Bem na marcação a Lisandro e depois a Postiga, secou os avançados portistas, tendo ganho a maior parte dos lances aos seus adversários directos.
Polga – Esteve bem, apesar de menos exuberante que o habitual. Tentou sair algumas vezes para o ataque com a bola controlada. Também não hesitou em enviar “charutadas” quando era caso disso. Seguro.
Ronny – Apesar das dúvidas, a verdade é que Ronny não tem comprometido. Parece ganhar confiança e a melhorar o seu posicionamento defensivo a cada jogo que passa. Ontem efectuou alguns cortes com uma limpeza extraordinária quando lhe surgiram adversários pela frente com a bola dominada. Ofensivamente foi pouco participativo. Saiu na segunda parte já quando o Sporting perdia.
Miguel Veloso - Uma primeira parte apagada. Melhorou na segunda, onde esteve bem a recuperar e a lançar rapidamente a bola para os seus companheiros mais adiantados. Voltou a acertar quando arriscou nos passes longos.
Izmailov – Mais uma vez, mostrou uma boa entreajuda nas tarefas defensivas, mas mais uma vez também, não conseguiu ser influente na manobra ofensiva da equipa. Saiu, para dar lugar a Vukcevic.
João Moutinho – A garra de sempre. Foi um autêntico mártir tal a porrada com que o brindaram. Melhorou quando se deslocou para o lado direito após a saída de Izmailov, onde, definitivamente rende muito mais. Tentou o remate de longe e a verdade é que não teve muito longe de a acertar na baliza, principalmente num remate já na 2.ª parte que depois de tocar ligeiramente num defesa portista, saiu rente ao poste direito de Helton.
Romagnoli – Apareceu a espaços. Muito intermitente, foi no entanto dele uma das melhores jogadas do primeiro tempo, quando fugiu a Bosingwa e fez um cruzamento rasteiro muito perigoso que a "zaga" portista afastou para canto. Na segunda parte viu-se mais e teve algumas acções de classe que se revelaram no entanto infrutíferas.
Derlei - Lutou e correu, como é seu timbre. Mas participações efectivas só na segunda parte. Desperdiçou excelente ocasião quando, isolado na direita do ataque e já dentro da grande área, permitiu a defesa de Helton.
Liedson – A “carraça” de sempre. No entanto teve pouco inspirado, também pelo facto de não ter sido bem servido pelos colegas. Um remate frouxo de cabeça para defesa fácil e algumas boas combinações em iniciativas ofensivas. Mesmo assim pouco para um jogador como o nosso “levezinho”. Continua sem marcar a Helton…
Vukcevic – Entrou muito bem. Revolucionou o lado esquerdo do ataque leonino. Beneficiou por ter entrado na fase mais ofensiva do Sporting, sendo dos que mais contribuíram para que isso acontecesse através de boas iniciativas e centro tensos e bem executados. Bastante mais produtivo que o seu substituto: izmailov.
Pereirinha – Participativo. Desta vez pareceu menos desinibido. Talvez a necessidade de empatar lhe tenha aguçado o engenho.
Yannick – A vontade e a falta de objectividade do costume. Tentou dominar um bom centro, tenso, de Vukcevic, e deixou escapar a bola quando se impunha um remate de primeira.

sábado, 25 de agosto de 2007

Fim das Férias de Verão, sem stress…

Depois de um início fulgurante de campeonato contra a Académica, estamos na véspera de visitar o Dragão. Ora, esta visita surge numas condições que, a ser coerente com a verdade, nas últimas épocas não têm acontecido. Senão vejamos, o Sporting vai jogar à casa do F. C. Porto na condição de líder, embora com os mesmos pontos que o adversário, sendo que este último pormenor apenas acontece, muito por obra e graça de um "ciganito" que todos nós sabemos onde é que aprendeu a dar os pontapés na chincha. - Por falar nisso, rapaz, quando é que desopilas daí para fora? Não estaciones já os asnos…e vai proporcionar magia para outra freguesia…Não foi para isso que te criamos. E vê lá se te portas bem no próximo domingo…Adiante. - Que me recorde, pela primeira vez em muitos anos, este clássico não acontece com a obrigatoriedade da vitória dos “Leões”, sob pena de a não acontecer, o título passar a apresentar-se como uma longínqua miragem. Ora, este facto poderá ser convertido numa vantagem adicional por Paulo Bento, pois ajuda em muito a equipa do Sporting a encarar o jogo com maior…tranquilidade. Desde logo porque permite uma melhor gestão do encontro, isto é, levá-lo para a cadência que mais nos interessa e aproveitar que, desta feita, a “tensão” e a responsabilidade está maioritariamente do lado adversário. Pressão essa, aumentada exponencialmente devido ao facto de terem sido recentemente derrotados na Supertaça e na necessidade premente de corrigirem ou pelo menos evitarem que esse resultado se repita. Nota-se e sente-se perfeitamente esse sentimento nas declarações já proferidas pelo "Prof. JesuSex" (de sexagenário) nas conferencias de imprensa que antecedem o encontro. Evidentemente, é preciso que os jogadores do Sporting tenham sempre em mente a ambição e o querer de vencer o jogo! Mais ainda porque o adversário tem obviamente valor e é forte. Mas quanto a isso, os nossos miúdos e treinador já deram mostras suficientes.
Existe de qualquer forma, maior flexibilidade estratégica para o jogo que se aproxima e um resultado menos positivo não é catastrófico. À partida este é um dado que não pode ser negligenciado numa análise inicial ao jogo e o “ambiente psicológico” para a sua disputa é bem mais favorável e desanuviante para as nossas cores. Basta compará-lo com o jogo da época passada. O resultado, esse espera-se que seja o mesmo: vitoria leonina. Como é que se diz: Não há duas sem três? Mas é claro que há muitas nuances, e que um lance fortuito pode alterar tudo isto de um momento para o outro… Até porque já dizia o “outro” que a lógica no futebol é uma batata…A ver vamos se para o Prof. Sex à terceira é de vez…
É preciso notar ainda que a surgir a vitória, esta representa não só a permanência na liderança, mas muito mais importante do que isso nesta fase, permite um grande capital de confiança numa equipa que defensivamente apresenta-se já consolidada (apesar das faltas de concentração com a Académica, fruto de algumas facilidades inesperadas que o jogo e adversário permitiram) e ofensivamente começa a prometer. Mais, representa que o principal candidato à renovação do titulo, segundo a opinião geral e a especializada, é derrotado pelo Sporting, pela terceira vez em poucos meses (não esquecer a vitória no Dragão) e pela segunda no decorrer de poucos dias com a agravante desta ultima ocorrer no seu próprio estádio…Que repercussões isso trariam ao futuro próximo da Liga? Três pontos de desvantagem à segunda jornada, pouco…mas os danos provocados na confiança e auto-estima do F. C. Porto, possivelmente, muitos. A começar pela vaga de contestação ao homem que quase perdeu o passado campeonato…O Sr. Capitão Ferreira não deixou…
E se tivermos em conta que o título do ano passado, apesar de tudo, “também” resultou de um melhor arranque do FCP face aos rivais…
Por falar em rivais, contemplando ali para o outro, aquele que joga na outra banda da segunda circular, a bagunça - costumeira, diga-se de passagem - é tanta que me leva a, neste momento, confirmar os meus bons pressentimentos…para o provecto ano 101 do SCP!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Férias de Verão: "All I need is Love"

Regressado dumas, mais do que merecidas, prementes férias, muito há a referir na vida do meu Sporting. Desde logo constatar a conquista da Supertaça frente ao F. C. Porto. Quanto a isso, já muito se escreveu e repetiu, mas em todo o caso gostaria ainda de aqui lançar uma sugestão/desafio aos dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol: Meus Excelentíssimos Senhores porque é que, à semelhança do que os vossos tão estimados colegas da Liga Profissional fizeram com essa novel competição denominada por “Taça da Liga Carlsberg”, não arranjam um patrocinador para esta competição? Os bons exemplos merecem ser seguidos, ou não?
Dado o sucesso que o assunto suscitou na edição desta época, não seria má ideia começar por contactar umas marcas de dentífricos. Sempre eram mais uns trocados que se adicionavam para ajudar no pagamento do “devido” salário ao Filipão… E depois, convenhamos que “Supertaça Cândido de Oliveira Aquafresh White & Shine” é um nome nem mais nem menos horripilante que “Superliga Bwin” ou “Liga Vitalis”, apesar de… ligeiramente mais comprido, confesso. Mas já se sabe, conforme anda o futebol em Portugal, uns trocados a mais dão sempre muitíssimo jeito.
Para mim, esta conquista apenas constituiu o primeiro alvo sorriso e o primeiro troféu duma época em que deposito grandes expectativas. Áh! E a recordação de um tema musical dos saudosos “Beatles” já bem antiga, cujo título é mais ou menos assim: “All we need is my Love”… Se o título não estiver rigoroso, peço-vos encarecidamente desculpa pela minha, por vezes, selectiva memória. Fica a dica às claques do Sporting, essa malta que tanto gosta de cantorias e, por vezes, “desafinanços”…