Sporting Clube de Portugal - 4 ; Naval 1.º de Maio - 1Liedson
mais uma vez em destaque
Sporting Clube de Portugal - 4 ; Naval 1.º de Maio - 1Liedson
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Clube Desportivo Nacional - 0
Afinal os presentes ficaram em Roma. Oferecer dois golos num jogo da Champions League só pode dar mau resultado…Aquele 2.º golo então, nem sei como caracterizar. Não sei se foi ingenuidade, se pixotice, se os dois juntos com uma dose bem mais elevada deste ultimo ingrediente, tendo em vista a idade dos jogadores envolvidos. Abel esteve no melhor (a atacar) e no pior (a defender). Excelente a desmarcação e centro perfeito que origina o golo do Sporting, a valer o empate na altura, e a borrar a pintura aquando da monumental fífia no 2.º golo da Roma, calinada que deverá partilhar com Tonel que permite a Vucinic recuperar ângulo para o remate e, mais uma vez (depois da saída disparatada aos 14 minutos) de Tiago que poderia ter feito mais qualquer coisinha. Aliás foi definitivamente pela defesa, que se sentiu órfã sem o seu líder em campo (Polga), que o Sporting perdeu uma excelente oportunidade de quebrar a “mala pata” dos jogos em Itália. Depois do penalty (patético) desperdiçado pela A.S. Roma o Sporting parecia embalado para uma exibição segura e até atrevida. Estava a ser a melhor equipa e fazia-me sonhar com a vitória. Infelizmente, num ápice o sonho transformou-se numa realidade bem mais dura com a concretização de uma derrota amarga…



Espero que o pessoal que foi tão lesto a crucificar o Stoi depois da frangalhada contra o V. Setúbal, tenha agora o brio de reconhecer as suas boas defesas e a bela exibição de Kiev. Resumindo as incidências deste encontro, observou-se uma primeira parte frenética em que o Sporting entrou melhor até ter alcançado o primeiro tento por Tonel (com alguma felicidade). Depois o Dínamo reagiu e alcançou o empate merecidamente, depois de várias ameaças à permissiva e confusa defensiva leonina. Surge então o chamado momento Polga, concretizando em golo mais um lance de perigo que, diga-se em abono da verdade, o Sporting nunca deixou de construir. Atingíamos o intervalo em vantagem. O segundo tempo começou novamente com Sporting por cima e Yannick desperdiçou uma oferta de bandeja de Liedson (jogada recorrente na jovem promessa? Leonina) que podia antecipar o “fim” de tanta inquietação. O Dínamo aproveitou o falhanço e atacou insistentemente, mas agora de de forma menos incisiva e mais desorganizada e só em ressaltos levava perigo à baliza de Stojkovic. O tempo foi passando, o Sporting defendendo-se, por vezes atabalhoadamente.
Foi a vez de Vladimyr brilhar até a crença dos ucranianos começar a desvanecer. Polga, man of the match segundo a UEFA, e Stojkovic, por razões mais que óbvias destacaram-se de todos os outros jogadores leoninos. Nada de significativo a relatar sobre o árbitro francês, o que é abonatório do trabalho que efectuou.

Sport Lisboa e Benfica - 0
Sporting Clube de Portugal - 0
Pedro Henriques. Este foi o principal protagonista do derby! Costuma-se dizer que coisa gabada é coisa estragada, e depois do bom acolhimento à nomeação do árbitro de Lisboa, com muito elogio à mistura, nunca esta frase fez tanto sentido.
É triste quando se começa uma crónica a um jogo de futebol referindo-se ao (mau) trabalho do juiz da partida…E quando esse trabalho mancha de forma indelével e falseia de forma determinante o resultado final, a análise ao jogo propriamente dita passa a fazer pouco sentido.
Ficaram mais dois penaltys por marcar a favor do Sporting, aliás para se ser rigoroso um deles até foi marcado e de seguida desmarcado numa atitude incompreensível. Se Pedro Henriques interrompe o jogo para consultar o “liner” foi porque não tinha ele próprio observado o lance do 2.º penalty que Katsuranis cometeu no jogo de ontem. No mínimo tinha dúvidas, porque se tivesse a certeza seguia com o jogo. Ora se o seu auxiliar o informou de que o jogador do Benfica jogou com a mão dentro da área, são aliás perfeitamente perceptíveis as suas palavras nas imagens da TV e a convicção com que as profere, não se entende o porquê do volte-face e da sua decisão final. A não ser que naqueles casos só se aponte para a marca de grande penalidade se a bola embater na testa do defesa depois de um remate forte. Reparem que Katsuranis ajeita a bola com o braço depois de um lançamento de linha lateral com a bola a ir na sua direcção devagar, devagarinho…até bate no chão antes de a dominar…Enfim, a este ritmo de dois penaltys surripiados nos jogos efectuados fora de portas não há candidato ao titulo que se aguente…Por mais forte que seja. Este campeonato está inquinado, não tenho dúvidas disso, mas apesar de termos que lutar com uma frequência inusitada contra 14 adversários, ainda não atirei a toalha ao chão!
Quanto ao jogo, a supremacia do Sporting foi evidente em grande parte do jogo. Construiu oportunidades suficientes para justificar a vitória, mas mais uma vez ou por inépcia arbitral ou própria (Yannick no seu melhor…) ou ainda por mérito de Quim não se conseguiu. O Benfica ia contrariando essa tendência a espaços e apenas Rui Costa, num lance cortado por Abel e num remate de longe que Nuno Gomes desperdiçou no ressalto, provocou calafrios à defensiva leonina. E pronto, foi assim, mais uma vez envolto em polémica que o Sporting deixou de alcançar a vitória na Luz…No futebol, deve ser proibido fazerem-se estas desfeitas ao agrupamento de Carnide…
Para concluir gostava de fazer um pedido a Paulo Bento: devolve o Yannick p’rá Estação… Está mais que visto que para o Sporting, não serve.
Polga e Romagnoli, um a defender o outro a atacar foram excepcionais e mais uma vez confirmaram o grande momento que atravessam.
Quanto à arbitragem está tudo dito, anda errou disciplinarmente (novamente com prejuízo leonino) e nos descontos ao não assinalar mais um penalty sobre Adu, mas o jogo, esse, já estava estragado há muito tempo…