…Trancas à porta! Saiu na passada 6.ª feira em D.R., dia 31 de Agosto de 2007, a Lei n.º 50/2007 que estabelece um novo regime de responsabilidade penal por comportamentos susceptíveis de afectar a verdade, a lealdade e a correcção da competição e do seu resultado na actividade desportiva.
Ena, que bom!
Agora pergunto eu: é impressão minha ou esta Lei chega “ligeiramente” atrasada? Desculpem lá o eufemismo…
Bom, depois de mais uma jornada decorrida, apenas a terceira da Bwin Liga, é por demais evidente que mais que o nível futebolístico apresentado pelas equipes nela participantes, o que mais se tem evidenciado é o nível das arbitragens a que vimos assistindo: Péssimo. Ironicamente surge agora um lance que na minha opinião é claro como a água (quando não está poluída como a arbitragem nacional), e que por isso mesmo deveria ser unânime, mas que afinal resulta em mais uma divisão gritante de opiniões. O lance a que me refiro surgiu aos 53 minutos do jogo de Alvalade, entre Sporting e Belenenses. Um penalty foi assinalado a um guarda-redes que por ter feito “barulho” aquando da saída de campo após justa expulsão, deu logo azo ao aproveitamento de gente que a mim não me parece honesta. E porquê? Porque querem alimentar polémica excusada de forma a beneficiar terceiros e fundamentalmente porque a parcialidade que apresentam nas apreciações que fazem é flagrante. A título de exemplo serve o que se passou no decorrer de apenas uma semana: a que findou ontem, domingo, dia 2 de Setembro de 2007. É ridículo como lances semelhantes, são avaliados de forma totalmente distinta pela mesma pessoa. E o que é que levou tal figura a trocar uma opinião de forma tão radical num tão curto espaço de tempo? O cor do equipamento do clube potencialmente beneficiado…Porque os argumentos apresentados para os casos em concreto são tão risíveis que, se não fosse por isso, até roçavam o insulto a qualquer espectador com dois dedos de testa. E o que não há meio de mudar? A falta de vergonha e o descaramento desse senhor paineleiro. Se isto não é manha, então não sei o que lhe chamar…ao atraso de hoje que se transforma no corte de amanhã, segundo as conveniências desta “raposa velha” que já nos idos da década de 90, Carlos Queirós conhecia de ginjeira. Outro comentarista há, que preza por cultivar ódios de estimação a alguns dos melhores treinadores cá da praça, sendo também conhecido por mestre relojoeiro, tal os “countdowns” que promove. Mas penso “eu de que” também deve ter outras aversões mais dissimuladas… Este, ao responder sobre a justeza de um resultado final de determinado jogo, numa semana afirma que a vitória da equipa da casa é justa porque APESAR do lance de que resulta o único golo ser IRREGULAR, a supremacia revelada durante a primeira parte da partida e o equilíbrio na segunda justifica a vitória. Já na semana imediatamente a seguir, considera que noutro determinado jogo, o clube da casa apesar de dominar o adversário na totalidade do encontro, não justifica a vitória porque beneficiou “indirectamente” de um suposto erro de arbitragem. Calhou que o clube justamente derrotado, (apesar de prejudicado) na 1.ª semana, ser exactamente o mesmo que ganhou segundo ele injustamente porque beneficiou de uma decisão arbitral errada, mesmo que tenha dominado o jogo inteiro, na semana seguinte. Dá para perceber a coerência destas posições? Pois… São inconcebíveis estas atitudes e a manutenção do espaço de antena que, semana após semana, lhes permitem também não são facilmente compreensíveis. Não seria muito mais pacífico e credível, que TVI e SIC convidassem alguém que, para além de não possuírem este tipo de pecadilhos, fosse invariavelmente mais íntegro e correcto nas apreciações que aventasse? Sinceramente, proveniente de Portugal acho difícil, porque a desconfiança de uns ou de outros iria prevalecer. A solução passaria, portanto, por “contratar” alguém fora de qualquer suspeita, isto é, que viesse do estrangeiro. Assim de repente lembro-me, por exemplo, de um ex-árbitro italiano prestigiadíssimo e que dá pelo nome de Collina. Esse de certeza que não é verde, azul ou encarnado desde pequenino! E tem a vantagem de perceber muito mais que os experts em arbitragem cá do sitio…

Sporting – 1
Belenenses – 0 À semelhança da última vez que se encontraram para decidir o vencedor da Taça de Portugal, na “festa” final da época passada, Sporting e Belenenses repetiram o resultado e, mais do que isso, protagonizaram um jogo em tudo parecido. Houve algumas novidades, claro, até porque como se afirma em futebolês, não existem dois jogos iguais…Mas as características mantiveram-se: jogo sempre com sinal mais por parte do Sporting, que atacava de forma contínua perante um Belenenses muito bem organizado defensivamente e à espreita de um ou outro contra-ataque perigoso. De referir que a vitória foi inteiramente justa e apesar de não ter sido um jogo de “encher o olho” a verdade é que foi bastante intenso e disputado. O Sporting viu-se e desejou-se para conseguir levar de vencida o Belém que vendeu caro a derrota. Na 1.ª parte ainda chegou a assustar e respondeu com uma bola ao poste de Stojkovic, enviada por Rubem Amorim, aos lances de perigo que o Sporting ia criando. A 2.ª parte fica marcada pelo lance capital do encontro que surgiu logo aos 53 minutos: Costinha comete um penalti do tamanho do planeta Júpiter sobre Liedson ao impedir que o avançado do Sporting concretizasse, já depois deste o ter ultrapassado com uma chapelada de grande valia técnica. Esteve bem Xistra ao assinalar a correspondente grande penalidade e a expulsar Costinha, pois o Levezinho encontrava-se isolado e perfeitamente enquadrado com a baliza. Paradoxalmente, o lance marca o jogo não pela consequência que teve no resultado final (Moutinho falha), mas porque veio acentuar definitivamente a pressão e o pendor ofensivo que o Sporting já exercia. Com mais um elemento, o Sporting apostou tudo no assalto à baliza do oponente e observou-se uma autêntica avalanche ofensiva que fazia adivinhar o golo, mas que, devido às suas fases de atabalhoamento, pareciam também justificar o seu adiamento. Perante a persistência do nulo, Paulo Bento fez entrar mais dois avançados, deixando a equipa a jogar com mais atacantes que defesas (4 contra 3). Tanta insistência acabou por ter o correspondente prémio com um golo de Liedson a responder com uma cabeçada para o fundo das redes a uma excelente iniciativa pela esquerda, seguida de um cruzamento perfeito de Vukcevic. É curioso que o golo surja poucos momentos após o início de um forcing de apoio vindo das bancadas, que com o final do jogo a aproximar-se pressentia o perigo eminente da perda de mais dois pontos… Nos últimos 10 minutos o Belenenses foi incapaz de responder e a equipe leonina ainda teve tempo de desperdiçar mais umas quantas oportunidades de descansar por completo a plateia! Não foi, Yannick?! Quanto ao desempenho do árbitro e apesar de ter acertado nos lances de eventual polémica, foi ainda assim, pouco clarividente. Na 1.ª parte ainda se safou. Apenas errou nalguns lances sem importância, ao marcar faltas duvidosas em disputas no meio campo. Já na segunda, assim que o “Calor da noite” que caía em Alvalade se fez sentir e a tensão aumentou, desatou a fazer uns disparates incompreensíveis. O lance em que Vukcevic viu cartão amarelo é paradigmático, tendo beneficiado o infractor duplamente: assinalou a falta, cortando um contra-ataque perigoso, e perante a incompreensão do jogador mostrou-lhe amarelo sem qualquer tipo de contemplação. Interessante a interpretação que fez de um lance ocorrido ainda na 1.ª parte, que Costinha segura COM AS MÃOS, depois de um jogador azul ter, nitidamente, jogado a bola. Qual a diferença para o lance da semana passada ocorrido em “pleno” Estádio do Dragão e que acabou por definir o resultado? Eu digo: é que nenhum jogador do Sporting tocou ou dominou antes a bola, ao contrário de Postiga no domingo passado… De qualquer forma, mantendo a coerência com a Lei e com aquilo que escrevi na semana passada, penso que o árbitro ajuizou bem, pois não houve um passe deliberado para o guardião. O jogador da “Cruz de Cristo” apenas e só limitou-se a disputar um lance com um adversário. Não tem culpa de ter chegado primeiro! Estou agora curioso para ver e/ou ouvir as desculpas de alguns adeptos sobre este lance, mas mais ainda para auscultar as respectivas explicações de alguns "opinion makers" e "experts" em arbitragem…

Está concluído o sorteio para a fase de grupos da edição 2007/08 da Champions League.
O Sporting Clube de Portugal calhou no Grupo F junto com Manchester United, AS Roma e Dínamo de Kiev. Este Grupo pode ser tudo menos F de fácil... Também quem é que nesta competição pode contar com facilidades? De positivo devo desde já realçar a oportunidade de voltamos a ver, em pleno Estádio José de Alvalade, os meninos made in Academia: Nani e Cristiano Ronaldo, que representam o colosso inglês. Os outros dois adversários, apesar de menos cotados, apresentam-se também como complicados e o grau de dificuldade vai ser elevado. Prevejo bastante equilíbrio nos jogos a disputar. De qualquer forma há que encarar esta "sorte" com coragem e convicção num desempenho melhor do que o conseguido no ano transacto. A experiência alcançada com os jogos da passada edição e a solidez defensiva que o Sporting apresenta, são para já, os argumentos mais fortes que apresenta e fazem-me acreditar numa participação positiva. FORÇA SPORTING!
F. C. P. - 1 ; S.C.P. - 0 E pronto, a “nuance” acabou por surgir num lance mal analisado por Pedro Proença. Nesse lance, Polga corta a bola, tendo esta seguido na direcção de Stojkovic e este interpretado bem ao decidir agarrar o esférico com as mãos. A Lei proíbe atrasos intencionais ao guarda-redes, ora quem seguia com a bola era Postiga tendo Polga desarmado o avançado do F. C. Porto. Se nem sequer houve atraso, e sim um corte, reitero, não concebo a decisão arbitral. Ou melhor até percebo, faltou a tal “coragem” que ambos os técnicos pediram ao Sr. Pedro Proença, que perante o burburinho de publico e pressão de jogadores (do F. C. do Porto) resolveu, mal, aceder ao “pedido”. De qualquer forma, notou-se na decisão que tomou, que Stojkovic, ainda não sabe em que Liga veio parar. É verdade que estes lances podem gerar sempre reacções da equipa que ataca com a intenção de ganhar um livre indirecto dentro da área. Lances que acarretam sempre muito perigo e uma excelente oportunidade de marcar. Por isso mesmo, o guarda-redes do Sporting foi ingénuo, poderia e deveria (como de resto admitiu Paulo Bento no final do encontro) ter despachado a bola com os pés, até porque teve muito tempo para isso. Estes são lances que se devem evitar, e não deixar ao critério da subjectividade de outrem, no caso, de um árbitro que ainda por cima já tinha dado mostras de protecção ao adversário, nomeadamente através do perdão de expulsões a entradas violentas de Quaresma sobre Miguel Veloso e de Pedro Emanuel sobre Derlei. Mais ainda, quando o adversário se chama F.C. do Porto e o jogo a decorrer no Dragão se apresentava cada vez mais complicado para a equipa da casa, dado o bom início de 2.ª parte do Sporting. A lição, cruel, terá sido aprendida com toda a certeza. Quanto ao jogo em si, esperava mais do Sporting na primeira parte. Lá está, defensivamente a cumprir, raramente consegui sair com a bola jogável para o ataque, onde produziu muito pouco. A primeira meia hora foi nesse ponto de vista muito pobre e acabamos por ter sorte no lance de maior perigo: livre directo de Quaresma à Barra. Stojkovic pareceu-me mal colocado, um pouco adiantado viu a bola ir na sua direcção, mas mesmo assim deixou-a passar por cima. Depois disso, e apesar do domínio, a verdade é que também o Porto não criou muitos lances de arrepiar e foi um remate de longe de João Moutinho, já perto do intervalo, que criou maior “frissom”. Resta relembrar as punições disciplinares que Proença ou ajuizou mal (vermelho em vez do amarelo mostrado a Quaresma) ou que pura e simplesmente ignorou (entradas de Bosingwa a João Moutinho e de Pedro Emanuel a Derlei)… A segunda parte, começou com uma atitude renovada, mais “mandona” e muito promissora do Sporting, a rematar com mais frequência e criando algumas oportunidades eminentes de golo. Até que, surge a jogada que fez o resultado…Depois do único golo da partida, só deu Sporting. O F. C. do Porto resguardou-se e o Sporting, numas fases melhor noutras nem tanto, nunca deixou de lutar e tentar alcançar pelo menos o empate, que seria, em meu entender e face ao produzido por F. C. Porto na 1.ª parte e Sporting na 2.ª, o resultado mais justo. O rasgo mais flagrante foi protagonizado por Derlei que isolado permitiu a defesa de Helton, desviando este suficientemente a bola a não permitir uma recarga efectiva de Yannick. Quanto ao árbitro, Pedro Proença esteve infeliz. Teve um desempenho muito negativo, cuja acção teve influência directa na construção do resultado final. Só isso já seria grave, mas em caso de dúvida decidiu sempre a favor dos azuis, nomeadamente no capítulo disciplinar durante a primeira parte do encontro, onde a condescendência às entradas violentas dos jogadores da casa foi por demais evidente. E foi assim, de forma enviesada e falsa, que terminou a sequência de 26 jogos oficiais consecutivos do Sporting sem perder e de 23 jogos invicto fora de portas… Individualmente no Sporting não sobressaiu de forma evidente qualquer jogador, mas mesmo assim gostei essencialmente da garra que Moutinho sempre demonstrou e da entrada de Simon Vukcevic, que veio trazer outra dinâmica na frente de ataque do Sporting. Stojkovic – Pareceu acusar alguma inquietação durante todo o jogo. Na primeira parte, deu nas vistas ao imitar Ricardo numa saída em falso a um cruzamento ao segundo poste e estava mal colocado no livre que embateu na barra. No segundo tempo teve pouco trabalho e poderia ter resolvido a contento - e evitado o livre indirecto dentro da área que resultou no golo -, afastando a bola para longe com os pés. Abel – Perdeu e ganhou lances a Quaresma. Tendo mesmo anulado o virtuoso extremo na 2.ª parte. Curiosamente sentiu mais dificuldade com Tarik na primeira. Cumpriu. Saiu para a entrada de Pereirinha no “tudo ou nada” do Sporting. Tonel – Bem na marcação a Lisandro e depois a Postiga, secou os avançados portistas, tendo ganho a maior parte dos lances aos seus adversários directos. Polga – Esteve bem, apesar de menos exuberante que o habitual. Tentou sair algumas vezes para o ataque com a bola controlada. Também não hesitou em enviar “charutadas” quando era caso disso. Seguro. Ronny – Apesar das dúvidas, a verdade é que Ronny não tem comprometido. Parece ganhar confiança e a melhorar o seu posicionamento defensivo a cada jogo que passa. Ontem efectuou alguns cortes com uma limpeza extraordinária quando lhe surgiram adversários pela frente com a bola dominada. Ofensivamente foi pouco participativo. Saiu na segunda parte já quando o Sporting perdia. Miguel Veloso - Uma primeira parte apagada. Melhorou na segunda, onde esteve bem a recuperar e a lançar rapidamente a bola para os seus companheiros mais adiantados. Voltou a acertar quando arriscou nos passes longos. Izmailov – Mais uma vez, mostrou uma boa entreajuda nas tarefas defensivas, mas mais uma vez também, não conseguiu ser influente na manobra ofensiva da equipa. Saiu, para dar lugar a Vukcevic. João Moutinho – A garra de sempre. Foi um autêntico mártir tal a porrada com que o brindaram. Melhorou quando se deslocou para o lado direito após a saída de Izmailov, onde, definitivamente rende muito mais. Tentou o remate de longe e a verdade é que não teve muito longe de a acertar na baliza, principalmente num remate já na 2.ª parte que depois de tocar ligeiramente num defesa portista, saiu rente ao poste direito de Helton. Romagnoli – Apareceu a espaços. Muito intermitente, foi no entanto dele uma das melhores jogadas do primeiro tempo, quando fugiu a Bosingwa e fez um cruzamento rasteiro muito perigoso que a "zaga" portista afastou para canto. Na segunda parte viu-se mais e teve algumas acções de classe que se revelaram no entanto infrutíferas. Derlei - Lutou e correu, como é seu timbre. Mas participações efectivas só na segunda parte. Desperdiçou excelente ocasião quando, isolado na direita do ataque e já dentro da grande área, permitiu a defesa de Helton. Liedson – A “carraça” de sempre. No entanto teve pouco inspirado, também pelo facto de não ter sido bem servido pelos colegas. Um remate frouxo de cabeça para defesa fácil e algumas boas combinações em iniciativas ofensivas. Mesmo assim pouco para um jogador como o nosso “levezinho”. Continua sem marcar a Helton… Vukcevic – Entrou muito bem. Revolucionou o lado esquerdo do ataque leonino. Beneficiou por ter entrado na fase mais ofensiva do Sporting, sendo dos que mais contribuíram para que isso acontecesse através de boas iniciativas e centro tensos e bem executados. Bastante mais produtivo que o seu substituto: izmailov. Pereirinha – Participativo. Desta vez pareceu menos desinibido. Talvez a necessidade de empatar lhe tenha aguçado o engenho. Yannick – A vontade e a falta de objectividade do costume. Tentou dominar um bom centro, tenso, de Vukcevic, e deixou escapar a bola quando se impunha um remate de primeira.
Depois de um início fulgurante de campeonato contra a Académica, estamos na véspera de visitar o Dragão. Ora, esta visita surge numas condições que, a ser coerente com a verdade, nas últimas épocas não têm acontecido. Senão vejamos, o Sporting vai jogar à casa do F. C. Porto na condição de líder, embora com os mesmos pontos que o adversário, sendo que este último pormenor apenas acontece, muito por obra e graça de um "ciganito" que todos nós sabemos onde é que aprendeu a dar os pontapés na chincha. - Por falar nisso, rapaz, quando é que desopilas daí para fora? Não estaciones já os asnos…e vai proporcionar magia para outra freguesia…Não foi para isso que te criamos. E vê lá se te portas bem no próximo domingo…Adiante. - Que me recorde, pela primeira vez em muitos anos, este clássico não acontece com a obrigatoriedade da vitória dos “Leões”, sob pena de a não acontecer, o título passar a apresentar-se como uma longínqua miragem. Ora, este facto poderá ser convertido numa vantagem adicional por Paulo Bento, pois ajuda em muito a equipa do Sporting a encarar o jogo com maior…tranquilidade. Desde logo porque permite uma melhor gestão do encontro, isto é, levá-lo para a cadência que mais nos interessa e aproveitar que, desta feita, a “tensão” e a responsabilidade está maioritariamente do lado adversário. Pressão essa, aumentada exponencialmente devido ao facto de terem sido recentemente derrotados na Supertaça e na necessidade premente de corrigirem ou pelo menos evitarem que esse resultado se repita. Nota-se e sente-se perfeitamente esse sentimento nas declarações já proferidas pelo "Prof. JesuSex" (de sexagenário) nas conferencias de imprensa que antecedem o encontro. Evidentemente, é preciso que os jogadores do Sporting tenham sempre em mente a ambição e o querer de vencer o jogo! Mais ainda porque o adversário tem obviamente valor e é forte. Mas quanto a isso, os nossos miúdos e treinador já deram mostras suficientes. Existe de qualquer forma, maior flexibilidade estratégica para o jogo que se aproxima e um resultado menos positivo não é catastrófico. À partida este é um dado que não pode ser negligenciado numa análise inicial ao jogo e o “ambiente psicológico” para a sua disputa é bem mais favorável e desanuviante para as nossas cores. Basta compará-lo com o jogo da época passada. O resultado, esse espera-se que seja o mesmo: vitoria leonina. Como é que se diz: Não há duas sem três? Mas é claro que há muitas nuances, e que um lance fortuito pode alterar tudo isto de um momento para o outro… Até porque já dizia o “outro” que a lógica no futebol é uma batata…A ver vamos se para o Prof. Sex à terceira é de vez… É preciso notar ainda que a surgir a vitória, esta representa não só a permanência na liderança, mas muito mais importante do que isso nesta fase, permite um grande capital de confiança numa equipa que defensivamente apresenta-se já consolidada (apesar das faltas de concentração com a Académica, fruto de algumas facilidades inesperadas que o jogo e adversário permitiram) e ofensivamente começa a prometer. Mais, representa que o principal candidato à renovação do titulo, segundo a opinião geral e a especializada, é derrotado pelo Sporting, pela terceira vez em poucos meses (não esquecer a vitória no Dragão) e pela segunda no decorrer de poucos dias com a agravante desta ultima ocorrer no seu próprio estádio…Que repercussões isso trariam ao futuro próximo da Liga? Três pontos de desvantagem à segunda jornada, pouco…mas os danos provocados na confiança e auto-estima do F. C. Porto, possivelmente, muitos. A começar pela vaga de contestação ao homem que quase perdeu o passado campeonato…O Sr. Capitão Ferreira não deixou… E se tivermos em conta que o título do ano passado, apesar de tudo, “também” resultou de um melhor arranque do FCP face aos rivais… Por falar em rivais, contemplando ali para o outro, aquele que joga na outra banda da segunda circular, a bagunça - costumeira, diga-se de passagem - é tanta que me leva a, neste momento, confirmar os meus bons pressentimentos…para o provecto ano 101 do SCP!
Regressado dumas, mais do que merecidas, prementes férias, muito há a referir na vida do meu Sporting. Desde logo constatar a conquista da Supertaça frente ao F. C. Porto. Quanto a isso, já muito se escreveu e repetiu, mas em todo o caso gostaria ainda de aqui lançar uma sugestão/desafio aos dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol: Meus Excelentíssimos Senhores porque é que, à semelhança do que os vossos tão estimados colegas da Liga Profissional fizeram com essa novel competição denominada por “Taça da Liga Carlsberg”, não arranjam um patrocinador para esta competição? Os bons exemplos merecem ser seguidos, ou não? Dado o sucesso que o assunto suscitou na edição desta época, não seria má ideia começar por contactar umas marcas de dentífricos. Sempre eram mais uns trocados que se adicionavam para ajudar no pagamento do “devido” salário ao Filipão… E depois, convenhamos que “Supertaça Cândido de Oliveira Aquafresh White & Shine” é um nome nem mais nem menos horripilante que “Superliga Bwin” ou “Liga Vitalis”, apesar de… ligeiramente mais comprido, confesso. Mas já se sabe, conforme anda o futebol em Portugal, uns trocados a mais dão sempre muitíssimo jeito. Para mim, esta conquista apenas constituiu o primeiro alvo sorriso e o primeiro troféu duma época em que deposito grandes expectativas. Áh! E a recordação de um tema musical dos saudosos “Beatles” já bem antiga, cujo título é mais ou menos assim: “All we need is my Love”… Se o título não estiver rigoroso, peço-vos encarecidamente desculpa pela minha, por vezes, selectiva memória. Fica a dica às claques do Sporting, essa malta que tanto gosta de cantorias e, por vezes, “desafinanços”…
Completou-se recentemente o ano 101 do Sporting, o meu clube de eleição. Melhor dito: o meu clube do coração! Porque mais que escolher um clube, nasce-se de um clube e sente-se um clube. Para o resto da Vida. Também por isso, o meu destino confunde-se com o destino do Sporting, até porque quando vence transforma os meus momentos seguintes na mais pura alegria e, quando não o faz, deixa-me nostálgico das muitas horas felizes anteriormente vividas, mas também esperançoso nos tempos de vitória que inevitavelmente irão surgir! Com essa crença, aguardei pacientemente que passasse o dia 1 de Julho de 2007, para dar inicio à aventura deste Blogue. Não sei explicar o motivo, mas se estou convicto da magia que o Sporting exerce, também confio no sortilégio que normalmente se associa às capicuas e neste caso, ao ano 101 que o Sporting nessa data completou. As intuições não se explicam, não é verdade? Que seja um ano histórico, é o que espero. Desejo que o horóscopo deste número traga ao Sporting mais felicidade e que, lido de trás para diante ou de diante para trás, o veredicto final seja incontornavelmente o mesmo, confirmando cada vez mais neste início do segundo século de vida o lema que este grandioso clube sustenta desde a sua fundação: “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”