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domingo, 23 de agosto de 2009

Never ending story...

PB: Até quando em Alvalade? (foto: record)


Descrença.

Foi esse o meu sentimento dominante neste domingo.

Nunca antes me senti tão pessimista relativamente ao SCP. Ao ponto de resistir, durante todo o dia, em postar ou dar as minhas voltas costumeiras pela blogosfera leonina. Até agora.

Confesso que senti e ainda sinto necessidade de me afastar e recuperar força anímica.

Até quarta-feira, conhecendo-me como conheço, estarei pronto para o que a sorte de Florença ditar. Mas, na verdade, começo a notar que já não sinto a mesma excitação e esperança com a proximidade do 'seguinte' jogo do Sporting... O tal que servirá definitiva e irremediável como ponto de viragem.

Foi até aqui que este Sporting 'foreveriano' de Bento me trouxe. À descrença num futuro próximo melhor.
NOTA: Para acentuar o negrume do fim-de-semana, a Naide voltou a falhar as medalhas por uma unha... negra!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pessimismo

Ao colocar-me nesta posição: um optimista inveterado a pronunciar-se sobre o pessimismo entranhado no universo leonino, o mais certo é dar barraca. Admito que me falta experiência e saber para desempenhar tal papel, mas, se outros desempenham funções bem mais importantes com resultados sofríveis e vêem o respectivo comando hierárquico aclamarem-nos com termos elogiosos e promissores “forever’s”, resolvi arriscar.

O Empenho

Uma das críticas actualmente mais proferidas e/ou lidas pelos sportinguistas diz respeito à falta de empenho patenteada pelos jogadores do Sporting Clube de Portugal (SCP). Sinceramente, não considero que haja falta de empenho nem na esmagadora maioria dos jogadores do SCP, nem, já agora, na sua equipe técnica. Os jogadores correm, esforçam-se, quando não estão na posse da bola procuram-na, não se limitam a ver os adversários trocá-la pacificamente. O problema é a permanente e deficiente colocação da equipa, correm muito, mas correm mal e quando recuperam a bola, por mérito da pressão realizada ou após conclusão da jogada atacante da equipa adversária, o SCP não sabe o que fazer à bola…


A táctica

Os jogadores e a disposição que assumem no rectângulo de jogo, enquanto na posse da bola, parece transformá-los em autênticos bonecos de matraquilhos. Curiosamente até os dois auto-golos que se conseguiram nos três jogos oficiais realizados reflectem bem essa imagem do jogo do pingolim! Chamem-lhe desadaptação táctica, dinâmica, estratégica, o que quiserem, mas a realidade do futebol ofensivo leonino é a de que ninguém se desmarca, raramente aparece alguém a dar apoio ao colega, é raro o movimento de combinação colectiva. O futebol é feito aos repelões e por iniciativas individuais. Oportunidades de golo, essas, são mais raras de aparecer que o lince ibérico na serra da Malcata. Porquê? Estou convicto de que nem Paulo Bento (PB) o consegue, verdadeiramente, compreender, muto menos explicar…

Resumindo, noto muita gente a afirmar que o futebol do SCP é mais do mesmo… Mas não é. Hoje em dia, com a perda da solidez defensiva e as cada vez maiores dificuldades em criar lances de perigo, o SCP é o pior da era ‘Foreveriana’. Repare-se que um dos méritos que se atribuía a PB era a superior organização defensiva da equipa que orienta(va), mas, de há uns tempos para cá, é raro o SCP passar noventa minutos sem sofrer golos, muitas deles com repetição de erros que já têm barbas da cor do cabelo do nosso presidente. Já lá vão quatro anos e meio de PB e o futebol do SCP está, indubitavelmente, doente. E com tendência para piorar. Nisto concordo com o meu amigo LT, que defende que a cura deste mal terá mesmo que ser radical. Talvez seja mesmo, que me lembre e no que à qualidade de jogo diz respeito, o pior SCP de sempre.


O Contágio

Para piorar, os nossos dirigentes (JEB, Pedro Barbosa) diagnosticaram mal o sentimento que perpassa na nação leonina. Dizem que a depressão resulta das (inúmeras) contratações adversárias ou, precisamente, da sua ausência no sentido de enriquecimento do nosso plantel. Erro crasso que nos irrita e diminui… A depressão redunda em ver aquela-espécie-de-futebol praticado pela equipa do nosso coração. Somem-lhe as lições de sportinguismo na Comunicação Social de alguns sportinguistas e outros comentaristas, paineleiros e quejandos (forever alinhados com o poder), a falta de ambição de alguns, o manifesto conformismo de outros, os erros de discurso e atitude, e temos o caldinho entornado.

Desta forma, estranho seria, que o divisionismo e o pessimismo não dominasse as hostes no reino do Leão… Esse sentimento resulta do que nos entra violentamente e sem pedir licença, pelos olhos adentro. Uma situação que nos impele a desviar o olhar… Só um grande amor ao Sporting vence tamanha repulsa e não permite que o abandonemos, jamais!


O futuro

O futuro? Nestas circunstâncias resume-se ao próximo jogo… Cliché típico do futebol, mas que não deixa de ter a sua ponta de verdade. Com um cenário destes, com o péssimo futebol revelado, a inconsistência defensiva, a ausência de golos, a notória falta de confiança de jogadores, treinadores e adeptos, as estatísticas que apontam para seis jogos seguidos sem vitórias e, nos três oficiais, sem ninguém do nosso lado a marcar golos, o historial negativo das eliminatórias anteriores contra equipas transalpinas, digam-me, por favor, porque é que raio eu, ainda assim, estou convencido de que hoje o SCP vai dar uma cabazada numa Fiorentina, equipa italiana, representativa do futebol mais cínico e capaz de explorar as fraquezas alheias com uma efectividade mortífera?

Já afirmava Pascal que o “Amor tem razões que a própria razão desconhece”!

Eu não avisei que a minha prelecção de pessimismo ia dar barraca?…

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PB continua a fazer história no SCP...

É verdade. Hoje não vencemos, pela primeira vez, um adversário holandês em casa, cedendo o primeiro empate.
Entramos muito mal e logo no primeiro minuto Caneira permite todo o tempo e espaço do mundo ao extremo direito adversário que não se fez rogado e centrou com muito perigo… Estava dado o mote para a primeira quinzena de minutos.

No entanto, a sorte do jogo, ofereceu de bandeja uma oportunidade única ao SCP: penalty e expulsão do guarda-redes adversário, num erro defensivo bem aproveitado por Postiga. Mas, desta vez, fomos nós que viramos a cara à sorte e esta, com tantas desfeitas, nunca mais nos voltou a dar novos ensejos… A primeira parte terminava sem golos, apesar de algumas ocasiões leoninas…

A segunda, iniciou-se sem grande fulgor e, com o tempo e o desvio de Miguel Veloso (melhor leão em campo), o futebol do Sporting tornou-se ainda mais confuso e trapalhão, sem conseguiu perfurar a defesa do Twente. Nessa altura apenas rematávamos à baliza de longe… Sem acerto ou convicção. A entrada de Pereirinha e de Yannick veio desanuviar um pouco o jogo mastigado do SCP que com o jogo a correr para o fim e o notório cansaço dos holandeses, conseguiu criar mais algumas (insuficientes) dificuldade a Mihailov… Ainda assim, o melhor em campo. O minuto 23 anunciou aquele que viria a revelar-se decisivo…

Não vamos cair no erro de apontar o dedo ao árbitro ou à fortuna... Porque não começamos ou acabamos o jogo a perder, por manifesta influência do factor 'Damas' na primeira parte e por pura aselhice do avançado do Twente no último lance do jogo...

Paulo Bento foi igual a si próprio, mas, ainda assim, não se conseguem entender duas situações que, confesso, me causaram perplexidade:

1.ª) Quantos penaltys mais é preciso Moutinho falhar? O especialista em bolas paradas que se contratou, porque é que não executa um único desses lances???

2.ª) Miguel Veloso foi um autêntico herói. Não se concebe a primeira alteração de PB ao retirar do meio campo o elemento mais esclarecido e o único em que ainda se depositava confiança para desequilibrar. Ao mover MV para a lateral esquerda o SCP deixou de ter CLARIVIDÊNCIA naquela zona nevrálgica do terreno. Um erro (mais um) repetido... Lembram-se da segunda parte do jogo da época passada em Camp Nou?

E agora? Agora, continuamos a depender de nós próprios. ‘Basta’ que, para a semana, o SCP apresente uma qualidade futebolística que ainda não revelou nesta época…

A palavra final para o que de melhor se presenciou hoje no Estádio: os mais de 37.000 Leões presentes que mereciam outra retribuição da equipa que apoiaram incessantemente.

domingo, 12 de julho de 2009

Anti - Climax

Foto: site SCP


Nottingham Forest - 1 ; Sporting – 0



Ontem em Albufeira, assistimos ao primeiro jogo do SCP da época 2009/10. É certo que se tratou de um jogo de preparação, que, por acaso, até valia um troféu que falhamos pela terceira vez na terceira tentativa: 0% de eficácia… Perante aquilo que vi, as minhas conclusões não podem ser optimistas. Porquê? Porque foi mais um jogo típico desta equipa de Paulo Bento. O sistema e a táctica utilizadas foram à PB. A qualidade idem... Ou seja de uma pobreza franciscana, ou, melhor dito, ‘bentiana’... É incrível como logo no primeiro jogo da época, depois de tantos dias de jejum de bola, oiça comentários de outros adeptos sportinguistas a afirmar algo que eu, só por pudor, fui incapaz de repetir durante o visionamento deste jogo: "o futebol do SCP é um aborrecimento"; "se estivesse em casa já estava a dormir", etc, etc...

Gostava de acreditar em melhorias nas próximas duas semanas, antes de disputar o jogo da primeira pré-eliminatória da Champions League, mas está difícil. Oxalá me engane e finalmente se note mais fio de jogo no SCP que, desde há demasiado tempo para cá, é normalmente feito aos repelões e sem fluência nenhuma... Como é isto possível quando o treinador e os jogadores são praticamente os mesmos há três ou quatro épocas seguidas? Mantenho a dúvida, mas vou-me preparando para algumas certezas... Resta-me observar como é que se apresentam os outros dois grandes e que, continuando a jogar mal, continuando com o losango, continuando com adaptações, continuando com teimosias, o SCP consiga ganhar... Parece um contra-senso, mas somos assim mesmo, os adeptos de futebol!

Mas ontem, o pior de tudo, é que tivemos uma anti-propaganda para a renovação / aquisição de Game Boxes... Muita malta que andava esquecida, recordou-se, após este encontro, do pobre futebol que esta equipa leonina produz... Assim, convenhamos, que é difícil.

E o que dizer do adversário? Que o Forest é um clube histórico (bi-campeão europeu), tudo muito bem. Mas essas equipas históricas do Forest acabaram há trinta anos! Depois disso foram mais as épocas de torpor que outra coisa. Na última década e meia então, nem o escalão principal de Inglaterra o Forest tem conseguido alcançar. Uma equipa fraquinha que em qualquer circunstância o SCP tinha obrigação de ganhar sem dificuldades. Mas esse conceito 'ganhar sem dificuldades' não existe no vocabulário Bentiano. É mesmo desanimador como o SCP não conseguiu fazer um único golo em 90 minutos de jogo ao 19.º classificado da 2.ª divisão inglesa... E as desculpas da pré-temporada não servem, até porque o Forest tem menos dias de preparação e pareceu com melhor ligação!

Os destaques individuais vão para a surpresa de ver Miguel ‘Vaidoso’ com garra. Esteve bastante melhor ao contrário de Roca que esteve bastante mais... pesado, ooops.. Perdão, parado. Miguel, o empenho demonstrado será pelo adversário ser inglês? Nas laterais confirmei o meu pessimismo com a agravante do Pedro Silva ter perdido nas férias o pico de forma e confiança que apresentava no fim da época passada... Mesmo assim dos quatro que se viram, o André marques consegui ser o menos mau. Carriço confirma-se como o melhor central a anos-luz. Gostei de Pereirinha na primeira e do Moutinho na segunda parte, porque na esquerda é para esquecer. Quanto à principal e única atracão, diria que o chileno Matias possui bom toque de bola, boa capacidade de passe, mas em 45 minutos não conseguiu para mostrar muito...

Segue-se o Feyenoord. Para a semana há mais... do mesmo? Pois…

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Bay… Bay

Paulo Bento. Mais um record de Paulo Bento. É triste, mas este homem consegue sempre estragar tudo. É perturbador como acerta uma no cravo e, logo a seguir, outra na ferradura. Com a agravante de que os cravos são muito pouco vistosos quando comparados com as horríveis, ferrugentas e deformadas ferraduras! Tem sido assim o consulado de Paulo Bento no Sporting e parece que vai ser assim até ao fim… Sem que se vislumbre qual o fim para este Sporting de Paulo Bento.

Custa-me ser tão crítico para com o treinador do Sporting, mas, parafraseando Jorge Jesus (não se ponham com ideias que o facto de aparecer este nome é mera coincidência), ele não dá hipótese, ele não deixa… É impossível evitar, quando ele é o principal responsável por esta autentica vergonha que aconteceu esta noite em Alvalade. Porra! Se era para fazer esta figura, mais valia ter ficado pela fase de grupos da Champions! Manchou-se o nome e a honra do Clube, manchou-se o nome do País…

É inconcebível, mudar uma defesa inteira, num jogo em que se defrontava, ‘só’ uma das equipes mais fortes da velha Europa, com um dos historiais mais recheados de êxitos. Resumindo: um dos (poucos) clubes com direito a serem designados por COLOSSOS DA EUROPA!

É curioso que eu, que não passo de treinador de bancada, se tivesse que tirar algum elemento da defesa, seria, sem pestanejar, o único que Paulo Bento manteve: Polga. Pior, não nos aconteceria, de certeza. Mas, não satisfeito com isso, muda também no meio campo, colocando um ridículo ‘pipi’, que nem para a Liga portuguesa é satisfatório, quanto mais para uma Champions League! Preterindo Pereirinha e, escandalosamente, Vuk!... E trocando as posições de Moutinho e Izmailov. Por falar em Pereirinha, é de realçar o estranho comportamento de Bruno. Quando a equipa está bem, transcende-se, se entra com a equipa em dificuldades, consegue fazer ainda pior que os outros. Hoje, na direita, em vez de uma (já habitual), tivemos duas baratas tontas, sem saber qual das duas a pior.

Pronto! Assim se esfumou, numa segunda parte de pesadelo, a moral e a motivação conseguidas numa muito boa prestação durante a segunda parte contra o benfica! Depois disto, é caso para dizer, que só ganhamos aos…coxos lá da rua…

Curiosamente, a primeira parte deste jogo até começou com ascendente do Sporting, que com infelicidade não conseguiu inaugurar o marcador. Mas, em vésperas de intervalo, uma perda de bola junto à área do Bayern origina o início do Bay-bay Champions, através dum Bay-bay-é-deixá-lo-ir Ribery… Depois foi o massacre…num descalabro total, onde ninguém conseguiu passar ileso naqueles segundos 45 minutos de Inferno.

Bom, fico-me por aqui. Vou carpir a dor, a vergonha, a angustia para a solidão do meu quarto. Só espero não ter muitos pesadelos… É que amanhã e sexta-feira são dias de muito trabalho para as minhas bandas e vou ter que render… nos dois dias! Não se pode amolecer, como alguns se dão ao luxo de fazer…

Para o sábado, olhem…Seja o que Deus quiser…Com sorte o capitão Ferreira deixa-nos empatar com um golo marcado com a mão, ou assinala um atraso ao frangueiro do Helton. Haja sorte e juízo na cabeça do nosso, vamos lá ver como direi… Mister… É isso!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Silêncio! Que vai jogar o Sporting!...

Silencio na 'politica'. Ru(g)ído no Estádio...
Estou muito curioso por observar a reacção da equipa leonina no jogo de hoje. Como sempre espero uma vitória, claro! Mais ainda jogando em casa, apesar de o oponente ser uma excelente equipa, como o Marítimo e que, convém não esquecer, ainda recentemente empatou no Dragão, extorquindo dois pontos à equipa da casa…

Isto, porque após o anúncio de Filipe Soares Franco, não faltou quem afirmasse que o timing do anuncio, poderia prejudicar a equipa e o seu desempenho.

Sinceramente, acredito que não! Primeiro porque ainda confio no profissionalismo dos jogadores do Sporting. Depois, porque precisamente uma das qualidades que reconheço em Paulo Bento é a motivação e união que consegue imprimir à equipa nas horas mais complicadas.

Aguardemos, pois!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A minha visão do derby

'Sidnei antecipa-se a Postiga...' (foto: site maisfutebol)
Benfica - 2 ; Sporting Clube de Portugal - 0

Eficácia… Esta palavra, mais do que resumir, explica o resultado do derby do passado sábado à noite.

O Sporting esteve bem melhor durante a primeira parte e, no período em que foi superior ao adversário, não soube concretizar as oportunidades de que dispôs. Já o Benfica, na sua fase de ascendência e quando o jogo se prestava para caminhar para uma espécie de limbo, soube transformar em golos, dois dos poucos lances de verdadeiro perigo para as redes de Rui Patrício.

Ideias fortes a retirar deste jogo:

- Boa entrada do Sporting, desta feita com uma atitude consentânea com os pergaminhos do clube. Nada a dizer neste aspecto.

- Desperdício de oportunidades claras, com uma perdida incrível de Yannick logo aos 50 segundos de jogo. Tendência que seria copiada pelo colega de ataque (aqui com mérito também de Quim) e que se manteria pelo resto da primeira parte…

- Entrada de Katsoranis ao intervalo, permitindo ao Benfica equilibrar o meio campo e, consequentemente, o controle da bola e iniciativa do jogo na segunda parte.

- Lance individual de Reyes que tira um "coelho da cartola" e transforma uma jogada aparentemente inofensiva (nasce de um lançamento lateral), num golo de excelente execução. Rui Patrício com uma boa estirada não conseguiu deter o remate, colocadíssimo.

- Má reacção do Sporting ao golo sofrido, com a agravante de permitir o segundo cinco minutos depois e o sentenciar da partida… Em lance de bola parada…

- Vitória justa da equipa da casa, pelo que conseguiu fazer nos segundos quarenta e cinco minutos.

Para finalizar, há que reconhecer que Flores foi mais expedito que Bento, mexeu quando se impunha e contribuiu decisivamente para a vitória a partir do banco. Mais uma vez, Paulo Bento reagiu tarde, tendo apenas como atenuante a falta de soluções no banco para alterar o rumo dos acontecimentos da segunda parte. Como o jogo parecia controlado, não arriscou em “agitar as águas”. Esteve particularmente mal ao trocar (já a perder) de avançado, colocando Derlei e retirando Postiga que estava a ser bem mais perigoso que o desatinado Yannick… Repetiu o erro de Barcelona, quando apostou, na minha opinião, em manter o avançado errado.

No Sporting, destaco o bom jogo de Miguel Veloso, sobretudo no primeiro tempo, e a segurança de Rui Patrício (apesar dos golos sofridos). Mal estiveram Abel na segunda parte e Romagnoli que com aquele futebol desgarrado e miudinho tarda em convencer.
Boa, foi a arbitragem de Duarte Gomes.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Estado de Alma 9 - Futebol ou telenovela?




Leia aqui a crónica desta semana publicada ontem no Sporting Planeta Portugal. Um Portal de cariz leonino cada vez mais a ter em conta, até porque, agora, com um conceito completamente revolucionário, junta o útil ao agradável! Algo que promete fazer furor por toda a comunidade sportinguista. Curioso(a)? Para saber tudo basta seguir este link. Visite, leia com muita atenção e adira… Vai ver que não se vai arrepender!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Nas calmas

Mais um golo de Postiga (foto: site SCP)


SPORTING - 2 ; C.F. 'OS BELENENSES' - 0

Vitória fácil, sobre um adversário, o Clube de Futebol “Os Belenenses, muito dócil. O ideal para retomar a senda das vitórias e aumentar a distancia, neste inicio da Liga Sagres. Para já face, ao F. C. do Porto. Hoje vamos seguir atentamente o desenrolar dos acontecimentos do adversário da próxima jornada, o qual, para manter a distancia para um Sporting na liderança, terá obrigatoriamente que vencer. A escorregar o atraso poderá ser de 6 ou mesmo 7 pontos ao fim da terceira jornada… E o derby está já aí…

Estes são os dados nesta segunda-feira, o dia seguinte, que afinal só o será efectivamente na 3.ª feira, porque para além de Paços de Ferreira – Benfica, falta ainda disputar o Vitória de Guimarães – Nacional… Sinais dos tempos, dirão alguns… Peculiaridades à portuguesa, afirmarei eu!

Quanto ao jogo em si, não há realmente muita história para contar. Vitória fácil, tranquila, que nunca esteve verdadeiramente em causa. Convém no entanto realçar que, o primeiro golo leonino resulta de um lance discutível. De difícil julgamento, uma vez que as imagens televisivas não permitem a visualização de toda a largura do campo e dos respectivos intervenientes, nomeadamente de um segundo defesa do “Belém”, que aparece na imagem televisiva simultaneamente com o remate certeiro de Postiga. É pois, especulativo afirmar, com toda a certeza, que o golo resulta de posição irregular…

Depois do golo sofrido, o Belém ainda esboçou uma reacção sem efeitos práticos. A segunda parte começou com o 2.º golo do Sporting. Postiga foi mais uma vez decisivo ao ser derrubado na área belenense. Penalty convertido por Romagnoli a matar o jogo e a fixar o resultado final em 2- 0.

De mais significativo tem que se registar o pleno de pontos conquistados na Liga Sagres, a lesão de Izmailov ainda no decorrer da primeira parte e a sequela da “never ending story” - parte II, protagonizada por Simon Vukcevic e Paulo Bento já depois do jogo concluído. Papel de figurante nesta rábula parece ser o que a SAD leonina desempenha, cujo guião há muito deixou escapar...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sem História...

"O Pior e o melhor de hoje no Sporting" (fotos: site mais futebol)


F.C. Barcelona- 3 ; Sporting Clube de Portugal - 1


A sorte não faltou e também não vale a pena falar do francês e especular se na ‘outra’ área um ligeiro toque igual ao que Abel deu em Eto’o seria sancionado da mesma forma. O Barcelona ganhou clara e justamente. Jogou melhor que o SCP em quase todo o encontro. Marcou três golos e falhou ainda algumas oportunidades claras. O Sporting não correspondeu às aspirações que os seus adeptos legitimamente tinham. Faltou muito Sporting para um Barça apenas regular. Tem que se afirmar categoricamente e sem qualquer tipo de constrangimentos, que a entrada em jogo do SCP voltou a ser má. Não foi aquela que se esperava e exigia. Faltou sangue na guelra, faltou mais chispa e o meio campo foi muito macio a defender e pouco incisivo no ataque. Parece-me existir um equívoco na disposição das peças do losango leonino. Roca encostado à direita não fecha, dá muitos espaços aos adversários e não pega no jogo quando o Sporting recupera a posse da bola. Moutinho, fica um pouco limitado na sua acção com tanta preocupação defensiva e também revelou durante a primeira parte algumas falhas de posicionamento. Já Romagnoli esteve ao seu nível habitual, completamente ausente e com pouco nervo. Apenas Izmailov se mostrava determinado a cumprir (bem) o seu papel. Já se sabe, quando o meio campo não funciona difícil se torna para os avançados entrar em jogo convenientemente. Yannick ainda tentou fazer algo, mas a Derlei ninguém deu por ele em campo. Resumindo, esta primeira parte revelou um SCP com um meio campo completamente inócuo que não defendia e que só quando se viu em desvantagem tentou atacar.

Resultado lisonjeiro para o Sporting ao intervalo. Urgiam alterações: fazer entrar Miguel Veloso retirando o ausente Romagnoli e reordenar aquele meio campo. Mas, onde as alterações teriam que ser significativas, era ao nível da atitude.

De facto, o início da segunda parte foi muito melhor. Com o prejuízo no marcador, o Sporting ganhou coragem, ganhou qualidade de passe e começou a jogar de igual para igual com os anfitriões. Foi uma boa fase do jogo com ambas as equipas a tentar o golo. Até que um lance aparentemente perdido resulta num penalty algo forçado, que me custa a aceitar. Indiferente a eventuais polémicas, Samuel Eto’o enganou Patrício e não perdoou… Dois a zero.

A partir daqui Paulo Bento resolveu mexer na equipa. Tarde. Conforme foquei anteriormente as alterações deveriam ter sido feitas ao intervalo. Sai Yannick, entra Postiga, fica Derlei. Aceita-se, mas eu teria optado por retirar antes um Derlei muito apagado!

Com a entrada de Miguel Veloso e com o golo de um Tonel sempre oportuno na área adversária, o Sporting cresceu a olhos vistos e chegou a colocar os nervos em franja na assistência de Camp Nou… O ânimo dos jogadores catalães também sofreu um revés e as primeiras demonstrações de que o ambiente por aqueles bandas não abunda em confiança, logo se fizeram notar…

Mas, um erro de apreciação de Paulo Bento deitou tudo a perder. É incrível como uma substituição do S.C.P. acaba com todas as veleidades que poderia ter em conseguir algo de positivo neste jogo. Bento podia tentar tudo, menos retirar Miguel Veloso da posição que tão bem desempenhava. Diria mesmo que era expressamente proibido desviar o trinco da sua posição. Reparem que esta substituição constituiu o maior tónico para um Barça que cada vez mais acusava a subida dos leões. A partir desse momento, nunca mais o Sporting conseguiu pegar no jogo como o fizera ao longo do segundo tempo, voltando o Barça a desenvolver o seu ataque conforme quis. Os catalães voltavam a ameaçar e o terceiro golo chegou mesmo, e com ele o jogo ficou (oficialmente) resolvido.

E foi este, o filme de mais um desafio inglório do Sporting Clube de Portugal na Champions League. Ao fim da primeira jornada, a primeira derrota e a ultima posição no grupo C da Champions. Daqui para a frente só podemos melhorar! De qualquer forma nada se alterou com este resultado, pois vencer o Basileia na próxima jornada é fundamental para discutir com o Shakthar Donetsk o acesso aos oitavos-de-final da competição.

Acabo com um lugar comum, mas que faz todo o sentido escrever nesta altura (não podemos desanimar). Vamos levantar cabeça e concentrar a atenção na Liga Sagres. Vem aí o Belém e há que conquistar os três pontinhos…

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Um desafio que não à meio de desempatar…


Relativamente ao assunto da ordem do dia, escrevia à (quase) dois meses atrás isto: “Urge, a bem de todos, mas principalmente da qualidade do plantel e do ambiente no balneário do Sporting, que se ultrapasse este impasse.”

Eu, que já não “vou muito à bola” com novelas, confesso que esta começa a provocar-me um particular enjoo.


"Vuk na CL 07/08 - Para quando o regresso em 'pleno'?"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Irritações

As ‘modas’ são uma coisa que me irrita solenemente. Uma que está agora em voga nos comentários e opiniões da enorme maioria de adeptos e sócios do Sporting é bater sempre nos mesmos ceguinhos, independentemente do que esses ‘desgraçados’ produzam em determinado jogo. E se esse jogo corre mal, é um ver se te avias… São os chamados ‘bodes expiatórios’. E se no ano passado um dos mais mal amados era o menino Pontus (já despachado para o País do sol da meia-noite), que jogando mal, assim-assim ou bem, levava sempre nas orelhas, este ano temos três ‘cabeçudos’ à escolha. A saber: Ronny (um antigo habitue nestas andanças, por acaso até tem uma cabeça bem grossa…), Rodrigo Tiui e Pedro Silva…

Naquele famigerado jogo da passada 4.ª feira, nenhum dos três esteve sequer razoável, mas pergunto eu, com excepção do Pedro Silva, que esteve particularmente desastroso, não houve durante essa primeira parte outros jogadores leoninos que estiveram bem piores que Ronny ou Tiui? Não foi, meninos Fábio, Miguel e Bruno? A faixa direita leonina, responsável pelos 5 (cinco!) golos sofridos em 37 minutos, foi um autentico passador e aqui o único responsável não pode ser apenas o Pedrocas…

E o que dizer dos meninos Marco e Anderson?

E do menino Paulo, que é mais velhinho e já devia ter idade para ter juízo?

Com excepção do Rui, que não teve culpa nenhuma das maldades que os colegas lhe andaram a fazer durante 45 minutos e do menino russo (nem sequer foi por ter marcado um excelente golo), a atitude dos restantes foi uma verdadeira miséria…

E olhem que devíamos pedir maior responsabilidade e demonstrar legitima preocupação com aqueles que tem estatuto de titulares… Porque são esses que irão travar, com muito maior frequência, as batalhas que se perspectivam…

Nota de rodapé: falta o Hélder… Desse não digo nada porque não o vi em campo…

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Small Talk

1 – No elevador do prédio ontem à noite, pré Bernabéu:


Eu, para quebrar o silêncio constrangedor, típico destas situações - ‘Atão’, este ano, o nosso Sporting ganha o campeonato?

Vizinho (teenager de 14 anos) – Oh, se ‘ELES’ deixarem…

Eu - Pois…


2 – No café em frente, hoje de manhã:

Dono do café (Adulto com 40 e tal anos, leão dos sete costados) – Porra pá! Viu aquela vergonha de primeira parte ontem?

Eu, realmente MUITO envergonhado – O que eu vi, foi uma cambada de ‘deslumbrados’ a contemplar as vedettes

Dono do café – O quê? A culpa é do Paulo Bento! Começa a jogar com 7 suplentes num torneio daqueles!?

Eu – Pois…

domingo, 24 de agosto de 2008

Prometedor…

" Yannick - Ninguém o pára!"
Depois da conquista da Supertaça Cândido de Oliveira no arranque da época (a 7.ª do historial do Sporting), seguiu-se, ontem, o início da longa maratona que a Liga Sagres 2008/09 promete ser… Uma longa maratona de asneiras arbitrais que, para inicio de temporada teve em comum, nos jogos oficiais já realizados, um claro prejudicado por decisões erradas dos senhores (?) do apito! Mas já lá vamos…

Para já, prefiro enaltecer a boa prestação, em termos globais, que a equipa do Sporting apresentou, quer no jogo do pretérito fim-de-semana, a valer mais um título conquistado aos comandados do altivo professor Jesualdo, quer ontem em Alvalade defronte o estreante Trofense, que apesar disso, é bom notar, apresenta um plantel repleto de jogadores com tarimba de primeira divisão. Dois jogos onde a vitória foi alcançada com toda a justiça aliadas com períodos de bom futebol!

Mas, de todos os leões que participaram nestes dois jogos, há dois atletas que se evidenciaram e que se num passado recente foram alvo de criticas e desconfianças, hoje merecem ser justa e devidamente reconhecidos. E porque eu fui um dos críticos e sou (ainda) um dos desconfiados, faço aqui o meu mea culpa a Yannick e a Rui Patrício. Do primeiro, os golos falam por si: foi o herói da Supertaça, sendo o único, de entre os 27 futebolistas que participaram naquele importante e decisivo encontro, que conseguiu concretizar as diversas oportunidade de golo criadas. Ontem, proporcionou-nos mais um momento mágico com a obtenção do terceiro golo do Sporting, à Madjer! Rui Patrício teve uma segunda parte soberba no princípio de noite Algarvia, e se Yannick foi o único a conseguir marcar nessa noite, também o deve ao desiderato do colega da baliza, que defendeu, inclusivamente um penalty de Lucho Gonzalez. Ontem, Rui Patrício não conseguiu repetir o feito e sofreu pela primeira vez um golo de penalty em jogos oficiais (antes tinha defendido três: o primeiro dos quais logo na sua estreia frente ao Marítimo, no Funchal). De qualquer forma, a minha desconfiança prende-se com o facto de Yannick continuar a falhar recepções e passes fáceis com muita regularidade. Aspecto que ainda pode e vai, com certeza, melhorar. Acredito que o possa fazer, pois tem evoluído muito desde que se resolveu satisfatoriamente o problema da(s) hérnia(s). Rui Patrício ainda tem um saldo negativo entre boas e paupérrimas exibições e no início do jogo da Supertaça ainda se lhe notaram algumas tremedeiras. Melhorar o jogo de pés é essencial. Aparenta mais confiança, confirmando no campo as afirmações que vem proferindo na comunicação social. Ontem mostrou mais autoridade na intercepção de cruzamentos e/ou saídos dos postes. Aqueles segundos 45 minutos da Supertaça poderão constituir o tónico de que necessitava para encarrilar definitivamente. Para bem dele e do Sporting, assim o espero!

Mas, apesar das vitórias, este início de época está longe de me deixar ultra confiante. É que continuam a notar-se jogadas de bastidores estranhas como o caso do atraso do CD da FPF na aplicação do castigo a Pedro Silva, que na prático, pode resultar em 2 jogos impedido de ser utilizado... Para além disso o critério das arbitragens continua imperceptível. Aproveitando ainda como exemplo o lance da expulsão do Pedro Silva por protestos, note-se que não mais vi repetida noutros jogadores de clube rivais, bem mais contestatários (cebolas e afins)… E mais preocupante ainda é a inqualificável dualidade nas questões disciplinares (vide caso Polga vs Grunho Alves no jogo da Supertaça) e, precisamente, a média de 1 penalty inventado por jogo contra o Sporting…

Dois penaltys assinalados pelos assistentes, que quer Xistra quer Baptista não hesitaram em acatar (ao cuidado do capitão Henriques)…

Ora, no primeiro desses lances, Marco Caneira disputou, claramente, a bola com a cabeça tendo-lhe acertado mal e só posteriormente esta ressaltaria para o seu braço esquerdo. Onde é que há aqui intenção de cortar a bola com a mão? Este é dos tais penaltys que só se marcam contra o Sporting…

Ontem Polga, arriscou um corte quando o Zé do Gol se isolava, opção extemporânea face ao que o placard apresentava, diga-se de passagem, e fez falta clara. Bem expulso, o Estádio ficou no entanto incrédulo quando um dos assistentes indicou que a falta teria ocorrido dentro da área e o zarolho do Baptista o acompanhou na decisão! Incrível, como se transforma um lance ocorrido a mais de dois/ três metros da grande área em penalty… Será que ainda não acabou a estação parva?

Pois é, já se iniciou a tal Maratona… E acreditem que não me refiro aquela prova que encerrava os Jogos Olímpicos de Pequim neste domingo.

Duas notas:

Primeira – Esteve muito bem Paulo Bento na flash interview, ao mostrar preocupação com o rumo que as arbitragens levam… Chega de sermos anjinhos, comer e calar, nunca mais! E não é por se terem vencido os jogos que se deve obstar de criticar más arbitragens. Nestes casos, com erros tão flagrantes, deve-se sempre denunciá-los, independentemente do resultado do jogo!

Segunda – Não sei, se são os jornalistas que definem quem fala no fim dos jogos, nomeadamente na flash interview televisiva. Mas a bem da saúde mental dos sócios e adeptos leoninos a SAD que faça uma de duas coisas. Escolha outro jogador do Sporting, que não João Moutinho, para comentar. Não podendo proceder desta forma, informe este seu profissional para se escusar a responder à já enjoativa pergunta acerca da sua eventual saída do clube…

Finalmente e face ao eco que registei na caixa de comentários, gostaria de acrescentar o seguinte ao pessoal frequentador cá do tasco: amigos, tenham paciência, eu sei que a conquista da Supertaça merecia um post exclusivo e num tom no mínimo épico, mas devo ser dos poucos, para não dizer único, bloggers do mundo sem Internet em casa, com todos os imponderáveis que isso acarreta, principalmente quando se está de férias e não se tem acesso à Internet “à borliú” do emprego e o computador da Associação de que faço parte meteu, também ele, umas “férias”. Estas forçadas… Cumprimentos a todos!

terça-feira, 22 de julho de 2008

O primeiro desafio de Paulo Bento

"O Incrível Vuk em acção"


Ou muito me engano ou temos outro problema armado. Fico na expectativa de como irá Paulo Bento resolver, desta feita, o ‘caso’ Vukcevic… É notório e já indisfarçável, que o jogador leonino não se encontra satisfeito, sendo que este seu estado de espírito já se arrasta desde a época passada. Urge, a bem de todos, mas principalmente da qualidade do plantel e do ambiente no balneário do Sporting, que se ultrapasse este impasse. A corda parece que já começou a esticar e pressente-se nova teimosia de parte a parte…

Depois de MAL resolvidos, tendo em consideração a qualidade futebolística que garantiam, os ‘casos’ Carlos Martins e Stoykovic, ai tem Paulo Bento mais um desafio interno pela frente. Está na hora de provar que sabe lidar com jogadores de personalidades diferentes. Gerir um plantel com sucesso também passa, e muito, por ai: compreender que nem todos têm o mesmo feitio e que, por isso mesmo, o tratamento terá que ser diferenciado. Sempre com as ‘regras’ essenciais bem definidas e com a sua aplicação dotada de sensibilidade e bom senso. È necessário pragmatismo e para que esse utilitarismo se alcance, exige-se flexibilidade na liderança sem nunca perder a respeitabilidade. Certo que este equilíbrio não é fácil de estabelecer e só os lideres verdadeiramente natos o conseguem…

De uma vez por todas, há que definir as coisas. Quer-se homogeneizar o plantel segundo a qualidade que se exige a um clube da dimensão do Sporting Clube de Portugal ou segundo a compatibilidade de personalidade entre futebolistas e treinador principal? É lógico que nem sempre, ou mesmo muito dificilmente se conseguem ambas, o que seria o ideal, não só porque os planteis são extensos mas essencialmente porque o leque de recrutamento, face à disponibilidade financeira que o SCP apresenta, é escasso de forma a garantir essas duas ‘situações’ em simultâneo. Dito de outra forma; vamos encher o plantel de Tiagos? Medianos e bons rapazes? Ou também há espaço para outros mais difíceis de lidar mas (garantidamente) de qualidade acima da média?

Parece-me que se começa a identificar aqui alguns traços de incompatibilidade entre Paulo Bento, enquanto treinador de futebol, e algumas características que os seus pupilos (não) deverão possuir: a impulsividade (que à partida e na dose certa é uma virtude e nunca um defeito) é, indiscutivelmente, uma delas… Paulo Bento não sabe lidar com a impulsividade de alguns atletas. Convém não confundir um ser humano impulsivo com um ser humano sem carácter! Liedson já em tempos se descaiu: a Academia de Alcochete não é propriamente nenhuma… digamos, Academia Militar. Julgo ser vantajoso haver espaço de debate no quotidiano de trabalho dos ‘leões’ e não existir apenas obediência cega ao ‘General’…

Segundo consta, desta vez Paulo Bento fez-se auxiliar de Pedro Barbosa, no sentido de conseguir dar a volta a esta situação de forma satisfatória. Agiu bem, envolve os dirigentes, resguarda-se, não se desgasta mais perante o atleta, mantém-se um pouco à distância enquanto Barbosa dá explicações e tenta domar o arrebatamento de Vuk! Com as posições menos extremadas aproxima-se novamente, reata o normal relacionamento com o seu pupilo, com inteligência, de forma a ganhar mais um cúmplice nas lutas que se avizinham. Será que é assim tão difícil? Também neste capítulo está mais que na altura de Paulo Bento evoluir. De dar a volta a este texto de forma positiva. Será que à terceira é de vez? Ou, pelo contrário, não há duas sem três?

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Um Bom fim-de-semana!

Não, não estou atrasado a manifestar “o” desejo mais repetido das sextas-feiras.

É mais uma constatação, “à posteriori”, dos acontecimentos mais significativos nos dois dias que antecedem a jorna de hoje, correspondente ao início de mais uma semana de labuta: com um titulo alcançado (futsal), a consolidação do 2.º lugar, um dos famosos objectivos do “mister” Bento, e o promissor futuro que os nossos juniores garantem (futebol). Neste ultimo caso, foi curiosa a repetição do triunfo alcançado no último minuto em Matosinhos, após vitória sobre o Benfica nas mesmas circunstâncias... Cheira-me a estrelinha de campeão…

Dos três acontecimentos, que na verdade ocorreram todos ontem, o que maior prazer me deu foi, sem dúvida, a conquista da 2.ª Taça de Portugal pelos comandados de Paulo Fernandes. Não foi só, por constituir a conquista de mais um troféu para o nosso vasto Museu, mas mais por uma sucessão de razões que, a nível pessoal, me dizem muito:

1.ª) Aquilo foi MESMO um espectáculo. Com golos bonitos (O 1.º de Alex é monumental), emoção e com festa rija no final!
2.ª) Ocorreu na Guarda. Ou seja, numa zona do Interior do País que, raramente, pode apreciar uma equipa do Sporting, seja em que modalidade for… Quantas anos são necessários para que cidades espalhadas por esse Portugal fora - e apenas me restrinjo a capitais de distrito, para não avançar muito – tenham o privilégio de poder apreciar ao VIVO os exemplos de Sportinguismo que ontem tive o prazer de assistir via TV? Em dia da Mãe, foi especialmente enternecedor observar uma senhora, já de idade avançada e com o cachecol do Sporting aos ombros, chorar de emoção…

Agora que se fala tanto em crise de Sportinguismo, não seria esta, uma forma de manter mais viva a chama leonina? Levar equipas das diversas modalidades do SCP a zonas mais longínquas de Lisboa. Se não puder ser em competição, já seria certamente compensador que nos defesos ou paragens dessas competições se pudesse aproximar o Sporting dos seus adeptos alentejanos, beirões ou transmontanos. Eu sei que a organização das competições não passa por decisões que envolvam o SCP, mas quando ouvi durante a transmissão de que era a ultima vez que a final da Taça de Portugal em Futsal iria ocorrer no formato “final Four” deixou-se pensativo e já nostálgico…

Nunca me esquecerei da Taça de Portugal em andebol que o Sporting conquistou no velhinho pavilhão Afonso de Paiva em Castelo Branco, há mais de 20 anos…

"Bibi e Café festejam conquista"

sexta-feira, 28 de março de 2008

Nem besta nem bestial


Na semana pós perda de um dos objectivos que tanto apregoa, logo aquele que se afigurava de mais fácil conquista, Paulo Bento resolveu dar ontem uma entrevista à RTPn, onde, no seu decorrer, desvelou alguns pormenores e explicações mas, sem grandes surpresas ou novidades... Revelou o mesmo discurso (pré-formatado?) e as mesmas virtudes e defeitos que já lhe conhecíamos.


A questão que se coloca é que não se está a julgar o carácter de Paulo Bento e sim a sua capacidade tecnico-tactica que lhe permita continuar a liderar a equipa profissional do Sporting Clube de Portugal. E para isso, explicações não bastam. Já nem sequer peço exibições, já só peço resultados (leia-se títulos)! Caro Mister, ganhe lá a Taça de Portugal e a Taça UEFA que depois falamos.


Mas a mensagem que mais retive - por se antever perigosa - e que ficou subentendida, é que parece ser o próprio a definir no fim da presente época se pretende ou não continuar… Preocupante, quer para os defensores quer para os detractores de PB, mas principalmente para o Sporting…

"PB - Que futuro?"

domingo, 23 de março de 2008

Acabou...

É com mágoa que o afirmo, mas não há mais margem de manobra de Paulo Bento no Sporting…

Não por ter perdido a final de ontem no Estádio Algarve. Mas pela maneira como a perdeu. Uma lástima. Não se viu um pingo de dignidade, de brilho, e, sobretudo, um golpe de asa vindo do banco capaz de alterar o rumo que o encontro levava. Foi também por aí que se perdeu. E perdeu-se um título que tínhamos a obrigação histórica de conquistar. Ontem não foi só o Sporting que pela 4.ª vez numa só época, inadmissivelmente não conseguiu ganhar ao Vitória de Setúbal. Foi Paulo Bento que pela 4.ª vez (!) levou um enorme banho táctico de Carlos Carvalhal. Sem contemplações… Sem margem para quaisquer desculpas!

De quem é a responsabilidade de nem sequer saber ou conseguir, vai dar no mesmo, motivar os seus jogadores para uma final como aquela que ontem o Sporting disputava no Estádio do Algarve?

De quem é a responsabilidade, repito, de nas substituições limitar-se a fazer troca por troca, em vez de arriscar TUDO em prol da vitória? Não se alterou o esquema táctico, não se alterou uma peça que fosse, rigorosamente nada! Pareceu, a quem não conhecesse os regulamentos da Taça da Liga, que se estava a poupar nas substituições em caso de prolongamento. Uma das três que tinha à disposição ficou por fazer. As outras duas foram tardias e inócuas.

E aquela postura apática no banco de suplentes, que imagem é que transparece para os seus jogadores e adeptos? Parece que anda a fazer frete…Acabem-lhe definitivamente com o encargo…

Exigia-se aos jogadores do Sporting, no mínimo, esforço, dedicação, devoção, em vez disso deram-nos exactamente o oposto do que representam estes adjectivos. Dar tudo numa final e tentar ganhar é obrigatório, depois se o conseguem ou não já é outra conversa. Mas, será que tentaram atingir a glória? Não dei por isso…

O que andaram a fazer Romagnoli ou Izmailov durante 90 minutos? O russo só chegou ao fim, para falhar a grande penalidade decisiva, porque de resto não se deu por ele….

Miguel Veloso não é uma sombra do que foi, é um autêntico fantasma angustiado e angustiante, uma nódoa! Abel jogou pavorosamente e Grimi esteve pouco melhor. Polga ainda tentou, mais na 1.ª parte, sair com a bola e empurrar os companheiros para a frente, mas, definitivamente, não é nenhum prodígio técnico e, convenhamos, não pode ser um dos defesas centrais a construir o jogo ofensivo da equipa. Tonel apenas se mostrou regular e com as charutadas habituais. Salvaram-se os do costume, Moutinho, que perde influencia no jogo da equipa quando descai para um dos vértices do losango, Liedson que nunca deixa de lutar mesmo quando a bola não lhe chega nas condições que mereceria. Uns lampejos de Vukcevic, também mal servido, boa entrada de Pereirinha, talvez o jogador mais confiante actualmente naquele plantel, a não justificar a opção de Paulo Bento em não o colocar desde inicio e pior, fazendo-o entrar muito tarde. Adrien esteve pouco tempo em campo, mas mesmo assim mostrou mais vontade que Veloso. Rui Patrício defendeu um penalty, Eduardo defendeu três… À atenção de Scolari que parece apreciar muito estas qualidades em guarda-redes.

Por falar em penaltys, confirma-se que é coisa que os jogadores leoninos não sabem fazer, e nesse capítulo demonstraram coerência com os números que apresentam… Mesmo os dois que entraram foram “Rés-vés Campo de Ourique”, como se costuma dizer. E depois, ainda temos que suportar os lastimosos e humilhantes comentários, em tom jocoso, dos jornalistas do canal 1 da RTP… “Este também já falhou“A seguir é Liedson, será que tem treinado a sua marcação?” Pelos vistos, não tinha!

Ficou bem vincada, aliás, a diferença na convicção com que os pontapés da marca de grande penalidade foram transformados entre os jogadores das duas equipas. Estou convencido de que antes da sua marcação já estávamos arrumados… Talvez, também por isso, os jogadores do Setúbal com o aproximar do final da partida e a manutenção do nulo no resultado, tivessem apostado nessa estratégia para vencer a final…

Mais uma vez, quem escolhe os jogadores que devem concretizar os penaltys deverá assumir a responsabilidade… E há uma coisa tremendamente estranha, que é ver Vukcevic, que até remata com força e colocado, ficar sempre de fora dos eleitos…

Em conclusão, não posso deixar de dar os parabéns ao Vitória de Setúbal, que mostrou ser uma verdadeira equipa, com os jogadores melhores colocados no campo, jogou com as suas armas, apostou nitidamente e a partir de certa altura nos penaltys e mereceu, até pelo que fez anteriormente ao jogo decisivo de ontem, conquistar esta competição.

Desculpem-me o tom amargurado, mas não aguento mais… Não dá mais para defender ESTE Paulo Bento… e a deplorável época que levamos. Erros que custavam pontos eram sucessivos, os de ontem custaram-nos um TÍTULO. Não há garra, querer ou AMBIÇÃO. Ontem batemos no fundo, e, para ser sincero, Deus queira que me engane, mas já não acredito que algo de positivo seja alcançado… Antevejo negras nuvens que se adensam no horizonte…

Neste momento, para mim é mesmo assim: Morreu uma andorinha? Acabou-se a Primavera.